<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666</id><updated>2012-02-08T17:16:06.274-08:00</updated><title type='text'>Priori</title><subtitle type='html'>“(...) Não há amanhã sem projeto, sem sonho, sem utopia, sem esperança, sem o trabalho de criação e desenvolvimento de possibilidades que viabilizem a sua concretização. O meu discurso em favor do sonho, da utopia,da liberdade, da democracia é o discurso de quem recusa a acomodação e não deixa morrer em si o gosto de ser gente, que o fatalismo deteriora" (Paulo Freire)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Josimar Priori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04115320001743562317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-B9FZGRNqFFg/TtODWwBy6YI/AAAAAAAAAAQ/9oroF-90zTI/s220/Cola%25C3%25A7%25C3%25A3o.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-4809869257610069538</id><published>2012-02-08T17:11:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T17:15:42.980-08:00</updated><title type='text'>PREFEITO CARLOS DE PAULA NÃO RESPEITA NEM ESTUDANTES DA EJA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;“A educação sozinha não transforma &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;a sociedade, sem ela tampouco a &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;sociedade muda” (Paulo Freire)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que uma das maiores virtudes do atual prefeito de Sarandi, Carlos de Paula, é não ser democrático todo mundo sabe, mas o difícil de mensurar é ate aonde vai sua capacidade de tratorar tudo e todos para atingir seus objetivos, que também é sabido por todos, isto é, a reeleição a qualquer custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje infelizmente participei de um incidente lamentável com o prefeito. Fui acompanhar uma reunião na qual o prefeito convidou os moradores do Jardim Novo Independência para falar tratar sobre o asfaltamento da região. Ótimo. Mas como sei que cada reunião dirigida pelo prefeito é um circo onde, lógico, ele é personagem principal, não era de se esperar que seu cajado autoritário fosse agir mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero aqui tratar do déficit democrático e não participativo de seu governo, nem da forma manipuladora e demagógica que ele dirige as suas reuniões. Só para registrar, o prefeito pede votação às suas propostas sem o menor debate, sem estudos técnicos e sociais sobre a obra, o prefeito simplesmente fala que é bom e pede pra que quem concorde levante mão, em meio a confusão, o povo gentil simplesmente ergue o braço. Na avaliação do prefeito isso é ser democrático. Uma das palavras dele hoje foi “ta vendo, isso que dá ser democrático”, ao se referir a uma proposta “aprovada” na reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas escrevo para relatar que o prefeito Cara de Pau, digo, Carlos de Paula não respeita nem mesmo os estudantes da Educação de Jovens e Adultos. Chegando a escola reparei que havia pessoas, na maioria senhoras, com cadernos abertos sentados às carteiras em uma das salas de aula da Escola Municipal Yoshio Hayashi. Olhei bem e não acreditei que fosse uma aula. Viro-me então e pergunto a um guarda e ele confirma, são alunos estudando. Nesse ínterim o prefeito passa por nós, então aproveito e o indago se ele não respeita os alunos que estão estudando. Muito educado, ele segue andando e me xinga, as palavras deles são impublicáveis e prefiro joga-las ao lixo ao invés de disseminar tolices por aí. Mas gira em torno disso “ah, vai se f... seu f.....”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É obvio que fiquei chocado e revoltado. Como professor que sou e sei do quanto é problemático trabalhar em um ambiente inadequado, sobretudo com o alto barulho dos gritos “eleitoreiros” do mestre de cerimônias da prefeitura, amplificado pelo som em volume máximo. Fiquei embasbacado. Mas como o que está ruim pode piorar, o capataz do senhor prefeito, o ilustre vereador Ailton Machado, veio me advertir. Segundo ele eu estava desacatando a autoridade do prefeito. Claro que meu sangue é quente e eu respondi a altura, inclusive no tom da voz (confesso, gostaria de ter sangue de barata em momentos como este), e aproveitei pra dizer algumas verdades a ele. Se sentindo desrespeitado, o capitão do mato disse que ia chamar a polícia, óbvio, logo ele se dissuadiu dessa ideia em instantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, qual é a moral da história? A realidade é que este governo está preocupado demais em enfiar goela abaixo da população as suas obrinhas e angariar votos que se esquece de que em Sarandi existe um povo que desde que esta região foi ocupada vem sofrendo com toda sorte de preconceito, miséria, discriminação, ausência de saúde, educação e equipamentos públicos de qualidade. O prefeito não é capaz nem sequer de notar que existem estudantes. E que muitas vezes eles são adultos que não tiveram oportunidade de estudar quando crianças. Que precisam trabalhar o dia todo e se sacrificar no ensino noturno. Mas, claro, o palanque eleitoral é mais importante que qualquer estudante; onde já se viu, por causa de semianalfabetos o senhor prefeito deixar de realizar sua “democrática” e “participativa” reunião. Claro, neste caso, democracia e participação significa erguer a mão e referendar o que já foi decidido “cientificamente” pela ambição do senhor prefeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-4809869257610069538?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/4809869257610069538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2012/02/prefeito-carlos-de-paula-nao-respeita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/4809869257610069538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/4809869257610069538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2012/02/prefeito-carlos-de-paula-nao-respeita.html' title='PREFEITO CARLOS DE PAULA NÃO RESPEITA NEM ESTUDANTES DA EJA'/><author><name>Josimar Priori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04115320001743562317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-B9FZGRNqFFg/TtODWwBy6YI/AAAAAAAAAAQ/9oroF-90zTI/s220/Cola%25C3%25A7%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-6166322156106734600</id><published>2011-12-27T13:59:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T14:04:19.025-08:00</updated><title type='text'>Vencedor e Vencido</title><content type='html'>Eu acho curioso que nesse jogo da vida em sociedade o vencedor não consiga entender o vencido. Aos olhos do vencedor, o vencido não passa de um radicalista, cuja mágoa, raiva, revolta, não passa de sentimentalismos infundados. O vencedor cega-se no que tange a toda opressão, todo sofrimento e todo silenciamento que é imposto ao derrotado. Neste contexto, o perdedor aparece como um fracassado, incapaz de fazer coisas boas e triunfar.&lt;br /&gt;Ao vencedor é impossível compreender o mundo do vencido, já que este foi desenhado por meio do sofrimento, da dor, da humilhação, coisas que, na condição de ganhador, o vencedor jamais experimentara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-6166322156106734600?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/6166322156106734600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/12/vencedor-e-vencido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/6166322156106734600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/6166322156106734600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/12/vencedor-e-vencido.html' title='Vencedor e Vencido'/><author><name>Josimar Priori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04115320001743562317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-B9FZGRNqFFg/TtODWwBy6YI/AAAAAAAAAAQ/9oroF-90zTI/s220/Cola%25C3%25A7%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-323305943142021674</id><published>2011-12-23T04:52:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T04:53:54.749-08:00</updated><title type='text'>SOBRE PRECONCEITOS</title><content type='html'>Existe preconceito por apenas um motivo: por medo daquilo que não conhecemos. Por isso construímos monstros, demonizamos as pessoas e as consideramos erradas. Quando julgamos uma pessoa, por exemplo, como promíscua, erotizada, imoral, na maioria das vezes estamos sendo preconceituosos, porque não compreendemos a forma como aquela pessoa concebe o mundo. É por isso que nossa sociedade tem preconceitos contra ateus, negros, homossexuais, indígenas, pobres, nordestinos etc. O preconceito é fruto do desconhecimento. Sobre específico a questão homoafetiva, o preconceito vem de uma resíduo social que deprecia tal comportamento e acabamos incorporando isso. Mas quando passamos a ter um amigo, um irmão, um confidente, um aluno que sofre ultrajes, humilhação, desprezo por algo que os demais julgam inferior, mas que pra ele é uma condição de vida, nossa visão a respeito muda. Só é possível achar inferior um comportamento, no caso, homoafetivo, por desconhecer seus dramas ou, então, por fazer, deliberadamente, uma escolha contrária (e por isso violenta, ainda que do ponto de vista simbólico) a estes seres humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-323305943142021674?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/323305943142021674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/12/sobre-preconceitos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/323305943142021674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/323305943142021674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/12/sobre-preconceitos.html' title='SOBRE PRECONCEITOS'/><author><name>Josimar Priori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04115320001743562317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-B9FZGRNqFFg/TtODWwBy6YI/AAAAAAAAAAQ/9oroF-90zTI/s220/Cola%25C3%25A7%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-5226004758392232180</id><published>2011-12-19T15:50:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T15:55:03.499-08:00</updated><title type='text'>Sobre a cachorrinho da enfermeira!</title><content type='html'>Eu preciso desabafar ... este fenômeno do cachorrinho da enfermeira que, aos olhos da opinião pública, é um verdadeiro demônio tem me irritado. Vivemos numa sociedade em que as pessoas são alimentadas por fenômenos e, de vez em quando, recebemos uma dose de indignação virtual imobilista. Estas pessoas esbravejam, via rede social, é claro, mas esquecem de todos os horrores cometidos todos os dias contra os seres humanos, a fauna, a flora e o meio ambiente. Como a pauta da vez, vou recomendar o vídeo Terráqueos. Ele mostra as formas brutais pelas quais os seres humanos oprimem os animais. E o pior, nós participamos ativamente disso. Recomendo o documentário, que pode ser abaixado por este link: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.megaupload.com/?d=Z8OU5W5P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós não somos seres "malvados como a maldita enfermeira", [aliás, até parece que ela é única que mata animaizinhos], mas não deixamos de ser cúmplices de horrores como os retratados no documentário. Ótimo que sejamos capazes de nos sensibilizar contra a maldade, é isso, precisamos nos indignar, mas precisamos sê-lo de forma concreta e real. Precisamos de ações verdadeiras. Chega de hipocrisia, chega de 15 minutos de revolta. Ao deixarmos de lutar, estamos sendo coniventes. Até quando jogamos um inocente papel de bala  na rua estamos sendo comparsas. Depois não adianta esbravejar (pelo face, mais uma vez) contra os milhões desviados dos cofres públicos e usados, claro, para matar animais inocentes, matar crianças indefesas, esmagar dois terços da humanidade e explodir o planeta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-5226004758392232180?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/5226004758392232180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/12/sobre-cachorrinho-da-enfermeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5226004758392232180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5226004758392232180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/12/sobre-cachorrinho-da-enfermeira.html' title='Sobre a cachorrinho da enfermeira!'/><author><name>Josimar Priori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04115320001743562317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-B9FZGRNqFFg/TtODWwBy6YI/AAAAAAAAAAQ/9oroF-90zTI/s220/Cola%25C3%25A7%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-923386329847290887</id><published>2011-12-19T14:59:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T15:01:11.856-08:00</updated><title type='text'>Movimento Super Salários Não!!!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rClhmEk4Rt4/Tu_B3uKGA0I/AAAAAAAAACA/sjyuq93ismg/s1600/Vereradores%2Be%2Bo%2Baumento%2Bdos%2Bsal%25C3%25A1rios.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 223px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-rClhmEk4Rt4/Tu_B3uKGA0I/AAAAAAAAACA/sjyuq93ismg/s320/Vereradores%2Be%2Bo%2Baumento%2Bdos%2Bsal%25C3%25A1rios.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687978017419559746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-923386329847290887?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/923386329847290887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/12/movimento-super-salarios-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/923386329847290887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/923386329847290887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/12/movimento-super-salarios-nao.html' title='Movimento Super Salários Não!!!!!'/><author><name>Josimar Priori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04115320001743562317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-B9FZGRNqFFg/TtODWwBy6YI/AAAAAAAAAAQ/9oroF-90zTI/s220/Cola%25C3%25A7%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rClhmEk4Rt4/Tu_B3uKGA0I/AAAAAAAAACA/sjyuq93ismg/s72-c/Vereradores%2Be%2Bo%2Baumento%2Bdos%2Bsal%25C3%25A1rios.JPG' 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Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/702515581173975115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/702515581173975115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/12/aumento-do-salario-do-prefeito-e.html' title='Aumento do salario do Prefeito e   Vereadores!'/><author><name>Josimar Priori</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04115320001743562317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-B9FZGRNqFFg/TtODWwBy6YI/AAAAAAAAAAQ/9oroF-90zTI/s220/Cola%25C3%25A7%25C3%25A3o.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/FOnP3gSLEyM/default.jpg' height='72' 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elevado de colegas pedindo “as contas” para trabalhar em municípios vizinhos que pagam mais e possuem um plano de carreira incomparavelmente melhor que o nosso, acarretando sobrecarga de trabalho aos que ficam.&lt;br /&gt;A falta de professores, principalmente os especializados, ocorre a perda do direito da hora aula atividade que são momentos dedicados à preparação de aulas, correção de avaliações, atendimento aos pais, entre outros. A perda deste direito (hora aula atividade) tem como consequencia a perda de qualidade do ensino o que resulta perda da qualidade na educação do município.&lt;br /&gt;As consequências de uma educação de má qualidade para o futuro de uma cidade são desastrosas em todos os sentidos. Diante da realidade que estamos enfrentando no nosso dia a dia nas escolas, necessitamos urgente de uma política de valorização dos trabalhadores municipais da Educação de Sarandi, por isso exigimos:&lt;br /&gt;• Que se cumpra a Lei do Piso Nacional de acordo com as reivindicações da CNTE; (Confederação Nacional dos Trabalhadores em educação);&lt;br /&gt;• Readequação do PCCRM (Plano de Cargos Carreira e Remuneração do Magistério);&lt;br /&gt;• Divulgação das prestações de contas das verbas destinadas à Educação;&lt;br /&gt;• Contratação de professores para suprir a falta destes profissionais e permitir que todos os professores usufruam de seus direitos como afastamento não remunerado (Principalmente para estudos) e licença prêmio;&lt;br /&gt;• Elaboração de cronograma organizacional, no mínimo de dois anos, organizando e agendando a liberação para licenças prêmio com a finalidade de evitar atrasos absurdos em relação a licenças: sabemos que há professores na rede com até 3 licenças atrasadas (15 anos de trabalho sem usufruir desse direito );&lt;br /&gt;• Remuneração, salário inicial de acordo com formação;&lt;br /&gt;• Hora-aula atividade respeitada: que todos que tem esse direito possam usufruir de acordo com a Lei do Piso (1/3 hora aula atividade e 2/3 em sala);&lt;br /&gt;• Reunião com o poder executivo abrindo o negociação com os profissionais da educação e a comunidade sarandiense para o atendimento das demandas para que nenhum estudante fique de fora do acesso à educação.&lt;br /&gt;• Imediata aplicação pelo poder executivo da Lei do Piso Nacional Profissional do Magistério. Agora o piso é lei, nós exigimos sua implementação atraves de ampla discussao com a categoria!&lt;br /&gt;A SITUAÇÃO É GRAVE! Precisamos nos unir e buscar um Plano de Carreira dos professores que contemple e respeite a Lei do Piso Nacional do Magistério articulando o atendimento das reivindicações dos professores e da comunidade sarandiense num Plano Municipal de Educação. Por isso convocamos a direção do nosso sindicato SISMUS a entrar nesta luta pela garantia de direitos, a melhoria dos salários a partir da aplicação da Lei do Piso e pela melhoria da qualidade da educação com mais  investimentos.&lt;br /&gt;Propomos convocar os companheiros da direção do SISMUS a ocupar seu lugar nesta luta e ajudar sua base nesta conquista tão importante para todos os profissionais do magistério de Sarandi.&lt;br /&gt;Carta aprovada por aclamação em Audiência pública pela Educação realizada na câmara municipal de Sarandi, no dia 06/07/2011, que contou com a presença de mais de 50 profissionais da educação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-1131864710647090506?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/1131864710647090506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/07/pela-aplicacao-da-lei-do-piso-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/1131864710647090506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/1131864710647090506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/07/pela-aplicacao-da-lei-do-piso-do.html' title='PELA APLICAÇÃO DA LEI DO PISO DO MAGISTÉRIO EM SARANDI'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-5431067650340847582</id><published>2011-06-24T07:37:00.000-07:00</published><updated>2011-06-24T07:38:49.068-07:00</updated><title type='text'>E a Igreja se fez show...</title><content type='html'>Por Cesar Kuzma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste último domingo, dia 19 de junho, assisti a apresentação do Pe. Reginaldo Manzotti no “Domingão do Faustão”. Com certeza, o Pe. Manzotti alcançou a fama que procurava há muito tempo e hoje se tornou tão conhecido como o Marcelo Rossi (a quem imitou e seguiu) e outros "midiáticos" da Igreja Católica no Brasil e, também, do mundo da música e do entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, tal apresentação me faz parar e refletir alguns pontos: 1) O que representa para a Igreja Católica atual uma personalidade assim? 2) O que ele traz de novo, ou se realmente ele traz algo novo? 3) Que imagem de Igreja estamos passando para a sociedade com uma pessoa assim e, obviamente, para a própria Igreja, hoje tão carente de formação? Cada um destes pontos merece uma análise profunda, que não faremos, a ideia é apenas uma breve reflexão sobre o assunto, crítica, mas respeitosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Documento Lumen gentium do Concílio Vaticano II (1962-1965), que apresenta uma reflexão dogmática sobre a Igreja, destacando sua natureza e missão, começa assim: "Lumen gentium cum sit Christus", ou seja, a Igreja é luz para os povos assim como Cristo. Ser luz, no entanto, é transmitir a mensagem do Evangelho, na qual Cristo é a luz. A Igreja, que somos nós, não tem uma luz própria e não prega a si mesma e, consequentemente, não conduz as pessoas a si, pois ela não é o fim, o destino de todos. A Igreja é iluminada pela luz de Cristo, cujo Espírito a conduz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja, como "luz do mundo" anuncia Cristo e o seu Reino e conduz as pessoas a este fim, a este éschaton (destino último); assim ela é sinal e sacramento. Este mesmo documento apresenta-nos o papel dos batizados, que compõem a Igreja de Cristo, discernindo a sua vocação e missão. Isso fica claro quando ela nos remete a questão do serviço, um serviço ao Reino, a exemplo de Jesus, que na sua humildade e pequenez conduziu as pessoas à esperança num reino de amor, justiça e paz; um Jesus que declarou bem-aventurados os pobres e, a partir deles, iniciou o seu testemunho, fazendo-se pobre para de tudo nos libertar, sendo ponto de justiça, caminho e verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupa-me saber o que representa o Pe. Manzotti para a Igreja e para a sociedade brasileira atual. Será que ele representa o seguimento de um Jesus pobre da Galiléia, tão profundamente descrito nos Evangelhos, ou será que ele representa a si mesmo, diante do orgulho e da vaidade, pecado tão sutil aos membros da mídia, ou daqueles que são feitos ou produzidos por ela? Quem fez o Pe. Manzotti e a sua fama e o que ele representa? Será que ele representa a Igreja Católica ou representa as gravadoras e emissoras de rádio e TV em que atua? O Pe. Manzotti anuncia a "boa nova" do Evangelho ou anuncia a "sua boa nova", tão frágil e carente de conteúdo. Com certeza, o Pe. Manzotti não representa a Igreja que eu sigo e acredito, pois sua pregação, atuação e postura estão muito longe (mas longe mesmo!) do que entendo como proposta de seguimento, discipulado e missionariedade. Não falo apenas das letras de suas músicas (muitas delas, por sinal, com graves erros teológicos que educam o povo erroneamente); não falo das suas fotos sensuais nos álbuns dos CDs; não falo dessas situações, pois é pequeno demais e nem vale a pena; mas falo da postura, atuação e pregação que deve ter um cristão, quer ele seja um leigo, um religioso ou um padre, mas uma atuação de seguimento e de exemplo... Lumen gentium! É uma pena, pois um projeto de inculturação da fé deveria ser um serviço de integração com a sociedade e não uma maneira de ser refém desta, juntando seu capital, glamour e aparência. Uma Igreja que propõe discipulado e missionariedade com o Documento de Aparecida (2007) fica a mercê diante desta forma de "evangelizar". O que representa o Pe. Manzotti? Bem, certamente, representa a si mesmo e a sua imagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que sua pregação não traz nada de novo, pois dentro de músicas modernas se esconde uma postura de Igreja fechada e clerical, que coloca o padre (o sacerdote, maneira como ele sempre se apresenta) em destaque diante dos fiéis. Antes tínhamos o padre que apenas rezava a sua missa, deixando o povo na expectativa, como alguém que sempre recebe. Agora temos o mesmo padre com suas vestes carregadas e pomposas (como de antigamente) tornando-se um cantor e animador de auditório em programas de televisão e em praças públicas pelo Brasil. Não negamos que a Igreja deva adotar uma nova postura diante da sociedade moderna e pós-moderna, de maneira a integrar mais as pessoas e seus novos problemas e questionamentos, acontece que posturas assim envolvem o povo em luzes e sons, transformando o altar num palco e a Eucaristia num show, totalmente oposto aos ensinamentos da Igreja e totalmente contraditório com a proposta de Jesus, que se tornou igual e semelhante ao seu povo e só assim pôde conduzi-los no caminho do Reino (Fl 2,6-9). O Pe. diz que não faz show, fico em dúvida, então, para saber o que ele faz... Um dos seus programas de televisão chama-se "evangeliza show", algo próximo ao "show da fé" de R. R. Soares. Há que se entender que Igreja não é show business. Quando a Igreja passa a ser show ela deixa de ser comunidade, ela deixa de ser o local onde as pessoas se reúnem para partilhar do mesmo pão, ao redor de uma mesma mesa, tornando-se um só, em Cristo. Quando a Igreja se torna show ela deixa de ter eclesialidade, pois tira dos seus membros a participação ativa diante de sua missão, pois ninguém se conhece, todos são "turistas religiosos" atrás de um cantor, que neste caso, também é padre. Quando a Igreja se torna show ela se distancia drasticamente da proposta do Evangelho de Jesus, que nasceu pobre numa estrebaria, que viveu pobre na Galiléia e que morreu pobre e sozinho numa cruz em Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas alguém poderá dizer: mas ela fala tão bem, ele atrai tanta gente... Não nego que tenha méritos, e deve haver, mas questiono a forma e o modelo com que faz tais coisas. Até que ponto as pessoas seguem a Cristo e não o Padre? Até que ponto as pessoas vão à missa pelo Padre e não pela comunidade? Até que ponto as pessoas estão usando isso para um alimento pastoral e engajamento, e sim, para um aumento do individualismo e do culto ao "Eu-com-Deus", distanciando-se de uma proposta de Igreja de comunhão? Até que ponto a mensagem do Evangelho é atrair mais pessoas para a Igreja Católica (ou para outra Igreja)? Esta nunca foi a proposta de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando questionado pelo rico faturamento que seu projeto traz, ele rapidamente diz que o dinheiro é para o projeto "Evangelizar é preciso" e não para ele. Mas o que é este projeto, que não fazer a divulgação dos trabalhos, CDs, livros, shows e produtos do padre? Evangelizar é preciso, é claro, mas o que é mesmo evangelizar? Se evangelizar for montar um projeto milionário, se for ser amigo do governador do Estado, aliado de pessoas da elite social e fazer shows, gravar CDs e ter programas de televisão e rádio, acho que não sei mesmo o que é evangelizar. Se fosse assim, Jesus deveria ter começado a sua missão no palácio de Herodes, na casa de Caifás e Anás e ter um grande acordo com Pôncio Pilatos, ao invés de começar em uma aldeia de pescadores da Galiléia. Acho que tudo isso é importante e deve e pode ser feito, desde que o horizonte último seja Cristo e o seu Reino, desde que isso possa ser multiplicado nas pequenas coisas e exemplos do cotidiano. Num momento em que Igreja reflete a sua eclesiologia (sobre a Igreja) em tentativa de resgate a pequenas comunidades, menores e mais&lt;br /&gt;concentradas, mas com mais vigor e postura evangélica, tal postura do Pe. Manzotti vai contra este pleito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupa-me saber que imagem nós estamos passando de Igreja, preocupa-me saber que Igreja nós estamos formando para nossos filhos e membros e que mensagem de Reino nós estamos passando à sociedade. Foi-se o tempo em que cantávamos na missa ou nos grupos sem nos preocupar de quem era a música ou o CD (disco ou cassete na época), foi-se o tempo de que as músicas religiosas tinham mais teor evangélico e mais coerências sociais (ainda encontramos isso no Pe. Zezinho e Zé Vicente e em alguns outros), foi-se o tempo em que pertencer a determinada comunidade trouxesse ao cristão uma identidade viva e coerente, capaz de ligar a comunidade a sua vida, e assim por diante. Há um crescimento do turismo religioso motivado por fenômenos como o Manzotti, mas um declínio de conteúdo e discernimento da fé. Parece que damos razão a nossos interlocutores críticos da religião como Marx que disse: "A religião é o ópio do povo". Quando a Igreja se faz show, vemos que Marx tinha razão, pois ao invés de libertar ela aliena, pois o aprisionamento religioso faz parte de sua postura ideológica. Lamentável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lamentável entender que a Igreja Católica no Brasil hoje passa a ser representada por padres midiáticos como este, onde sua proposta de missão obedece mais aos interesses das gravadoras como "Som Livre" e outras do que a proposta do Evangelho. Esta representação deixa um Jesus de Nazaré pequeno, quase esquecido, diante das luzes que compõem o grande espetáculo. É triste entender e lembrar que no passado estávamos representados (e muito bem!) por pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Ivo e Aluisio Lorscheider, Dom Pedro Casaldáliga e tantos outros que deram a sua vida de fé em favor da paz, do amor e da justiça, testemunhas autênticas do Evangelho, e hoje, quem diria, somos representados por pessoas assim... É uma pena que pessoas tão importantes e atuantes pelas causas da Igreja só sejam reconhecidas depois de mortas em martírio, como Irmã Doroty e tantos outros, esquecidos por nós (Igreja) e pela sociedade. É uma pena imensa que pessoas atuantes em pastorais sociais e em diversos movimentos sejam muitas vezes esquecidos pela Igreja ou punidos por ela (TdL) por defenderem a causa da justiça contra os ricos e poderosos; ricos e poderosos que sustentam esta estrutura piramidal e patrocinam "novas lideranças" como o Pe. Manzotti, que pela postura, servem a seus interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste dizer que a Igreja se fez show...&lt;br /&gt;Cesar Kuzma&lt;br /&gt;Teólogo leigo, católico, professor de Teologia da PUCPR. Assessor em grupos e movimentos eclesiais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-5431067650340847582?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/5431067650340847582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/06/e-igreja-se-fez-show.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5431067650340847582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5431067650340847582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/06/e-igreja-se-fez-show.html' title='E a Igreja se fez show...'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-7808830664124737003</id><published>2011-04-07T19:31:00.001-07:00</published><updated>2011-04-07T19:31:33.853-07:00</updated><title type='text'>A EXCEÇÃO E A REGRA</title><content type='html'>Por Bertold Brecht – Adaptado por Eduardo Fernando Montagnari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, ache estranho o que não é estranho&lt;br /&gt;Segundo, ache difícil de explicar o que parece banal&lt;br /&gt;E por último, ache difícil de entender o que se apresenta como a regra&lt;br /&gt;Desconfie de tudo&lt;br /&gt;Diante da banalidade, aja sempre com cautela&lt;br /&gt;E numa, mas nunca mesmo, deixe de fazer perguntas&lt;br /&gt;Case seja necessário comece pelo que é mais comum&lt;br /&gt;Caso seja necessário comece pelo que é comum&lt;br /&gt;E procure saber se está correto&lt;br /&gt;O senhor Brecht solicita expressamente&lt;br /&gt;Nunca ache natural o que acontece e torna acontecer&lt;br /&gt;Num tempo de confusão e violência&lt;br /&gt;De desordem ordenada&lt;br /&gt;Num tempo de arbitrariedade proposital&lt;br /&gt;De impunidade descarada&lt;br /&gt;Num tempo sombrio e triste&lt;br /&gt;De humanidade desumanizada&lt;br /&gt;Para que nada seja considerado imutável&lt;br /&gt;Nada, absolutamente nada&lt;br /&gt;Nunca diga: Isso é natural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-7808830664124737003?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/7808830664124737003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/04/excecao-e-regra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/7808830664124737003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/7808830664124737003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/04/excecao-e-regra.html' title='A EXCEÇÃO E A REGRA'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-9073770849695324754</id><published>2011-03-17T18:30:00.000-07:00</published><updated>2011-03-20T15:18:32.514-07:00</updated><title type='text'>Sociologia no Ensino Médio: ainda em busca de legitimidade</title><content type='html'>A presença da Sociologia no Ensino Médio nunca foi algo pacífico ou consensual. Em sua trajetória a Sociologia foi inserida ou excluída dos currículos deste nível educacional em diversos momentos, ao sabor do governante da época. Com a abertura política pós-ditadura militar e a conseqüente redemocratização, os sociólogos passaram a lutar para que a Sociologia fosse aceita definitivamente na grade curricular do Ensino Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fruto de lutas, avanços e retrocessos, e muita mobilização, finalmente em 2008 a obrigatoriedade desta disciplina nas três séries do Ensino Médio foi estabelecida através da alteração do art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. O novo texto determina não mais que estudante apresente conhecimentos de Sociologia ao término do Ensino Médio, mas que esta disciplina seja lecionada em todos os anos de tal curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a prescrição legal não foi suficiente para que a Sociologia fosse respeitada por todos como uma disciplina fundamental para a formação das novas gerações. No Estado do Paraná, desde que voltou a ser ensinada, a cada ano, os licenciados em Sociologia enfrentam árduas batalhas para assumirem estas aulas. Impera nos setores administrativos e nas escolas paranaenses a crença de que qualquer graduado, de qualquer área, pode lecionar Sociologia, assim como a sua irmã mais velha, a Filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a publicação da LDB de 1996 sabe-se que o estudante do Ensino Médio, ao concluir este curso, deve apresentar domínio de conhecimentos filosóficos e sociológicos. Contudo, o texto da lei não especifica como este conhecimento deve ser ensinado. Deste modo, num primeiro momento estes saberes foram incorporados em outras disciplinas ou tratados como conteúdos transversais e depois passaram a ser ensinados em disciplinas específicas, mas em apenas uma série do Ensino Médio. Somente a partir deste ano, 2011, por determinação legal, a Sociologia – assim como a Filosofia – passou a ser ensinada nas três séries do Ensino Médio no Estado do Paraná, cumprindo o decreto presidencial supracitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o Estado parece ter pouca clareza sobre quem é capacitado a ensinar Sociologia. Nos primeiros anos em que essa foi ensinada no Paraná, foi comum professores de qualquer área lecionando-a. Em muitos casos, graduandos em Ciências sociais iam para as escolas fazer o estágio supervisionado, mas chegando às salas de aula assustavam-se ao saber que o professor que ia orientá-los no estágio era formado em matemática, química ou letras. Não raro estes professores se recusaram a receber o estágio em suas salas de aula. Para evitar deslocamento para outras escolas estes professores assumiam as aulas de Sociologia e passavam a (não?) ensiná-las aos estudantes dessas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indignados com esta situação, profissionais licenciados em Sociologia passaram a reivindicar o direito de assumir essas aulas. Depois de muitas lutas, estes professores foram, progressivamente, ocupando seu lugar nas escolas. No entanto, esta prática privatista de repassar as aulas de Sociologia para professores amigos ainda é comum em muitas escolas. De tempos em tempos surgem casos em que o professor não é formado na ciência específica. E o que mais nos assusta é que há um exército de sociólogos nas listas de espera para assumir a função que lhe compete no Ensino Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que a lógica que orienta a política para a educação é a do menor custo e não a da qualidade da educação e da melhor assistência aos alunos. Para que um professor concursado possa completar o seu padrão com aulas de sociologia basta que tenha em seu histórico escolar 120 horas dessa disciplina, não importando que ele seja formado em história ou engenharia mecânica. Como a Sociologia é ensinada na maioria dos cursos, pasmem, quase todos os graduados são considerados, pelo Estado, habilitados a ensiná-la e possuem precedência aos licenciados em Sociologia no caso de inexistência de aulas em sua disciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que gera este problema é que praticamente inexistem professores de Sociologia concursados. O último e único concurso para contratação de professores desta disciplina foi realizado em 2004. Assim, a defasagem de professores do Quadro Próprio do Magistério (QPM) em Sociologia é de mais de 90%. Para suprir esta demanda ano a ano o governo contrata professores em regime de urgência, através do Processo Seletivo Simplificado (PSS). No entanto, os professores já concursados em outras disciplinas, sem aulas no seu padrão, possuem prioridade para assumir as aulas de Sociologia, desde que possuam a carga horária mínima de 120 horas cursadas em seus currículos da disciplina a ser lecionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 2011, a luta dos professores de Sociologia intensificou-se. As principais bandeiras levantadas foram a defesa de uma educação pública de qualidade e pelo direito dos alunos aprenderem Sociologia com sociólogos. O processo de contratação de professores temporários, o chamado PSS, deste ano caracteriza-se por confusão, processos na justiça, protestos e a desclassificação de professores formados em várias disciplinas, incluindo Ciências Sociais, com especialização e experiência de trabalho no Estado do Paraná. Neste ano ocorreu ainda mais um agravante: a distribuição de aulas de Sociologia para completar padrão de professores de outras áreas já é algo comum e previsto na legislação estadual. Contudo, além da distribuição das aulas para completar padrão, o Núcleo Regional de Educação entregou as aulas de Sociologia para professores de outras áreas como aulas extras[1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupados em ficar sem aulas e insatisfeitos com esta situação, nós, graduados e professores de Sociologia, decidimos nos mobilizar e protestar contra o descaso com a educação pública paranaense. Começamos através de troca de e-mails e em seguida passamos a nos reunir. Já na primeira reunião decidimos que tínhamos que trazer a público a situação que se encontra a educação estadual. Nossa avaliação foi a de que o cidadão paranaense tem o direito de saber o que ocorre dentro dos muros das escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa primeira manifestação foi realizada com diplomas de Cientistas Sociais nas mãos, nariz de palhaço e apitos na boca. Queríamos denunciar a desclassificação injusta de colegas e a distribuição de aulas de Sociologia para outros profissionais. Com apoio da APP Sindicato saímos em caminhada de frente a sua sede em direção ao Núcleo Regional de Educação (NRE), onde a imprensa já nos esperava. Depois de algum tempo de protesto, a chefe do NRE de Maringá admitiu o equívoco e revogou a distribuição de aulas feita a outros educadores. Tínhamos vencido uma batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana seguinte, ao saber que o vice-governador e secretário da educação, Flávio Arns, viria a Maringá, decidimos fazer nova manifestação e entregar uma carta relatando a situação ao secretário. Nossas reivindicações foram por educação pública de qualidade, através da reorganização do PSS 2011 e da realização de concurso público para contratar professores de Sociologia. Informamos ao secretário que pelo menos 90% desses trabalham de forma precária, através do PSS, ou através das complementações de padrão de outras disciplinas. Atencioso, o vice-governador disse concordar com nossas reivindicações e admitiu que solução definitiva é a realização de concurso público para a disciplina específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendemos que demos um passo a mais no sentido da legitimidade e da consolidação da Sociologia no Ensino Médio. No entanto, a luz no fim do túnel ainda é tênue. Subsiste ainda forte resistência ao ensino de Sociologia por alguns setores da educação pública. Nós, Cientistas Sociais, precisamos matar um leão por dia para garantir que nossa ciência continue a ser ensinada em nível médio. Diante das perspectivas incertas precisamos manter a mobilização e luta para que a Sociologia esteja presente em todos os anos do Ensino Médio e que seja ensinada por sociólogos ou Cientistas Sociais. Neste cenário tenebroso visualizamos apenas salários atrasados, poucas perspectivas de realização de concurso e descaso para com nossos alunos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-9073770849695324754?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/9073770849695324754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/03/professores-se-mobilizam-em-defesa-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/9073770849695324754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/9073770849695324754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/03/professores-se-mobilizam-em-defesa-do.html' title='Sociologia no Ensino Médio: ainda em busca de legitimidade'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-2813665724673116640</id><published>2011-02-10T15:47:00.000-08:00</published><updated>2011-02-10T15:48:30.264-08:00</updated><title type='text'>CARTA  AO EXMO. SECRETÁRIO DA SR. EDUCAÇÃO FLÁVIO ARNS</title><content type='html'>PELO DIREITO DE SE ENSINAR E APRENDER SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO&lt;br /&gt;A história do ensino de sociologia no Brasil caracteriza-se por mais de 100 anos de idas e vindas. Durante esta trajetória já secular a presença da sociologia no ensino médio permaneceu intermitente, ou seja, ao longo deste período a disciplina foi incluída e excluída dos currículos da Educação Básica por diversas vezes.&lt;br /&gt;O processo de redemocratização suscitou o retorno gradativo da sociologia ao Ensino Médio, culminando com a sanção do decreto de Lei 11.684/08 assinado pelo Presidente em exercício José Alencar. Tal decreto alterou o texto da Lei de Diretrizes e Bases da educação nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, estabelecendo o ensino de sociologia em todas as séries do ensino médio. Com base neste decreto o governo do Estado do Paraná através da Deliberação N.º 03/08 determinou como a sociologia deveria ser implantada no Estado do Paraná.&lt;br /&gt; Atualmente, para suprir a necessidade de professores da Rede Estadual de Ensino, para além dos concursos específicos, a Secretária de Estado da Educação (SEED) promove o Processo Seletivo Simplificado (PSS). Como o último concurso público para o provimento de vagas em sociologia ocorreu no ano de 2004, três anos antes do último grande concurso público promovido pelo Estado em 2007, já faz mais de seis anos que a disciplina de sociologia é suprida, em sua grande maioria, apenas por professores em regime de trabalho temporário, o que limita pedagogicamente os trabalhos dos professores e os impede de fazer planejamentos a médio e longo prazo. Tais condições geram instabilidade e insegurança quanto à expectativa de permanência no trabalho por parte do docente.&lt;br /&gt;No entanto, os problemas não se resumem a isso. Os sociólogos que se classificam através do PSS encontram dificuldades em estabelecer contrato de trabalho devido a uma série de fatores. Destacamos a não apresentação das aulas de sociologia nas sessões públicas de distribuição de aulas, realizadas periodicamente pelo Núcleo Regional de educação. Em outros casos as aulas de sociologia são distribuídas ilegalmente para professores de outras disciplinas.&lt;br /&gt;Entendemos que as aulas atribuídas indevidamente àqueles que não se enquadram na legislação devem ser canceladas, sendo atribuídas àqueles de direito. O direito administrativo prevê que o ato jurídico ilegal deve ser anulado e gerar seus efeitos de imediato. O ato jurídico de atribuição de aula a quem não é habilitado conforme Lei 11.6048/08 é ilegal e não pode gerar efeito de direito. &lt;br /&gt;Os professores inscritos e classificados nesse Processo de Seleção esperam, no mínimo, que as aulas estejam expostas nas devidas sessões públicas. Entretanto, o que vem ocorrendo há muito tempo, e que se repetiu no ano de 2011, é o inverso: os próprios classificados é que fazem um trabalho de investigação para descobrir quantas aulas existem em cada Colégio e se estas estão sendo ministradas por profissionais habilitados de acordo com a legislação vigente quando, na verdade, o Estado deveria garantir a lisura e a clareza do processo de contração de professores. Este ano tivemos o agravante de professores absolutamente qualificados, especialistas e prestadores de serviço ao Estado por vários anos serem eliminados do processo. Entendemos que esta situação prejudica a qualidade da educação pública, já que este docente será substituído por outro menos graduado.   &lt;br /&gt;O desgaste moral e físico pelo qual passamos por conta dessa labuta investigativa é incomensurável. Por isso faz-se saber que repudiamos o destrato e a maneira como foi conduzida o PSS do ano corrente, onde por muitas vezes prevaleceram o desrespeito no trato para com os professores. Igualmente repudiamos a insuficiência de professores concursados para lecionar a disciplina de sociologia, fato que impede que o docente realize um trabalho continuado em uma escola.&lt;br /&gt;Desse modo, solicitamos a Vossa Excelência, Secretário de Estado de Educação do Paraná, providências urgentes a respeito da forma como o PSS 2011 tem sido administrado. Em nossa região a maioria das escolas não está oferecendo aulas de sociologia por conta dos problemas do processo de distribuição de aulas. Enfatizamos que estas aulas devem ser supridas por profissionais habilitados para a transmissão de conteúdos próprios da disciplina de sociologia, algo imprescindível para um ensino de qualidade.  O argumento de que não há profissionais habilitados na disciplina já não é mais aceitável, considerando que os cursos de ciências sociais encontram-se em franca expansão em todo o Paraná.&lt;br /&gt; Dirigimo-nos à vossa excelência ainda para Solicitar o cumprimento da Deliberação N.º 03/08 emitida pelo Conselho Estadual de educação do Estado do Paraná que determina, no artigo 6°, que até o ano de 2012 todos os professores de sociologia neste Estado sejam licenciados em Ciências sociais e/ou Sociologia.  &lt;br /&gt;Por fim, entendemos que a realização de concurso público para a contratação de professores de sociologia é uma condição necessária e urgente para a continuidade do processo de construção de uma educação pública, gratuita e de qualidade e para oferecer dignidade aos profissionais das Ciências Sociais que já há vários anos Servem ao Estado do Paraná através do regime de contratação PSS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATENCIOSAMENTE&lt;br /&gt;PROFESSORES DE SOCIOLOGIA DA REGIÃO DE MARINGÁ&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-2813665724673116640?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/2813665724673116640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/02/carta-ao-exmo-secretario-da-sr-educacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/2813665724673116640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/2813665724673116640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/02/carta-ao-exmo-secretario-da-sr-educacao.html' title='CARTA  AO EXMO. SECRETÁRIO DA SR. EDUCAÇÃO FLÁVIO ARNS'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-5387576284253557176</id><published>2011-02-07T15:49:00.000-08:00</published><updated>2011-02-07T15:51:48.163-08:00</updated><title type='text'>CARTA ABERTA AOS CIENTISTAS SOCIAIS</title><content type='html'>Toledo, 5 de fevereiro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A injustiça contra um é uma ameaça para todos.”&lt;br /&gt;Barão de Montesquieu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE OCORREU EM BELTRÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem (04-02-11) durante a distribuição de aulas em Realeza, nós, professores graduados em Ciências Sociais na UNIOESTE, fomos desclassificados, pois no julgamento dos funcionários do Núcleo de Educação de Francisco Beltrão, a nossa formação não é específica para lecionar a disciplina de Sociologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos apenas três graduados em Ciências Sociais. Todos nós tivemos as inscrições INDEFERIDAS, e fomos eliminados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre inúmeros outros problemas. Vimos o atraso de cerca de seis horas na distribuição, falta de transparência no processo, que distribuía as aulas a portas fechadas, com um candidato por vez, sem nos dar informações prévias sobre ordem classificatória, indeferimento ou número de aulas vagas, o que fere o princípio de publicidade em qualquer sessão pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma acadêmica do 2º ano do curso de Licenciatura em Sociologia ofertado pela UNIJUI na modalidade a Distancia – EAD foi considerada, no julgamento do órgão responsável do Estado, “merecedora das tais aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUESTÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, tomados de revolta e indignação, gostaríamos de questionar aos nossos colegas, graduandos, graduados, mestres e doutores em Ciências Sociais o que acontece com a nossa graduação presencial com intensa publicação bibliográfica? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concorreremos às aulas de Sociologia em igualdade de condições com Advogados, Pedagogos, Historiadores, Geógrafos, Assistentes Sociais, Filósofos, e outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos, assim, um passo atrás dos formados e acadêmicos de EAD em Sociologia – Licenciatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O investimento público em Cursos de Ciências Sociais, nas Universidades Estaduais. Para que serve? Qual a utilidade pública de um Cientista Social?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CASO DE MARINGÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos professores de outras áreas completaram suas horas de trabalho exercendo a função de professor de sociologia. Apesar de alguns casos que podem abrir precedentes, como o de Maringá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Professores fazem manifestação em frente ao Núcleo de Educação de Maringá”&lt;br /&gt;http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/388678/professores-fazem-manifestacao-em-frente-ao-nre/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em outros Núcleos não se obteve êxito nesse pleito. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;MOBILIZAR É IMPORTANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“APP faz mobilização e se reúne com Seed para rever PSS”&lt;br /&gt;http://www.appsindicato.org.br/Include/Paginas/noticia.aspx?id=5212&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Secretaria de Educação suspende PSS”&lt;br /&gt;http://www.appsindicato.org.br/Include/Paginas/noticia.aspx?id=5237&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE VEM POR AÍ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros colegas, acreditamos que o pior ainda está por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo anunciou contratação do concurso 2007, no qual não existiu nenhuma vaga para sociologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, uma vez contratado como efetivo, é direito do professor conseguir aulas na escola em que está lotado. Desta forma, o Estado encherá seus quadros de historiadores, geógrafos, pedagogos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltando aulas para suas funções especificas, estes irão para sala de aula e lecionarão Sociologia e Filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é apenas uma questão de debate, é hora de agir! &lt;br /&gt;Estamos convocando todos para a LUTA. É imediato, é para agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudia Regina Mallmann&lt;br /&gt;Licenciada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Alberto Cavalli&lt;br /&gt;Licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-5387576284253557176?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/5387576284253557176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/02/carta-aberta-aos-cientistas-sociais.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5387576284253557176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5387576284253557176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/02/carta-aberta-aos-cientistas-sociais.html' title='CARTA ABERTA AOS CIENTISTAS SOCIAIS'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-4928273752110416098</id><published>2011-01-29T11:31:00.001-08:00</published><updated>2011-01-29T15:38:08.803-08:00</updated><title type='text'>CIENTISTA SOCIAL? FINALMENTE?</title><content type='html'>No dia 27 de janeiro de 2011 tive a alegria de participar da cerimônia de colação de grau geral da universidade estadual de Maringá, na qual recebi o grau de graduado em ciências sociais, juntamente com 37 colegas de minha turma. Somos 38 novos cientistas sociais. Será? Pelos menos do meu ponto de vista, continuamos estudantes em formação, de modo que vejo um longo caminho até que, de fato, possa me reconhecer como tal. Mas talvez o objetivo de um curso de graduação seja exatamente este. Oferecer ao estudante o alfabeto científico para que, ao término do curso, o então graduado esteja em condições de iniciar seus estudos em sua área. &lt;br /&gt;Deste modo, durante estes quatro anos, aprendi o BEABA das ciências sociais. Agora estou alfabetizado e posso começar a ler. No entanto, até adquirir prática nesta ação devo passar por um longo caminho que inclui mestrado, doutorado e muita prática de pesquisa. Quem sabe, após esta longa jornada, poderei finalmente me reconhecer como cientista social. Por enquanto, mesmo como graduado, só posso afirmar que sou alguém em busca de conhecimento, um jovem em continua formação e em busca de sabedoria.&lt;br /&gt;Durante estes quatros anos de formação muitas pessoas passaram pela minha vida e contribuíram com minha formação: familiares, namorada, amigos, pessoas desconhecidas, colegas de turma, de outros anos e cursos, funcionários da universidade etc. Mas algumas pessoas se destacam, de modo que posso afirmar que meus parcos conhecimentos sociológicos são uma síntese do que aprendi com estas pessoas. Estes são meus professores, a quem sou muito grato por tudo que me ensinaram. Agradeço pelas horas gastas no preparo de aulas, de correção de trabalhos e provas. Mas agradeço, sobretudo, pela amizade com que me receberam e pelo amor que sempre cultivaram para com o conhecimento e pelas ciências sociais. Agradeço a todos, desde a professora que me alfabetizou, quando no primário, até aos pós-doutores deste curso que acabo de concluir.&lt;br /&gt;As palavras que tenho são insuficientes para registrar minha gratidão pelos 26 professores que lecionaram as 37 disciplinas que cursei nestes quatros anos. Portanto, gostaria apenas de registrar aqui o nome e a disciplina que cada professor lecionou no meu curso. Espero, desta forma, poder homenagear cada um dos meus queridos professores, amigos e companheiros nesta jornada que está apenas começando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1° ANO - 1° SEMESTRE&lt;br /&gt;Teoria de ciências humanas – Prof. Paulo Ricardo Martines&lt;br /&gt;Historia geral – Prof. Sidney Munhoz&lt;br /&gt;Antropologia 1 – Profª. Simone Pereira da Costa dourado&lt;br /&gt;Sociologia 1 – Prof. Eduardo Fernando Montagnari&lt;br /&gt;Ciência Política 1 – Prof. Sergio Candido de melo&lt;br /&gt;1° ANO – 2° SEMESTRE&lt;br /&gt;Antropologia 2 – Profª. Marivania Conceição de Araujo&lt;br /&gt;Sociologia 2 – Prof. Pedro Jorge de Freitas&lt;br /&gt;Metodologia e técnicas de pesquisa em ciências sociais – Profª. Eide Sandra Azevêdo Abrêu&lt;br /&gt;Geografia Humana – Profª. Yolanda aoki&lt;br /&gt;Ciência política 2 – Prof. Sergio Candido de melo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2° ANO – 1° SEMESTRE&lt;br /&gt;Antropologia 3 – Profª. Zuleika de Paula Bueno&lt;br /&gt;Sociologia 3 – Prof. Eduardo Fernando Montagnari&lt;br /&gt;Pensamento Social Brasileiro – Profª. Carla Cecília Rodrigues Almeida&lt;br /&gt;Ciência política 3 – Profª. Eide Sandra Azevêdo Abrêu&lt;br /&gt;Economia - Prof. Virgílio de Almeida&lt;br /&gt;2° ANO – 2° SEMESTRE&lt;br /&gt;Antropologia 4 – Profª. Cleyde Rodrigues Amorim&lt;br /&gt;Sociologia 4 - Prof. Fábio Viana Ribeiro&lt;br /&gt;Historia do Brasil – Prof.  Rivail Rolim&lt;br /&gt;Ciência política 4 – Prof. Antonio Ozai da Silva&lt;br /&gt;Estatística – Profª. Simone Miloca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3° ANO – 1° SEMESTRE&lt;br /&gt;Sociologia 5 – Prof. Edinaldo aparecido Ribeiro&lt;br /&gt;Etnografia e etnologia – Profª. Wania Rezende da silva&lt;br /&gt;Estágio Supervisionado 1 – Profª. Zuleika de Paula Bueno&lt;br /&gt;Ciência Política 5 – Prof. Edinaldo aparecido ribeiro&lt;br /&gt;Estado e mercado no capitalismo contemporâneo – Sergio Gini&lt;br /&gt;3° ANO – 2° SEMESTRE&lt;br /&gt;Didática – Profª. Vanessa Campos Mariano Ruckstadter&lt;br /&gt;Psicologia da educação – Profª. Maria de Lourdes Perioto Guhur (Vera)&lt;br /&gt;Teoria Política Contemporânea - Profª. Carla Cecília Rodrigues Almeida&lt;br /&gt;Ciência Política 6 –  Profª. Celene Tonella&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4° ANO – 1° SEMESTRE&lt;br /&gt;Sociologia 6 – WALTER LÚCIO DE ALENCAR PRAXEDES&lt;br /&gt;Estagio supervisionado 2 – Prof. Zuleika de Paula Bueno&lt;br /&gt;Sociologia do Pierre Bourdieu - Prof. WALTER LÚCIO DE ALENCAR PRAXEDES&lt;br /&gt;Políticas públicas e gestão educacional – Profª. Elma Júlia Gonçalves de Carvalho&lt;br /&gt;Metodologia e técnicas de pesquisa em ciências sociais – Profª. Eliane Sebeika Rapchan&lt;br /&gt;4° ANO – 2° SEMESTRE&lt;br /&gt;Antropologia contemporânea - Profª. Simone Pereira da Costa dourado&lt;br /&gt;Movimentos sociais, política e cultura no Brasil contemporâneo - Profª. Carla Cecília Rodrigues Almeida&lt;br /&gt;Participação e gestão em políticas públicas – Profª.  Celene Tonella&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram 37 disciplinas, lecionadas por 26 professores, sendo 22 professores doutores e 2 em fase de doutoramento e 2 mestres.&lt;br /&gt;Ao mestre, muito obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-4928273752110416098?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/4928273752110416098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/01/cientista-social-finalmente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/4928273752110416098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/4928273752110416098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/01/cientista-social-finalmente.html' title='CIENTISTA SOCIAL? FINALMENTE?'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-4927225151054291906</id><published>2011-01-05T10:59:00.000-08:00</published><updated>2011-01-05T11:00:00.152-08:00</updated><title type='text'>O que Rousseau diria de nossa sociedade e do nosso sistema político?</title><content type='html'>"Num Estado verdadeiramente livre, os cidadãos fazem tudo com seus braços e nada com o dinheiro; longe de pagar para se isentarem de seus deveres, pagarão para cumpri-los por si mesmos" (Rousseau - O Contrato Social).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando os cidadãos deixam de realizar atividades públicas e passam a pagá-las, o Estado estaria próxima da ruína, segundo o pensador genebrino.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O que Rousseau diria de nossa sociedade e do nosso sistema político?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-4927225151054291906?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/4927225151054291906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/01/o-que-rousseau-diria-de-nossa-sociedade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/4927225151054291906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/4927225151054291906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2011/01/o-que-rousseau-diria-de-nossa-sociedade.html' title='O que Rousseau diria de nossa sociedade e do nosso sistema político?'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-748278048108893051</id><published>2010-11-17T15:19:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T15:19:26.679-08:00</updated><title type='text'>Marcelo Adnet ironiza eleitores elitistas no Comédia MTV</title><content type='html'>&lt;iframe width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/embed/jrUVle5wdPY?fs=1" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-748278048108893051?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/748278048108893051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/11/marcelo-adnet-ironiza-eleitores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/748278048108893051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/748278048108893051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/11/marcelo-adnet-ironiza-eleitores.html' title='Marcelo Adnet ironiza eleitores elitistas no Comédia MTV'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/jrUVle5wdPY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-3965759505401483713</id><published>2010-11-13T06:54:00.000-08:00</published><updated>2010-11-13T06:55:50.531-08:00</updated><title type='text'>Por que a oposição às cotas raciais nas universidades?</title><content type='html'>Por Antônio Ozaí da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti ao documentário Raça Humana, da TV Câmara.*Revela os bastidores da discussão sobre as cotas raciais na Universidade de Brasília e apresenta os argumentos a favor e contrários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rejeição das cotas raciais faz parte da democracia. Não obstante, o discurso dos discentes e docentes faz pensar: por que tamanha oposição e agressividade? Será possível compreender esta postura apenas pelos argumentos ou é inerente à natureza da universidade? A minha hipótese é que a contenda sobre as cotas expressa algo mais profundo do que ser contra ou a favor. É o próprio caráter da universidade e do seu papel na sociedade que se encontra sob questionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A universidade é, por excelência, o espaço das elites, expressão da influência desta no âmbito da sociedade – e isso é particularmente visível nos cursos de elite, os mais concorridos. A universidade é pública. Porém, da mesma forma que o Estado universaliza a cidadania através do reconhecimento dos direitos políticos, igualiza a todos na universalidade da lei e na categoria cidadão/cidadã e, assim, coloca um véu sobre a realidade social desigual, a universidade pública escamoteia as desigualdades de oportunidades fundadas em diferenças raciais, sociais e culturais. Se a universidade é para todos e, em tese, qualquer indivíduo, desde que se esforce, pode ingressar nela, ela o é no discurso, na letra da lei, no mito de que o vestibular é um critério justo para definir quem entra. A universidade é, por sua natureza social, excludente. As exceções dos menos favorecidos social e economicamente que conquistam o direito de freqüentá-la, e até de seguir carreira e se tornarem professores universitários e doutores, apenas confirmam a regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A universidade é intrinsecamente elitista. Não é por acaso que a resistência às cotas raciais aumenta na medida em que a escolaridade e o nível de renda são maiores. Isto tem uma relação direta com a oposição tenaz em cursos cujo perfil discente demonstra nível de renda maior (como no Direito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolaridade e nível de renda caminham juntos. A classe média e os que se encontram acima, os mais aquinhoados financeiramente, são os que ocupam em sua maioria as vagas na universidade. No fundo, até mesmo pelo investimento que fazem na preparação dos seus filhos, vêem a universidade como sua. As cotas lhes parecem um perigoso artifício para tirar um direito adquirido pela posição que ocupam na sociedade. Até admitem que os pobres concorram, mas não reconhecem que o ponto de partida destes é inferior. No limite, acabam culpando o pobre pela situação em que se encontra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na universidade prevalece um tipo de saber pretensamente científico e racional, branco, eurocêntrico e excludente da cultura e saber populares. Eis os alicerces da nossa universidade, os quais foram sedimentados pela colonização que, seguindo a modernidade ocidental, impôs um padrão dominante erigido como novo dogma substituto à teologia. Em outras palavras, na universidade assimilamos acriticamente o modelo racional científico de saber, oficial e pretensamente neutro, legitimado em si mesmo. São os fundamentos elitistas desse saber e cultura oficiais, reservados aos que, desde a infância, trilham os caminhos e são preparados para incorporá-las: pois, suas famílias têm condições econômicas e culturais para tanto, isto é, são depositários do “capital social” e “capital cultural”. O vestibular, portanto, termina por escolher os escolhidos social e economicamente, isto é, os mais preparados pelas próprias condições de vida para passar pelo funil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raça Humana é um documentário que contribui para esta reflexão. Vale a pena assistir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Com direção e roteiro de Dulce Queiroz e duração de 42 minutos, Raça Humana foi vencedor da categoria Documentário, na 32ª edição do Prêmio Vladimir Herzog de Anisitia e Direitos Humanos, em 2010. Para mais informações e download do vídeo em alta resolução, acesse: http://www.camara.gov.br/internet/tvcamara/?lnk=RACA-HUMANA&amp;selecao=MAT&amp;materia=100406&amp;programa=138&amp;velocidade=100K&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira outros artigos do autor em: http://antoniozai.wordpress.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-3965759505401483713?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/3965759505401483713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/11/por-que-oposicao-as-cotas-raciais-nas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/3965759505401483713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/3965759505401483713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/11/por-que-oposicao-as-cotas-raciais-nas.html' title='Por que a oposição às cotas raciais nas universidades?'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-3318346650693964031</id><published>2010-10-22T17:58:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T18:02:55.813-07:00</updated><title type='text'>Para quem vou votar nestas eleições.</title><content type='html'>que bom poder discutir no nível da política. Isso do meu ponto de vista é fundamental para a construção de um mundo público, comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política opera com outra lógica, diferente da nossa moral. Meu posicionamento é sobretudo contra José Serra, não só porque ao lado dele esta vários políticos corruptos, como o próprio Severino Cavalcante. O pior que isso é que Serra é apoiado pelo DEMOCRATAS. Este partido é o antigo ARENA, o partido dos militares que deram o golpe militar e perseguiram, torturam, exilaram e mataram milhares de brasileiros. Neste contexto o Serra se exilou, foi para o Chile onde se casou e sua mulher inclusive cometeu um aborto enquanto Dilma ficou aqui lutando pela democracia. Mas respeito as duas posições, pois ambos estavam contra a bárbarie da ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O José Serra além do apoio desta direita golpista, conta com o apoio do grande latifúndio e do grande empresariado, responsáveis pela concentração de renda nas mãos de uma elite dominante. Além de políticos corruptos, o programa de governo de José Serra e do PSDB é alinhado as estruturas corruptas da sociedade, que dominam, exploram e oprimem o pova brasileiro já por 500 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata, contudo de defender a corrupção dentro do governo. Pelo contrário, é e deve ser combatida veementemente. Dirceu foi julgado e condenado pelos crimes que cometeu. Todas as denúncias de corrupção foram apuradas pelo governo do PT, enquanto, por sua vez, os governos do PSDB reprimeram e esconderam os crimes de seus governos, como foi o caso das licitações da secretaria da educação de SP aprovadas para o grupo abril. No governo FHC a lei de reeleição foi aprovada através da compra de votos, Isso nunca foi apurado.O mensalão não começou no governo Lula, esperamos que tenha terminando nele.&lt;br /&gt;Contudo, não sou um apaixonado cego pelo PT e/ou Lula. Fui em todo este período de governo um crítico de muitas políticas realizadas pelo governo, que não são capazes de resolver o problema do país, apenas tapar buracos. Entretanto, seria muito equivocado deixar de reconhecer os profundos avanços do governo Lula. Nós não percebemos isso porque não fazemos parte da população mais pobre do país. Não é a toa que a maioria absoluta dos nordestinos votam em Dilma. Em outros países, a começar pelo EUA, o Brasil esta muito prestigiado pela sua capacidade de retirar tanta gente da miséria e ainda realizar uma política internacional muito positiva.&lt;br /&gt;Neste atual contexto, só compessa tirar o PT do governo se for pra por alguém pra aprofundar ainda mais a distribuição de renda e a iguadade social. Este projeto certamente não será continuado pelo PSDB. Historicamente os governos deles tem acentuado significativamente a concentração de renda na mão da elite dominante. O período em que a desigualdade social mais acentuou-se foi no governo de FHC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos estes motivos, considero a eleição de Serra um profundo retrocesso para a democracia do Brasil. Na minha opinião se a Dilma não é a candidata de nossos sonhos (apesar de eu considerá-la extremamente competente), o Serra é o pior dos pesadê-los para as pessoas pobres, para os trabalhadores, para os professores básicos e universitários, para os movimentos sociais, enfim, para todos que lutam por uma sociedade mais justa, igual e democrática. Ao contrário do que se apregoa, a ameaça a democracia não é o PT e sim Serra. Basta ver a campanha golpista dele apelando para os sentimentos da população em relação ao aborto e outras questões religiosas. Todos já sabemos que aléem de ter sido ele o grande patrocinador das privatizações, assinou a lei de aborto em caso de estupro e risco para mãe, e o mais grave, alunas de sua mulher relataram que ela cometeu um aborto, quando moravam no Chile.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-3318346650693964031?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/3318346650693964031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/10/para-quem-vou-votar-nestas-eleicoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/3318346650693964031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/3318346650693964031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/10/para-quem-vou-votar-nestas-eleicoes.html' title='Para quem vou votar nestas eleições.'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-5050344751659286750</id><published>2010-10-13T05:55:00.000-07:00</published><updated>2010-10-13T05:55:17.649-07:00</updated><title type='text'>Criação Humana - Música: A canção do senhor da guerra</title><content type='html'>&lt;object style="background-image:url(http://i2.ytimg.com/vi/5uLnA6s7Dzc/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5uLnA6s7Dzc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5uLnA6s7Dzc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-5050344751659286750?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/5050344751659286750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/10/criacao-humana-musica-cancao-do-senhor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5050344751659286750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5050344751659286750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/10/criacao-humana-musica-cancao-do-senhor.html' title='Criação Humana - Música: A canção do senhor da guerra'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-2583584198258541415</id><published>2010-09-27T13:38:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T13:39:21.487-07:00</updated><title type='text'>O Tiririca sabe ler?</title><content type='html'>&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1ub-xVfThMM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1ub-xVfThMM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de discriminar o analfabeto, mas de avaliar as reais capacidades intelectuais de gestão de um cargo público tão exigente quanto ao que o palhaço se candidata. Caso ele não saiba ler, que antes o aprenda. Que descubra o que faz um candidato e que não se permita ser usado pelas classes conservadoras e oportunistas basileiras.Não se trata de discriminar o analfabeto, mas de avaliar as reais capacidades intelectuais de gestão de um cargo público tão exigente quanto ao que o palhaço se candidata. Caso ele não saiba ler, que antes o aprenda. Que descubra o que faz um candidato e que não se permita ser usado pelas classes conservadoras e oportunistas basileiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-2583584198258541415?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/2583584198258541415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/09/o-tiririca-sabe-ler.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/2583584198258541415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/2583584198258541415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/09/o-tiririca-sabe-ler.html' title='O Tiririca sabe ler?'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-9042307354215477447</id><published>2010-09-12T18:58:00.001-07:00</published><updated>2010-09-20T16:49:30.370-07:00</updated><title type='text'>POLÍTICA, DEMOCRACIA E FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dgd9gGMHRRA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dgd9gGMHRRA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu defendo a liberdade política e religiosa, próprias da democracia. No entanto, o vídeo acima, que está sendo disseminado na internet, é absolutamente absurdo. Primeiro que a maioria absoluta da igreja católica (inclusive da CNBB), embora com críticas, tem apoiado com firmeza o governo Lula, que o foi o melhor que já existiu e o único que tirou mais 20 milhões de pessoas da miséria. Ao veicular esta tipo de vídeo, o que fazemos é somente favorecer o candidato que apoia as grandes empresas e as classes dominantes deste país, que o governam desde a conquista violenta feita pelos europeus, inclusive com o aval da Igreja católica. Não é difícil perceber que historicamente a Igreja católica esteve ao lado dos dominantes,  desde o período medieval, embora atualmente a CNBB sabiamente apoia os grupos políticos que defendem o fim da miséria e a igualdade social.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não sei se vc sabe mas a raiz do aborto esta na condição social indigna de miséria. Uma pessoa que tem condições materias e humanas de criar um filho com amor jamais desejará fazer um aborto. &lt;br /&gt;Vc também deveria saber que o José Serra é apoiado pelas grandes empresas, pela rede globo e pela grande imprensa. Também deve saber que não são as propostas de campanha que serão efetivadas. Na verdade, o presidente eleito deverá devolver aos grupos que o apoiram as benesses do seu governos. O que o FHC fez, e o Serra continuará fazendo, caso eleito, é entregar nossa país as grandes multinacionais. E isso não significará apenas a morte de fetos, mas a desgraça de um país inteiro, com redução de salários, enriquecimento das grandes empresas e degração do meio ambiente. Deste modo, pergunto, o Serra ao fazer um falso discurso contra o aborto, por acaso é a favor da vida?&lt;br /&gt;Sim, ele é a favor dos empresários que financiam a campanha dele e dos seus comparsas. Imagina quantas vidas podem ser abortadas aos poucos durante toda a vida sem água para beber, comida para comer ou uma cama para dormir? o que será duma criança que nasce numa favela, cujo pai é traficante e a mãe é desnutrida e prostituta?&lt;br /&gt;Aí encontra-se a raiz do problema. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não se trata, aqui de ser a favor do aborto, sou absolutamente contra. Trata-se de defender uma sociedade democrática que busque a igualdade social, o fim da fome dos vivos. &lt;br /&gt;Depois, é absolutamente homofóbico, preconceituoso e autoritário querer impor aos homessexuais que cumpra as regras religiosas. As igrejas tem total liberdade para defender seus ideiais, mas é um verdadeiro crime querer impor isso a quem não acredita ou não tem essa doutrina como verdade. Por acaso alguma Igreja tem o testamento de Deus dizendo o que é e o que não é verdade?&lt;br /&gt;eu acredito que um homossexul sincero e com caráter teria maior espaço nos braços de Jesus do que religiosos fanáticos, fundamentalistas e hipócritas.&lt;br /&gt;Qual mal há em amar outro ser humano, a não ser ferir o orgulho machista de alguns fundamentalismos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, se seguirmos a linha deste vídeo, devemos abrir mão de 8 anos de avanço no emprego, na moradia, na educação, na saúde para retroceder a um governo cuja princial bandeira é defender os interesses das grandes empresas internacionais orquestradas pelo EUA. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se existe algum projeto político que defende a vida, certamente não é o projeto tucano. Basta olhar como os professores foram recepcionados por Serra, quando da legitima luta por melhores salários.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Olha, teço muitas críticas ao governo Lula, mas porque penso que temos que avançar na distribuição de renda, na reforma agrária, na ampliação do acesso a universidade e na educação de qualidade, e no aprofundamento da democracia, e não porque desejo retrocedor ao projeto das classes dominantes brasileiras, representadas por José serra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Engraçado, por que algumas denominaçoes religiosas se preocupam tanto com o aborto, e não se preocupam com as milhares de crianças que são estupradas todos os dias? por que não se preocupam com os milhões de desempregados? por que não se preocupam com a concentração de terra absurda neste país? por que não re preocupam com o trabalho escravo infantil e adulto que existe neste países? por que não se preocupam com a concentração de riquezas, inclusive nas mãos de empresas administradas por religiosos? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Isso é obvio. Se preocupar com essas questões significa fim de vultosas doaçoes às igrejas. Significa perda de fiéis entre as classes dominantes e, consequente, perda de poder.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A única religão verdadeira só pode ser aquela que defende a vida, a igualdade social, a partilha dos bens. Só pode haver religião verdadeira se esta optar pelos excluídos, pelos deserdados da terra, pelos injustiçados, pelos pobres, pelos oprimidos, desde a sua concepão até o final da sua vida. Não foi isso que Jesus fez a vida toda?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-9042307354215477447?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/9042307354215477447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/09/politica-democracia-e-fundamentalismo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/9042307354215477447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/9042307354215477447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/09/politica-democracia-e-fundamentalismo.html' title='POLÍTICA, DEMOCRACIA E FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-653946810696571219</id><published>2010-06-28T10:59:00.001-07:00</published><updated>2010-06-28T10:59:50.882-07:00</updated><title type='text'>Chico Buarque - Funeral de um lavrador</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/y096pRi10oc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/y096pRi10oc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-653946810696571219?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/653946810696571219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/06/chico-buarque-funeral-de-um-lavrador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/653946810696571219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/653946810696571219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/06/chico-buarque-funeral-de-um-lavrador.html' title='Chico Buarque - Funeral de um lavrador'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-781164407084218830</id><published>2010-06-28T10:56:00.001-07:00</published><updated>2010-06-28T10:59:08.255-07:00</updated><title type='text'>É A PARTE QUE TE CABE NESTE LATIFÚNDIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/TCjiiREMEoI/AAAAAAAAAHw/H0UbkFZt4ko/s1600/%C3%89+a+parte+que+te+cabe+deste+latif%C3%ADndio.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/TCjiiREMEoI/AAAAAAAAAHw/H0UbkFZt4ko/s320/%C3%89+a+parte+que+te+cabe+deste+latif%C3%ADndio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487885224275350146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto&lt;br /&gt;O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI  &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;— O meu nome é Severino,   &lt;br /&gt;como não tenho outro de pia.  &lt;br /&gt;Como há muitos Severinos,  &lt;br /&gt;que é santo de romaria,   &lt;br /&gt;deram então de me chamar  &lt;br /&gt;Severino de Maria  &lt;br /&gt;como há muitos Severinos  &lt;br /&gt;com mães chamadas Maria,  &lt;br /&gt;fiquei sendo o da Maria  &lt;br /&gt;do finado Zacarias.   &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Mais isso ainda diz pouco:   &lt;br /&gt;há muitos na freguesia,   &lt;br /&gt;por causa de um coronel   &lt;br /&gt;que se chamou Zacarias   &lt;br /&gt;e que foi o mais antigo   &lt;br /&gt;senhor desta sesmaria.    &lt;br /&gt;Como então dizer quem falo   &lt;br /&gt;ora a Vossas Senhorias?   &lt;br /&gt;Vejamos: é o Severino   &lt;br /&gt;da Maria do Zacarias,   &lt;br /&gt;lá da serra da Costela,   &lt;br /&gt;limites da Paraíba.    &lt;br /&gt;Mas isso ainda diz pouco:   &lt;br /&gt;se ao menos mais cinco havia   &lt;br /&gt;com nome de Severino   &lt;br /&gt;filhos de tantas Marias   &lt;br /&gt;mulheres de outros tantos,   &lt;br /&gt;já finados, Zacarias,   &lt;br /&gt;vivendo na mesma serra   &lt;br /&gt;magra e ossuda em que eu vivia.    &lt;br /&gt;Somos muitos Severinos  &lt;br /&gt;iguais em tudo na vida:   &lt;br /&gt;na mesma cabeça grande   &lt;br /&gt;que a custo é que se equilibra,   &lt;br /&gt;no mesmo ventre crescido   &lt;br /&gt;sobre as mesmas pernas finas   &lt;br /&gt;e iguais também porque o sangue,   &lt;br /&gt;que usamos tem pouca tinta.    &lt;br /&gt;E se somos Severinos   &lt;br /&gt;iguais em tudo na vida,   &lt;br /&gt;morremos de morte igual,   &lt;br /&gt;mesma morte severina:   &lt;br /&gt;que é a morte de que se morre   &lt;br /&gt;de velhice antes dos trinta,   &lt;br /&gt;de emboscada antes dos vinte   &lt;br /&gt;de fome um pouco por dia   &lt;br /&gt;(de fraqueza e de doença   &lt;br /&gt;é que a morte severina   &lt;br /&gt;ataca em qualquer idade,   &lt;br /&gt;e até gente não nascida).    &lt;br /&gt;Somos muitos Severinos   &lt;br /&gt;iguais em tudo e na sina:   &lt;br /&gt;a de abrandar estas pedras   &lt;br /&gt;suando-se muito em cima,   &lt;br /&gt;a de tentar despertar   &lt;br /&gt;terra sempre mais extinta,    &lt;br /&gt;a de querer arrancar   &lt;br /&gt;alguns roçado da cinza.   &lt;br /&gt;Mas, para que me conheçam   &lt;br /&gt;melhor Vossas Senhorias   &lt;br /&gt;e melhor possam seguir   &lt;br /&gt;a história de minha vida,   &lt;br /&gt;passo a ser o Severino   &lt;br /&gt;que em vossa presença emigra.   &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;ENCONTRA DOIS HOMENS CARREGANDO   &lt;br /&gt;UM DEFUNTO NUMA REDE,   &lt;br /&gt;AOS GRITOS DE "Ó IRMÃOS DAS ALMAS!   &lt;br /&gt;IRMÃOS DAS ALMAS! NÃO FUI EU   &lt;br /&gt;QUEM MATEI NÃO!"   &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;— A quem estais carregando,   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;embrulhado nessa rede?   &lt;br /&gt;dizei que eu saiba.    &lt;br /&gt;— A um defunto de nada,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;que há muitas horas viaja   &lt;br /&gt;à sua morada.    &lt;br /&gt;— E sabeis quem era ele,   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;sabeis como ele se chama   &lt;br /&gt;ou se chamava?    &lt;br /&gt;— Severino Lavrador,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;Severino Lavrador,   &lt;br /&gt;mas já não lavra.    &lt;br /&gt;— E de onde que o estais trazendo,   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;onde foi que começou   &lt;br /&gt;vossa jornada?    &lt;br /&gt;—  Onde a caatinga é mais seca,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;onde uma terra que não dá   &lt;br /&gt;nem planta brava.    &lt;br /&gt;— E foi morrida essa morte,   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;essa foi morte morrida   &lt;br /&gt;ou foi matada?    &lt;br /&gt;— Até que não foi morrida,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;esta foi morte matada,   &lt;br /&gt;numa emboscada.    &lt;br /&gt;—  E o que guardava a emboscada,   &lt;br /&gt;irmão das almas   &lt;br /&gt;e com que foi que o mataram,   &lt;br /&gt;com faca ou bala?    &lt;br /&gt;— Este foi morto de bala,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;mas garantido é de bala,   &lt;br /&gt;mais longe vara.    &lt;br /&gt;— E quem foi que o emboscou,   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;quem contra ele soltou   &lt;br /&gt;essa ave-bala?    &lt;br /&gt;— Ali é difícil dizer,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;sempre há uma bala voando   &lt;br /&gt;desocupada.    &lt;br /&gt;— E o que havia ele feito   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;e o que havia ele feito   &lt;br /&gt;contra a tal pássara?    &lt;br /&gt;— Ter um hectares de terra,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;de pedra e areia lavada   &lt;br /&gt;que cultivava.    &lt;br /&gt;— Mas que roças que ele tinha,   &lt;br /&gt;irmãos das almas   &lt;br /&gt;que podia ele plantar   &lt;br /&gt;na pedra avara?    &lt;br /&gt;— Nos magros lábios de areia,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;os intervalos das pedras,   &lt;br /&gt;plantava palha.    &lt;br /&gt;— E era grande sua lavoura,   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;lavoura de muitas covas,   &lt;br /&gt;tão cobiçada?    &lt;br /&gt;— Tinha somente dez quadras,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;todas nos ombros da serra,   &lt;br /&gt;nenhuma várzea.    &lt;br /&gt;— Mas então por que o mataram,   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;mas então por que o mataram   &lt;br /&gt;com espingarda?    &lt;br /&gt;— Queria mais espalhar-se,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;queria voar mais livre   &lt;br /&gt;essa ave-bala.    &lt;br /&gt;— E agora o que passará,   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;o que é que acontecerá   &lt;br /&gt;contra a espingarda?    &lt;br /&gt;— Mais campo tem para soltar,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;tem mais onde fazer voar   &lt;br /&gt;as filhas-bala.    &lt;br /&gt;— E onde o levais a enterrar,   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;com a semente do chumbo   &lt;br /&gt;que tem guardada?    &lt;br /&gt;— Ao cemitério de Torres,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;que hoje se diz Toritama,   &lt;br /&gt;de madrugada.    &lt;br /&gt;— E poderei ajudar,   &lt;br /&gt;irmãos das almas?   &lt;br /&gt;vou passar por Toritama,   &lt;br /&gt;é minha estrada.    &lt;br /&gt;— Bem que poderá ajudar,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;é irmão das almas quem ouve   &lt;br /&gt;nossa chamada.    &lt;br /&gt;— E um de nós pode voltar,   &lt;br /&gt;irmão das almas,   &lt;br /&gt;pode voltar daqui mesmo   &lt;br /&gt;para sua casa.    &lt;br /&gt;— Vou eu que a viagem é longa,   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;é muito longa a viagem   &lt;br /&gt;e a serra é alta.    &lt;br /&gt;— Mais sorte tem o defunto   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;pois já não fará na volta   &lt;br /&gt;a caminhada.    &lt;br /&gt;— Toritama não cai longe,   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;seremos no campo santo   &lt;br /&gt;de madrugada.    &lt;br /&gt;— Partamos enquanto é noite   &lt;br /&gt;irmãos das almas,   &lt;br /&gt;que é o melhor lençol dos mortos   &lt;br /&gt;noite fechada.   &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;O RETIRANTE TEM MEDO DE SE EXTRAVIAR POR SEU GUIA, O RIO CAPIBARIBE, CORTOU COM O VERÃO  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;——  Antes de sair de casa  &lt;br /&gt;aprendi a ladainha  &lt;br /&gt;das vilas que vou passar  &lt;br /&gt;na minha longa descida.  &lt;br /&gt;Sei que há muitas vilas grandes,  &lt;br /&gt;cidades que elas são ditas  &lt;br /&gt;sei que há simples arruados,  &lt;br /&gt;sei que há vilas pequeninas,  &lt;br /&gt;todas formando um rosário  &lt;br /&gt;cujas contas fossem vilas,  &lt;br /&gt;de que a estrada fosse a linha.  &lt;br /&gt;Devo rezar tal rosário  &lt;br /&gt;até o mar onde termina,  &lt;br /&gt;saltando de conta em conta,  &lt;br /&gt;passando de vila em vila.  &lt;br /&gt;Vejo agora: não é fácil  &lt;br /&gt;seguir essa ladainha  &lt;br /&gt;entre uma conta e outra conta,  &lt;br /&gt;entre uma e outra ave-maria,  &lt;br /&gt;há certas paragens brancas,  &lt;br /&gt;de planta e bicho vazias,  &lt;br /&gt;vazias até de donos,  &lt;br /&gt;e onde o pé se descaminha.  &lt;br /&gt;Não desejo emaranhar  &lt;br /&gt;o fio de minha linha  &lt;br /&gt;nem que se enrede no pêlo  &lt;br /&gt;hirsuto desta caatinga.  &lt;br /&gt;Pensei que seguindo o rio  &lt;br /&gt;eu jamais me perderia:  &lt;br /&gt;ele é o caminho mais certo,  &lt;br /&gt;de todos o melhor guia.  &lt;br /&gt;Mas como segui-lo agora  &lt;br /&gt;que interrompeu a descida?  &lt;br /&gt;Vejo que o Capibaribe,  &lt;br /&gt;como os rios lá de cima,  &lt;br /&gt;é tão pobre que nem sempre  &lt;br /&gt;pode cumprir sua sina  &lt;br /&gt;e no verão também corta,  &lt;br /&gt;com pernas que não caminham.  &lt;br /&gt;Tenho que saber agora  &lt;br /&gt;qual a verdadeira via  &lt;br /&gt;entre essas que escancaradas  &lt;br /&gt;frente a mim se multiplicam.  &lt;br /&gt;Mas não vejo almas aqui,  &lt;br /&gt;nem almas mortas nem vivas  &lt;br /&gt;ouço somente à distância  &lt;br /&gt;o que parece cantoria.  &lt;br /&gt;Será novena de santo,  &lt;br /&gt;será algum mês-de-Maria  &lt;br /&gt;quem sabe até se uma festa  &lt;br /&gt;ou uma dança não seria?  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;NA CASA A QUE O RETIRANTE CHEGA ESTÃO CANTANDO EXCELÊNCIAS PARA UM DEFUNTO, ENQUANTO UM HOMEM, DO LADO DE FORA,  &lt;br /&gt;VAI PARODIANDO A PALAVRAS DOS CANTADORES  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;  ——      Finado Severino,  &lt;br /&gt;quando passares em Jordão  &lt;br /&gt;e o demônios te atalharem  &lt;br /&gt;perguntando o que é que levas..   &lt;br /&gt;  ——      Dize que levas cera,  &lt;br /&gt;capuz e cordão  &lt;br /&gt;mais a Virgem da Conceição.   &lt;br /&gt;——      Finado Severino,  &lt;br /&gt;etc...   &lt;br /&gt;——      Dize que levas somente  &lt;br /&gt;coisas de não:  &lt;br /&gt;fome, sede, privação.   &lt;br /&gt;——      Finado Severino,  &lt;br /&gt;etc...   &lt;br /&gt;——      Dize que coisas de não,  &lt;br /&gt;ocas, leves:  &lt;br /&gt;como o caixão, que ainda deves.   &lt;br /&gt;——      Uma excelência  &lt;br /&gt;dizendo que a hora é hora.   &lt;br /&gt;——      Ajunta os carregadores  &lt;br /&gt;que o corpo quer ir embora.   &lt;br /&gt;——      Duas excelências...   &lt;br /&gt;——      ... dizendo é a hora da plantação.   &lt;br /&gt;——      Ajunta os carreadores...   &lt;br /&gt;——      ... que a terra vai colher a mão.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;CANSADO DA VIAGEM O RETIRANTE PENSA  &lt;br /&gt;INTERROMPÊ-LA POR UNS INSTANTES  &lt;br /&gt;E PROCURAR TRABALHO ALI ONDE SE ENCONTRA.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Desde que estou retirando  &lt;br /&gt;só a morte vejo ativa,  &lt;br /&gt;só a morte deparei  &lt;br /&gt;e às vezes até festiva  &lt;br /&gt;só a morte tem encontrado  &lt;br /&gt;quem pensava encontrar vida,  &lt;br /&gt;e o pouco que não foi morte  &lt;br /&gt;foi de vida severina  &lt;br /&gt;(aquela vida que é menos  &lt;br /&gt;vivida que defendida,  &lt;br /&gt;e é ainda mais severina  &lt;br /&gt;para o homem que retira).  &lt;br /&gt;Penso agora: mas por que  &lt;br /&gt;parar aqui eu não podia  &lt;br /&gt;e como Capibaribe  &lt;br /&gt;interromper minha linha?  &lt;br /&gt;ao menos até que as águas  &lt;br /&gt;de uma próxima invernia  &lt;br /&gt;me levem direto ao mar  &lt;br /&gt;ao refazer sua rotina?  &lt;br /&gt;Na verdade, por uns tempos,  &lt;br /&gt;parar aqui eu bem podia  &lt;br /&gt;e retomar a viagem  &lt;br /&gt;quando vencesse a fadiga.  &lt;br /&gt;Ou será que aqui cortando  &lt;br /&gt;agora minha descida  &lt;br /&gt;já não poderei seguir  &lt;br /&gt;nunca mais em minha vida?  &lt;br /&gt;(será que a água destes poços  &lt;br /&gt;é toda aqui consumida  &lt;br /&gt;pelas roças, pelos bichos,  &lt;br /&gt;pelo sol com suas línguas?  &lt;br /&gt;será que quando chegar  &lt;br /&gt;o rio da nova invernia  &lt;br /&gt;um resto de água no antigo  &lt;br /&gt;sobrará nos poços ainda?)  &lt;br /&gt;Mas isso depois verei:  &lt;br /&gt;tempo há para que decida  &lt;br /&gt;primeiro é preciso achar  &lt;br /&gt;um trabalho de que viva.  &lt;br /&gt;Vejo uma mulher na janela,  &lt;br /&gt;ali, que se não é rica,  &lt;br /&gt;parece remediada  &lt;br /&gt;ou dona de sua vida:  &lt;br /&gt;vou saber se de trabalho  &lt;br /&gt;poderá me dar notícia.   &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;DIRIGE-SE À MULHER NA JANELA QUE DEPOIS, DESCOBRE TRATAR-SE DE QUEM SE SABERÁ &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Muito bom dia senhora,  &lt;br /&gt;que nessa janela está  &lt;br /&gt;sabe dizer se é possível  &lt;br /&gt;algum trabalho encontrar?   &lt;br /&gt;——  Trabalho aqui nunca falta  &lt;br /&gt;a quem sabe trabalhar  &lt;br /&gt;o que fazia o compadre  &lt;br /&gt;na sua terra de lá?   &lt;br /&gt;——  Pois fui sempre lavrador,  &lt;br /&gt;lavrador de terra má  &lt;br /&gt;não há espécie de terra  &lt;br /&gt;que eu não possa cultivar.   &lt;br /&gt;——  Isso aqui de nada adianta,  &lt;br /&gt;poucos existe o que lavrar  &lt;br /&gt;mas diga-me, retirante,  &lt;br /&gt;o que mais fazia por lá?   &lt;br /&gt;——  Também lá na minha terra  &lt;br /&gt;de terra mesmo pouco há  &lt;br /&gt;mas até a calva da pedra  &lt;br /&gt;sinto-me capaz de arar.   &lt;br /&gt;——  Também de pouco adianta,  &lt;br /&gt;nem pedra há aqui que amassar  &lt;br /&gt;diga-me ainda, compadre,  &lt;br /&gt;que mais fazias por lá?   &lt;br /&gt;——  Conheço todas as roças  &lt;br /&gt;que nesta chã podem dar  &lt;br /&gt;o algodão, a mamona,  &lt;br /&gt;a pita, o milho, o caroá.   &lt;br /&gt;——  Esses roçados o banco  &lt;br /&gt;já não quer financiar  &lt;br /&gt;mas diga-me, retirante,  &lt;br /&gt;o que mais fazia lá?   &lt;br /&gt;——  Melhor do que eu ninguém  &lt;br /&gt;sei combater, quiçá,  &lt;br /&gt;tanta planta de rapina  &lt;br /&gt;que tenho visto por cá.   &lt;br /&gt;——  Essas plantas de rapina  &lt;br /&gt;são tudo o que a terra dá  &lt;br /&gt;diga-me ainda, compadre  &lt;br /&gt;que mais fazia por lá?   &lt;br /&gt;——  Tirei mandioca de chãs  &lt;br /&gt;que o vento vive a esfolar  &lt;br /&gt;e de outras escalavras  &lt;br /&gt;pela seca faca solar.   &lt;br /&gt;——  Isto aqui não é Vitória   &lt;br /&gt;nem é Glória do Goitá  &lt;br /&gt;e além da terra, me diga,  &lt;br /&gt;que mais sabe trabalhar?   &lt;br /&gt;——  Sei também tratar de gado,  &lt;br /&gt;entre urtigas pastorear  &lt;br /&gt;gado de comer do chão  &lt;br /&gt;ou de comer ramas no ar.   &lt;br /&gt;——  Aqui não é Surubim  &lt;br /&gt;nem Limoeiro, oxalá!  &lt;br /&gt;mas diga-me, retirante,  &lt;br /&gt;que mais fazia por lá?   &lt;br /&gt;——  Em qualquer das cinco tachas  &lt;br /&gt;de um bangüê sei cozinhar  &lt;br /&gt;sei cuidar de uma moenda,  &lt;br /&gt;de uma casa de purgar.   &lt;br /&gt;——  Com a vinda das usinas  &lt;br /&gt;há poucos engenhos já  &lt;br /&gt;nada mais o retirante  &lt;br /&gt;aprendeu a fazer lá?   &lt;br /&gt;——  Ali ninguém aprendeu  &lt;br /&gt;outro ofício, ou aprenderá  &lt;br /&gt;mas o sol, de sol a sol,  &lt;br /&gt;bem se aprende a suportar.   &lt;br /&gt;——  Mas isso então será tudo  &lt;br /&gt;em que sabe trabalhar?  &lt;br /&gt;vamos, diga, retirante,  &lt;br /&gt;outras coisas saberá.   &lt;br /&gt;——  Deseja mesmo saber  &lt;br /&gt;o que eu fazia por lá?  &lt;br /&gt;comer quando havia o quê  &lt;br /&gt;e, havendo ou não, trabalhar.   &lt;br /&gt;——  Essa vida por aqui  &lt;br /&gt;é coisa familiar  &lt;br /&gt;mas diga-me retirante,  &lt;br /&gt;sabe benditos rezar?  &lt;br /&gt;sabe cantar excelências,  &lt;br /&gt;defuntos encomendar?  &lt;br /&gt;sabe tirar ladainhas,  &lt;br /&gt;sabe mortos enterrar?   &lt;br /&gt;——  Já velei muitos defuntos,  &lt;br /&gt;na serra é coisa vulgar  &lt;br /&gt;mas nunca aprendi as rezas,  &lt;br /&gt;sei somente acompanhar.   &lt;br /&gt;——  Pois se o compadre soubesse  &lt;br /&gt;rezar ou mesmo cantar,  &lt;br /&gt;trabalhávamos a meias,  &lt;br /&gt;que a freguesia bem dá.   &lt;br /&gt;——  Agora se me permite  &lt;br /&gt;minha vez de perguntar:  &lt;br /&gt;como senhora, comadre,  &lt;br /&gt;pode manter o seu lar?   &lt;br /&gt;——  Vou explicar rapidamente,  &lt;br /&gt;logo compreenderá:   &lt;br /&gt;como aqui a morte é tanta,  &lt;br /&gt;vivo de a morte ajudar.   &lt;br /&gt;——  E ainda se me permite  &lt;br /&gt;que volte a perguntar:  &lt;br /&gt;é aqui uma profissão  &lt;br /&gt;trabalho tão singular?   &lt;br /&gt;——  é, sim, uma profissão,  &lt;br /&gt;e a melhor de quantas há:  &lt;br /&gt;sou de toda a região  &lt;br /&gt;rezadora titular.   &lt;br /&gt;——  E ainda se me permite  &lt;br /&gt;mais outra vez indagar:  &lt;br /&gt;é boa essa profissão  &lt;br /&gt;em que a comadre ora está?   &lt;br /&gt;——  De um raio de muitas léguas  &lt;br /&gt;vem gente aqui me chamar  &lt;br /&gt;a verdade é que não pude  &lt;br /&gt;queixar-me ainda de azar.   &lt;br /&gt;——  E se pela última vez  &lt;br /&gt;me permite perguntar:  &lt;br /&gt;não existe outro trabalho  &lt;br /&gt;para mim nesse lugar?   &lt;br /&gt;——  Como aqui a morte é tanta,  &lt;br /&gt;só é possível trabalhar  &lt;br /&gt;nessas profissões que fazem  &lt;br /&gt;da morte ofício ou bazar.  &lt;br /&gt;Imagine que outra gente  &lt;br /&gt;de profissão similar,  &lt;br /&gt;farmacêuticos, coveiros,  &lt;br /&gt;doutor de anel no anular,  &lt;br /&gt;remando contra a corrente  &lt;br /&gt;da gente que baixa ao mar,  &lt;br /&gt;retirantes às avessas,  &lt;br /&gt;sobem do mar para cá.  &lt;br /&gt;Só os roçados da morte  &lt;br /&gt;compensam aqui cultivar,  &lt;br /&gt;e cultivá-los é fácil:  &lt;br /&gt;simples questão de plantar  &lt;br /&gt;não se precisa de limpa,  &lt;br /&gt;as estiagens e as pragas  &lt;br /&gt;fazemos mais prosperar  &lt;br /&gt;e dão lucro imediato  &lt;br /&gt;nem é preciso esperar  &lt;br /&gt;pela colheita: recebe-se  &lt;br /&gt;na hora mesma de semear.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;O RETIRANTE CHEGA À ZONA DA  &lt;br /&gt;MATA, QUE O FAZ PENSAR, OUTRA VEZ,  &lt;br /&gt;EM INTERROMPER A VIAGEM.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Bem me diziam que a terra  &lt;br /&gt;se faz mais branda e macia  &lt;br /&gt;quando mais do litoral  &lt;br /&gt;a viagem se aproxima.  &lt;br /&gt;Agora afinal cheguei  &lt;br /&gt;nesta terra que diziam.  &lt;br /&gt;Como ela é uma terra doce  &lt;br /&gt;para os pés e para a vista.  &lt;br /&gt;Os rios que correm aqui  &lt;br /&gt;têm água vitalícia.  &lt;br /&gt;Cacimbas por todo lado  &lt;br /&gt;cavando o chão, água mina.  &lt;br /&gt;Vejo agora que é verdade  &lt;br /&gt;o que pensei ser mentira  &lt;br /&gt;Quem sabe se nesta terra  &lt;br /&gt;não plantarei minha sina?  &lt;br /&gt;Não tenho medo de terra  &lt;br /&gt;(cavei pedra toda a vida),  &lt;br /&gt;e para quem lutou a braço  &lt;br /&gt;contra a piçarra da Caatinga  &lt;br /&gt;será fácil amansar  &lt;br /&gt;esta aqui, tão feminina.   &lt;br /&gt;Mas não avisto ninguém,  &lt;br /&gt;só folhas de cana fina  &lt;br /&gt;somente ali à distância  &lt;br /&gt;aquele bueiro de usina  &lt;br /&gt;somente naquela várzea  &lt;br /&gt;um bangüê velho em ruína.   &lt;br /&gt;Por onde andará a gente  &lt;br /&gt;que tantas canas cultiva?  &lt;br /&gt;Feriando: que nesta terra  &lt;br /&gt;tão fácil, tão doce e rica,  &lt;br /&gt;não é preciso trabalhar  &lt;br /&gt;todas as horas do dia,  &lt;br /&gt;os dias todos do mês,  &lt;br /&gt;os meses todos da vida.   &lt;br /&gt;Decerto a gente daqui  &lt;br /&gt;jamais envelhece aos trinta  &lt;br /&gt;nem sabe da morte em vida,  &lt;br /&gt;vida em morte, severina  &lt;br /&gt;e aquele cemitério ali,  &lt;br /&gt;branco de verde colina,  &lt;br /&gt;decerto pouco funciona  &lt;br /&gt;e poucas covas aninha.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt; ASSISTE AO ENTERRO DE UM  &lt;br /&gt;TRABALHADOR DE EITO E OUVE O QUE  &lt;br /&gt;DIZEM DO MORTO OS AMIGOS QUE O  &lt;br /&gt;LEVARAM AO CEMITÉRIO  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Essa cova em que estás,  &lt;br /&gt;com palmos medida,  &lt;br /&gt;é a cota menor  &lt;br /&gt;que tiraste em vida.   &lt;br /&gt;——  é de bom tamanho,  &lt;br /&gt;nem largo nem fundo,  &lt;br /&gt;é a parte que te cabe   &lt;br /&gt;neste latifúndio.   &lt;br /&gt;——  Não é cova grande.  &lt;br /&gt;é cova medida,  &lt;br /&gt;é a terra que querias  &lt;br /&gt;ver dividida.   &lt;br /&gt;——  é uma cova grande  &lt;br /&gt;para teu pouco defunto,  &lt;br /&gt;mas estarás mais ancho  &lt;br /&gt;que estavas no mundo.   &lt;br /&gt;——  é uma cova grande  &lt;br /&gt;para teu defunto parco,  &lt;br /&gt;porém mais que no mundo  &lt;br /&gt;te sentirás largo.   &lt;br /&gt;——  é uma cova grande  &lt;br /&gt;para tua carne pouca,  &lt;br /&gt;mas a terra dada  &lt;br /&gt;não se abre a boca.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Viverás, e para sempre  &lt;br /&gt;na terra que aqui aforas:  &lt;br /&gt;e terás enfim tua roça.   &lt;br /&gt;——  Aí ficarás para sempre,  &lt;br /&gt;livre do sol e da chuva,  &lt;br /&gt;criando tuas saúvas.   &lt;br /&gt;——  Agora trabalharás  &lt;br /&gt;só para ti, não a meias,  &lt;br /&gt;como antes em terra alheia.   &lt;br /&gt;——  Trabalharás uma terra  &lt;br /&gt;da qual, além de senhor,  &lt;br /&gt;serás homem de eito e trator.   &lt;br /&gt;——  Trabalhando nessa terra,  &lt;br /&gt;tu sozinho tudo empreitas:  &lt;br /&gt;serás semente, adubo, colheita.   &lt;br /&gt;——  Trabalharás numa terra  &lt;br /&gt;que também te abriga e te veste:  &lt;br /&gt;embora com o brim do Nordeste.   &lt;br /&gt;——  Será de terra  &lt;br /&gt;tua derradeira camisa:  &lt;br /&gt;te veste, como nunca em vida.   &lt;br /&gt;——  Será de terra  &lt;br /&gt;e tua melhor camisa:  &lt;br /&gt;te veste e ninguém cobiça.   &lt;br /&gt;——  Terás de terra  &lt;br /&gt;completo agora o teu fato:  &lt;br /&gt;e pela primeira vez, sapato.   &lt;br /&gt;——  Como és homem,  &lt;br /&gt;a terra te dará chapéu:  &lt;br /&gt;fosses mulher, xale ou véu.   &lt;br /&gt;——  Tua roupa melhor   &lt;br /&gt;será de terra e não de fazenda:  &lt;br /&gt;não se rasga nem se remenda.   &lt;br /&gt;——  Tua roupa melhor  &lt;br /&gt;e te ficará bem cingida:  &lt;br /&gt;como roupa feita à medida.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Esse chão te é bem conhecido  &lt;br /&gt;(bebeu teu suor vendido).   &lt;br /&gt;——  Esse chão te é bem conhecido  &lt;br /&gt;(bebeu o moço antigo)   &lt;br /&gt;——  Esse chão te é bem conhecido  &lt;br /&gt;(bebeu tua força de marido).   &lt;br /&gt;——  Desse chão és bem conhecido  &lt;br /&gt;(através de parentes e amigos).   &lt;br /&gt;——  Desse chão és bem conhecido  &lt;br /&gt;(vive com tua mulher, teus filhos)   &lt;br /&gt;——  Desse chão és bem conhecido  &lt;br /&gt;(te espera de recém-nascido).  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;——  Não tens mais força contigo:  &lt;br /&gt;deixa-te semear ao comprido.   &lt;br /&gt;——  Já não levas semente viva:  &lt;br /&gt;teu corpo é a própria maniva.   &lt;br /&gt;——  Não levas rebolo de cana:  &lt;br /&gt;és o rebolo, e não de caiana.   &lt;br /&gt;——  Não levas semente na mão:  &lt;br /&gt;és agora o próprio grão.   &lt;br /&gt;——  Já não tens força na perna:  &lt;br /&gt;deixa-te semear na coveta.   &lt;br /&gt;——  Já não tens força na mão:  &lt;br /&gt;deixa-te semear no leirão.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Dentro da rede não vinha nada,  &lt;br /&gt;só tua espiga debulhada.   &lt;br /&gt;——  Dentro da rede vinha tudo,  &lt;br /&gt;só tua espiga no sabugo.   &lt;br /&gt;——  Dentro da rede coisa vasqueira,  &lt;br /&gt;só a maçaroca banguela.   &lt;br /&gt;——  Dentro da rede coisa pouca,  &lt;br /&gt;tua vida que deu sem soca.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Na mão direita um rosário,  &lt;br /&gt;milho negro e ressecado.   &lt;br /&gt;——  Na mão direita somente  &lt;br /&gt;o rosário, seca semente.   &lt;br /&gt;——  Na mão direita, de cinza,  &lt;br /&gt;o rosário, semente maninha,   &lt;br /&gt;——  Na mão direita o rosário,  &lt;br /&gt;semente inerte e sem salto.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;——  Despido vieste no caixão,  &lt;br /&gt;despido também se enterra o grão.   &lt;br /&gt;——  De tanto te despiu a privação  &lt;br /&gt;que escapou de teu peito à viração.   &lt;br /&gt;——  Tanta coisa despiste em vida  &lt;br /&gt;que fugiu de teu peito a brisa.   &lt;br /&gt;——  E agora, se abre o chão e te abriga,  &lt;br /&gt;lençol que não tiveste em vida.   &lt;br /&gt;——  Se abre o chão e te fecha,  &lt;br /&gt;dando-te agora cama e coberta.   &lt;br /&gt;——  Se abre o chão e te envolve,  &lt;br /&gt;como mulher com que se dorme.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;O RETIRANTE RESOLVE APRESSAR OS  &lt;br /&gt;PASSOS PARA CHEGAR LOGO AO RECIFE&lt;br /&gt;—— Nunca esperei muita coisa, &lt;br /&gt;digo a Vossas Senhorias. &lt;br /&gt;O que me fez retirar &lt;br /&gt;não foi a grande cobiça &lt;br /&gt;o que apenas busquei &lt;br /&gt;foi defender minha vida &lt;br /&gt;de tal velhice que chega &lt;br /&gt;antes de se inteirar trinta &lt;br /&gt;se na serra vivi vinte, &lt;br /&gt;se alcancei lá tal medida, &lt;br /&gt;o que pensei, retirando, &lt;br /&gt;foi estendê-la um pouco ainda. &lt;br /&gt;Mas não senti diferença &lt;br /&gt;entre o Agreste e a Caatinga, &lt;br /&gt;e entre a Caatinga e aqui a Mata &lt;br /&gt;a diferença é a mais mínima.  &lt;br /&gt;Está apenas em que a terra &lt;br /&gt;é por aqui mais macia &lt;br /&gt;está apenas no pavio, &lt;br /&gt;ou melhor, na lamparina: &lt;br /&gt;pois é igual o querosene &lt;br /&gt;que em toda parte ilumina, &lt;br /&gt;e quer nesta terra gorda &lt;br /&gt;quer na serra, de caliça, &lt;br /&gt;a vida arde sempre com &lt;br /&gt;a mesma chama mortiça.  &lt;br /&gt;Agora é que compreendo &lt;br /&gt;por que em paragens tão ricas &lt;br /&gt;o rio não corta em poços &lt;br /&gt;como ele faz na Caatinga: &lt;br /&gt;vivi a fugir dos remansos &lt;br /&gt;a que a paisagem o convida, &lt;br /&gt;com medo de se deter, &lt;br /&gt;grande que seja a fadiga. &lt;br /&gt;Sim, o melhor é apressar &lt;br /&gt;o fim desta ladainha, &lt;br /&gt;o fim do rosário de nomes &lt;br /&gt;que a linha do rio enfia &lt;br /&gt;é chegar logo ao Recife, &lt;br /&gt;derradeira ave-maria &lt;br /&gt;do rosário, derradeira &lt;br /&gt;invocação da ladainha, &lt;br /&gt;Recife, onde o rio some &lt;br /&gt;e esta minha viagem se fina. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;CHEGANDO AO RECIFE O &lt;br /&gt;RETIRANTE SENTA-SE PARA DESCANSAR &lt;br /&gt;AO PÉ DE UM MURO ALTO E &lt;br /&gt;CAIADO E OUVE, SEM SER NOTADO, &lt;br /&gt;A CONVERSA DE DOIS COVEIROS &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;—— O dia hoje está difícil &lt;br /&gt;não sei onde vamos parar. &lt;br /&gt;Deviam dar um aumento, &lt;br /&gt;ao menos aos deste setor de cá. &lt;br /&gt;As avenidas do centro são melhores, &lt;br /&gt;mas são para os protegidos: &lt;br /&gt;há sempre menos trabalho &lt;br /&gt;e gorjetas pelo serviço &lt;br /&gt;e é mais numeroso o pessoal &lt;br /&gt;(toma mais tempo enterrar os ricos). &lt;br /&gt;—— pois eu me daria por contente &lt;br /&gt;se me mandassem para cá.  &lt;br /&gt;Se trabalhasses no de Casa Amarela &lt;br /&gt;não estarias a reclamar. &lt;br /&gt;De trabalhar no de Santo Amaro &lt;br /&gt;deve alegrar-se o colega &lt;br /&gt;porque parece que a gente &lt;br /&gt;que se enterra no de Casa Amarela &lt;br /&gt;está decidida a mudar-se &lt;br /&gt;toda para debaixo da terra.  &lt;br /&gt;—— é que o colega ainda não viu &lt;br /&gt;o movimento: não é o que se vê. &lt;br /&gt;Fique-se por aí um momento &lt;br /&gt;e não tardarão a aparecer &lt;br /&gt;os defuntos que ainda hoje &lt;br /&gt;vão chegar (ou partir, não sei). &lt;br /&gt;As avenidas do centro, &lt;br /&gt;onde se enterram os ricos, &lt;br /&gt;são como o porto do mar &lt;br /&gt;não é muito ali o serviço: &lt;br /&gt;no máximo um transatlântico &lt;br /&gt;chega ali cada dia, &lt;br /&gt;com muita pompa, protocolo, &lt;br /&gt;e ainda mais cenografia.  &lt;br /&gt;Mas este setor de cá &lt;br /&gt;é como a estação dos trens: &lt;br /&gt;diversas vezes por dia &lt;br /&gt;chega o comboio de alguém.  &lt;br /&gt;—— Mas se teu setor é comparado &lt;br /&gt;à estação central dos trens, &lt;br /&gt;o que dizer de Casa Amarela &lt;br /&gt;onde não para o vaivém? &lt;br /&gt;Pode ser uma estação &lt;br /&gt;mas não estação de trem: &lt;br /&gt;será parada de ônibus, &lt;br /&gt;com filas de mais de cem.  &lt;br /&gt;—— Então por que não pedes, &lt;br /&gt;já que és de carreira, e antigo, &lt;br /&gt;que te mandem para Santo Amaro &lt;br /&gt;se achas mais leve o serviço? &lt;br /&gt;Não creio que te mandassem &lt;br /&gt;para as belas avenidas &lt;br /&gt;onde estão os endereços &lt;br /&gt;e o bairro da gente fina: &lt;br /&gt;isto é, para o bairro dos usineiros, &lt;br /&gt;dos políticos, dos banqueiros, &lt;br /&gt;e no tempo antigo, dos bangunlezeiros &lt;br /&gt;(hoje estes se enterram em carneiros) &lt;br /&gt;bairro também dos industriais, &lt;br /&gt;dos membros das &lt;br /&gt;associações patronais &lt;br /&gt;e dos que foram mais horizontais  &lt;br /&gt;nas profissões liberais. &lt;br /&gt;Difícil é que consigas &lt;br /&gt;aquele bairro, logo de saída.  &lt;br /&gt;—— Só pedi que me mandasse &lt;br /&gt;para as urbanizações discretas, &lt;br /&gt;com seus quarteirões apertados, &lt;br /&gt;com suas cômodas de pedra.  &lt;br /&gt;—— Esse é o bairro dos funcionários, &lt;br /&gt;inclusive extranumerários, &lt;br /&gt;contratados e mensalistas &lt;br /&gt;(menos os tarefeiros e diaristas). &lt;br /&gt;Para lá vão os jornalistas, &lt;br /&gt;os escritores, os artistas &lt;br /&gt;ali vão também os bancários, &lt;br /&gt;as altas patentes dos comerciários, &lt;br /&gt;os lojistas, os boticários, &lt;br /&gt;os localizados aeroviários &lt;br /&gt;e os de profissões liberais &lt;br /&gt;que não se libertaram jamais.  &lt;br /&gt;—— Também um bairro dessa gente &lt;br /&gt;temos no de Casa Amarela: &lt;br /&gt;cada um em seu escaninho, &lt;br /&gt;cada um em sua gaveta, &lt;br /&gt;com o nome aberto na lousa &lt;br /&gt;quase sempre em letras pretas. &lt;br /&gt;Raras as letras douradas, &lt;br /&gt;raras também as gorjetas.  &lt;br /&gt;—— Gorjetas aqui, também, &lt;br /&gt;só dá mesmo a gente rica, &lt;br /&gt;em cujo bairro não se pode &lt;br /&gt;trabalhar em mangas de camisa &lt;br /&gt;onde se exige quepe &lt;br /&gt;e farda engomada e limpa.  &lt;br /&gt;—— Mas não foi pelas gorjetas, não, &lt;br /&gt;que vim pedir remoção: &lt;br /&gt;é porque tem menos trabalho &lt;br /&gt;que quero vir para Santo Amaro &lt;br /&gt;aqui ao menos há mais gente &lt;br /&gt;para atender a freguesia, &lt;br /&gt;para botar a caixa cheia &lt;br /&gt;dentro da caixa vazia.  &lt;br /&gt;—— E que disse o Administrador, &lt;br /&gt;se é que te deu ouvido?  &lt;br /&gt;—— Que quando apareça a ocasião &lt;br /&gt;atenderá meu pedido.  &lt;br /&gt;—— E do senhor Administrador &lt;br /&gt;isso foi tudo que arrancaste?  &lt;br /&gt;—— No de Casa Amarela me deixou &lt;br /&gt;mas me mudou de arrabalde.  &lt;br /&gt;—— E onde vais trabalhar agora, &lt;br /&gt;qual o subúrbio que te cabe?  &lt;br /&gt;—— Passo para o dos industriários, &lt;br /&gt;que também é o dos ferroviários, &lt;br /&gt;de todos os rodoviários &lt;br /&gt;e praças-de-pré dos comerciários.  &lt;br /&gt;—— Passas para o dos operário, &lt;br /&gt;deixas o dos pobres vários &lt;br /&gt;melhor: não são tão contagiosos &lt;br /&gt;e são muito menos numerosos.  &lt;br /&gt;—— é, deixo o subúrbio dos indigentes &lt;br /&gt;onde se enterra toda essa gente &lt;br /&gt;que o rio afoga na preamar &lt;br /&gt;e sufoca na baixa-mar.  &lt;br /&gt;—— é a gente sem instituto, &lt;br /&gt;gente de braços devolutos &lt;br /&gt;são os que jamais usam luto &lt;br /&gt;e se enterram sem salvo-conduto.  &lt;br /&gt;—— é a gente dos enterros gratuitos &lt;br /&gt;e dos defuntos ininterruptos.  &lt;br /&gt;—— é a gente retirante &lt;br /&gt;que vem do Sertão de longe.  &lt;br /&gt;—— Desenrolam todo o barbante &lt;br /&gt;e chegam aqui na jante.  &lt;br /&gt;—— E que então, ao chegar, &lt;br /&gt;não tem mais o que esperar.  &lt;br /&gt;—— Não podem continuar &lt;br /&gt;pois têm pela frente o mar.  &lt;br /&gt;—— Não têm onde trabalhar &lt;br /&gt;e muito menos onde morar.  &lt;br /&gt;—— E da maneira em que está &lt;br /&gt;não vão ter onde se enterrar.  &lt;br /&gt;—— Eu também, antigamente, &lt;br /&gt;fui do subúrbio dos indigentes, &lt;br /&gt;e uma coisa notei &lt;br /&gt;que jamais entenderei: &lt;br /&gt;essa gente do Sertão &lt;br /&gt;que desce para o litoral, sem razão, &lt;br /&gt;fica vivendo no meio da lama, &lt;br /&gt;comendo os siris que apanha &lt;br /&gt;pois bem: quando sua morte chega, &lt;br /&gt;temos que enterrá-los em terra seca.  &lt;br /&gt;—— Na verdade, seria mais rápido &lt;br /&gt;e também muito mais barato &lt;br /&gt;que os sacudissem de qualquer ponte &lt;br /&gt;dentro do rio e da morte.  &lt;br /&gt;—— O rio daria a mortalha &lt;br /&gt;e até um macio caixão de água &lt;br /&gt;e também o acompanhamento &lt;br /&gt;que levaria com passo lento &lt;br /&gt;o defunto ao enterro final &lt;br /&gt;a ser feito no mar de sal.  &lt;br /&gt;—— E não precisava dinheiro, &lt;br /&gt;e não precisava coveiro, &lt;br /&gt;e não precisava oração &lt;br /&gt;e não precisava inscrição.  &lt;br /&gt;—— Mas o que se vê não é isso:  &lt;br /&gt;é sempre nosso serviço &lt;br /&gt;crescendo mais cada dia &lt;br /&gt;morre gente que nem vivia.  &lt;br /&gt;—— E esse povo de lá de riba &lt;br /&gt;de Pernambuco, da Paraíba, &lt;br /&gt;que vem buscar no Recife &lt;br /&gt;poder morrer de velhice, &lt;br /&gt;encontra só, aqui chegando &lt;br /&gt;cemitério esperando.  &lt;br /&gt;—— Não é viagem o que fazem &lt;br /&gt;vindo por essas caatingas, vargens &lt;br /&gt;aí está o seu erro: &lt;br /&gt;vêm é seguindo seu próprio enterro. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O RETIRANTE APROXIMA-SE DE &lt;br /&gt;UM DOS CAIS DO CAPIBARIBE &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;—— Nunca esperei muita coisa,  &lt;br /&gt;é preciso que eu repita.  &lt;br /&gt;Sabia que no rosário  &lt;br /&gt;de cidade e de vilas,  &lt;br /&gt;e mesmo aqui no Recife  &lt;br /&gt;ao acabar minha descida,  &lt;br /&gt;não seria diferente  &lt;br /&gt;a vida de cada dia:  &lt;br /&gt;que sempre pás e enxadas  &lt;br /&gt;foices de corte e capina,  &lt;br /&gt;ferros de cova, estrovengas  &lt;br /&gt;o meu braço esperariam.  &lt;br /&gt;Mas que se este não mudasse  &lt;br /&gt;seu uso de toda vida,  &lt;br /&gt;esperei, devo dizer,  &lt;br /&gt;que ao menos aumentaria  &lt;br /&gt;na quartinha, a água pouca,  &lt;br /&gt;dentro da cuia, a farinha,  &lt;br /&gt;o algodãozinho da camisa,  &lt;br /&gt;ao meu aluguel com a vida.   &lt;br /&gt;E chegando, aprendo que,  &lt;br /&gt;nessa viagem que eu fazia,  &lt;br /&gt;sem saber desde o Sertão,  &lt;br /&gt;meu próprio enterro eu seguia.  &lt;br /&gt;Só que devo ter chegado  &lt;br /&gt;adiantado de uns dias  &lt;br /&gt;o enterro espera na porta:  &lt;br /&gt;o morto ainda está com vida.  &lt;br /&gt;A solução é apressar  &lt;br /&gt;a morte a que se decida  &lt;br /&gt;e pedir a este rio,  &lt;br /&gt;que vem também lá de cima,  &lt;br /&gt;que me faça aquele enterro  &lt;br /&gt;que o coveiro descrevia:  &lt;br /&gt;caixão macio de lama,  &lt;br /&gt;mortalha macia e líquida,  &lt;br /&gt;coroas de baronesa  &lt;br /&gt;junto com flores de aninga,  &lt;br /&gt;e aquele acompanhamento  &lt;br /&gt;de água que sempre desfila  &lt;br /&gt;(que o rio, aqui no Recife,  &lt;br /&gt;não seca, vai toda a vida).  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;APROXIMA-SE DO RETIRANTE O  &lt;br /&gt;MORADOR DE UM DOS MOCAMBOS  &lt;br /&gt;QUE EXISTEM ENTRE O CAIS  &lt;br /&gt;E A ÁGUA DO RIO  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;—— Seu José, mestre carpina,  &lt;br /&gt;que habita este lamaçal,  &lt;br /&gt;sabes me dizer se o rio  &lt;br /&gt;a esta altura dá vau?  &lt;br /&gt;sabe me dizer se é funda  &lt;br /&gt;esta água grossa e carnal?   &lt;br /&gt;—— Severino, retirante,  &lt;br /&gt;jamais o cruzei a nado  &lt;br /&gt;quando a maré está cheia  &lt;br /&gt;vejo passar muitos barcos,  &lt;br /&gt;barcaças, alvarengas,  &lt;br /&gt;muitas de grande calado.   &lt;br /&gt;—— Seu José, mestre carpina,  &lt;br /&gt;para cobrir corpo de homem  &lt;br /&gt;não é preciso muito água:  &lt;br /&gt;basta que chega o abdome,  &lt;br /&gt;basta que tenha fundura  &lt;br /&gt;igual à de sua fome.   &lt;br /&gt;—— Severino, retirante  &lt;br /&gt;pois não sei o que lhe conte  &lt;br /&gt;sempre que cruzo este rio  &lt;br /&gt;costumo tomar a ponte  &lt;br /&gt;quanto ao vazio do estômago,  &lt;br /&gt;se cruza quando se come.   &lt;br /&gt;—— Seu José, mestre carpina,  &lt;br /&gt;e quando ponte não há?  &lt;br /&gt;quando os vazios da fome  &lt;br /&gt;não se tem com que cruzar?  &lt;br /&gt;quando esses rios sem água  &lt;br /&gt;são grandes braços de mar?   &lt;br /&gt;—— Severino, retirante,  &lt;br /&gt;o meu amigo é bem moço  &lt;br /&gt;sei que a miséria é mar largo,  &lt;br /&gt;não é como qualquer poço:  &lt;br /&gt;mas sei que para cruzá-la  &lt;br /&gt;vale bem qualquer esforço.   &lt;br /&gt;—— Seu José, mestre carpina,  &lt;br /&gt;e quando é fundo o perau?  &lt;br /&gt;quando a força que morreu  &lt;br /&gt;nem tem onde se enterrar,  &lt;br /&gt;por que ao puxão das águas  &lt;br /&gt;não é melhor se entregar?   &lt;br /&gt;—— Severino, retirante,  &lt;br /&gt;o mar de nossa conversa  &lt;br /&gt;precisa ser combatido,  &lt;br /&gt;sempre, de qualquer maneira,  &lt;br /&gt;porque senão ele alarga  &lt;br /&gt;e devasta a terra inteira.   &lt;br /&gt;—— Seu José, mestre carpina,  &lt;br /&gt;e em que nos faz diferença  &lt;br /&gt;que como frieira se alastre,  &lt;br /&gt;ou como rio na cheia,  &lt;br /&gt;se acabamos naufragados  &lt;br /&gt;num braço do mar miséria?   &lt;br /&gt;—— Severino, retirante,  &lt;br /&gt;muita diferença faz  &lt;br /&gt;entre lutar com as mãos  &lt;br /&gt;e abandoná-las para trás,  &lt;br /&gt;porque ao menos esse mar  &lt;br /&gt;não pode adiantar-se mais.   &lt;br /&gt;—— Seu José, mestre carpina,  &lt;br /&gt;e que diferença faz  &lt;br /&gt;que esse oceano vazio  &lt;br /&gt;cresça ou não seus cabedais  &lt;br /&gt;se nenhuma ponte mesmo  &lt;br /&gt;é de vencê-lo capaz?   &lt;br /&gt;—— Seu José, mestre carpina,  &lt;br /&gt;que lhe pergunte permita:  &lt;br /&gt;há muito no lamaçal  &lt;br /&gt;apodrece a sua vida?  &lt;br /&gt;e a vida que tem vivido  &lt;br /&gt;foi sempre comprada à vista?   &lt;br /&gt;—— Severino, retirante,  &lt;br /&gt;sou de Nazaré da Mata,  &lt;br /&gt;mas tanto lá como aqui  &lt;br /&gt;jamais me fiaram nada:  &lt;br /&gt;a vida de cada dia  &lt;br /&gt;cada dia hei de comprá-la.   &lt;br /&gt;—— Seu José, mestre carpina,  &lt;br /&gt;e que interesse, me diga,  &lt;br /&gt;há nessa vida a retalho  &lt;br /&gt;que é cada dia adquirida?  &lt;br /&gt;espera poder um dia  &lt;br /&gt;comprá-la em grandes partidas?   &lt;br /&gt;—— Severino, retirante,  &lt;br /&gt;não sei bem o que lhe diga:  &lt;br /&gt;não é que espere comprar  &lt;br /&gt;em grosso tais partidas,  &lt;br /&gt;mas o que compro a retalho  &lt;br /&gt;é, de qualquer forma, vida.   &lt;br /&gt;—— Seu José, mestre carpina,  &lt;br /&gt;que diferença faria  &lt;br /&gt;se em vez de continuar  &lt;br /&gt;tomasse a melhor saída:  &lt;br /&gt;a de saltar, numa noite,  &lt;br /&gt;fora da ponte e da vida?  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;UMA MULHER, DA PORTA DE  &lt;br /&gt;ONDE SAIU O HOMEM,  &lt;br /&gt;ANUNCIA-LHE O QUE SE VERÁ  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; —— Compadre José, compadre,  &lt;br /&gt;que na relva estais deitado:  &lt;br /&gt;conversais e não sabeis  &lt;br /&gt;que vosso filho é chegado?  &lt;br /&gt;Estais aí conversando  &lt;br /&gt;em vossa prosa entretida:  &lt;br /&gt;não sabeis que vosso filho  &lt;br /&gt;saltou para dentro da vida?  &lt;br /&gt;Saltou para dento da vida  &lt;br /&gt;ao dar o primeiro grito  &lt;br /&gt;e estais aí conversando  &lt;br /&gt;pois sabeis que ele é nascido.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;APARECEM E SE APROXIMAM DA CASA DO  &lt;br /&gt;HOMEM VIZINHOS,  &lt;br /&gt;AMIGOS, DUAS CIGANAS, ETC  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;—— Todo o céu e a terra  &lt;br /&gt;lhe cantam louvor.  &lt;br /&gt;Foi por ele que a maré  &lt;br /&gt;esta noite não baixou.   &lt;br /&gt;—— Foi por ele que a maré  &lt;br /&gt;fez parar o seu motor:  &lt;br /&gt;a lama ficou coberta  &lt;br /&gt;e o mau-cheiro não voou.   &lt;br /&gt;—— E a alfazema do sargaço,  &lt;br /&gt;ácida, desinfetante,  &lt;br /&gt;veio varrer nossas ruas  &lt;br /&gt;enviada do mar distante.   &lt;br /&gt;—— E a língua seca de esponja  &lt;br /&gt;que tem o vento terral  &lt;br /&gt;veio enxugar a umidade  &lt;br /&gt;do encharcado lamaçal.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;—— Todo o céu e a terra  &lt;br /&gt;lhe cantam louvor  &lt;br /&gt;e cada casa se torna  &lt;br /&gt;num mocambo sedutor.   &lt;br /&gt;—— Cada casebre se torna  &lt;br /&gt;no mocambo modelar  &lt;br /&gt;que tanto celebram os  &lt;br /&gt;sociólogos do lugar.   &lt;br /&gt;—— E a banda de maruins  &lt;br /&gt;que toda noite se ouvia  &lt;br /&gt;por causa dele, esta noite,  &lt;br /&gt;creio que não irradia.   &lt;br /&gt;—— E este rio de água, cega,  &lt;br /&gt;ou baça, de comer terra,  &lt;br /&gt;que jamais espelha o céu,  &lt;br /&gt;hoje enfeitou-se de estrelas.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;COMEÇAM A CHEGAR PESSOAS  &lt;br /&gt;TRAZENDO PRESENTES PARA  &lt;br /&gt;O RECÉM-NASCIDO &lt;br /&gt;COMEÇAM A CHEGAR PESSOAS TRAZENDO  &lt;br /&gt;PRESENTES PARA  &lt;br /&gt;O RECÉM-NASCIDO  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Minha pobreza tal é  &lt;br /&gt;que não trago presente grande:  &lt;br /&gt;trago para a mãe caranguejos  &lt;br /&gt;pescados por esses mangues  &lt;br /&gt;mamando leite de lama  &lt;br /&gt;conservará nosso sangue.   &lt;br /&gt;——  Minha pobreza tal é  &lt;br /&gt;que coisa alguma posso ofertar:  &lt;br /&gt;somente o leite que tenho  &lt;br /&gt;para meu filho amamentar  &lt;br /&gt;aqui todos são irmãos,  &lt;br /&gt;de leite, de lama, de ar.   &lt;br /&gt;——  Minha pobreza tal é  &lt;br /&gt;que não tenho presente melhor:  &lt;br /&gt;trago este papel de jornal  &lt;br /&gt;para lhe servir de cobertor  &lt;br /&gt;cobrindo-se assim de letras  &lt;br /&gt;vai um dia ser doutor.   &lt;br /&gt;——  Minha pobreza tal é  &lt;br /&gt;que não tenho presente caro:  &lt;br /&gt;como não posso trazer  &lt;br /&gt;um olho d'água de Lagoa do Cerro,  &lt;br /&gt;trago aqui água de Olinda,  &lt;br /&gt;água da bica do Rosário.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Minha pobreza tal é  &lt;br /&gt;que grande coisa não trago:  &lt;br /&gt;trago este canário da terra  &lt;br /&gt;que canta sorrindo e de estalo.   &lt;br /&gt;——  Minha pobreza tal é  &lt;br /&gt;que minha oferta não é rica:  &lt;br /&gt;trago daquela bolacha d'água  &lt;br /&gt;que só em Paudalho se fabrica.   &lt;br /&gt;——  Minha pobreza tal é  &lt;br /&gt;que melhor presente não tem:  &lt;br /&gt;dou este boneco de barro  &lt;br /&gt;de Severino de Tracunhaém.   &lt;br /&gt;——  Minha pobreza tal é  &lt;br /&gt;que pouco tenho o que dar:  &lt;br /&gt;dou da pitu que o pintor Monteiro  &lt;br /&gt;fabricava em Gravatá.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Trago abacaxi de Goiana  &lt;br /&gt;e de todo o Estado rolete de cana.   &lt;br /&gt;——  Eis ostras chegadas agora,  &lt;br /&gt;apanhadas no cais da Aurora.   &lt;br /&gt;——  Eis tamarindos da Jaqueira  &lt;br /&gt;e jaca da Tamarineira.   &lt;br /&gt;——  Mangabas do Cajueiro  &lt;br /&gt;e cajus da Mangabeira.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Peixe pescado no Passarinho,  &lt;br /&gt;carne de boi dos Peixinhos.   &lt;br /&gt;——  Siris apanhados no lamaçal  &lt;br /&gt;que já no avesso da rua Imperial.   &lt;br /&gt;——  Mangas compradas nos quintais ricos  &lt;br /&gt;do Espinheiro e dos Aflitos.   &lt;br /&gt;——  Goiamuns dados pela gente pobre  &lt;br /&gt;da Avenida Sul e da Avenida Norte.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt; FALAM AS DUAS CIGANAS QUE HAVIAM  &lt;br /&gt;APARECIDO COM OS VIZINHOS  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Atenção peço, senhores,  &lt;br /&gt;para esta breve leitura:  &lt;br /&gt;somos ciganas do Egito,  &lt;br /&gt;lemos a sorte  futura.  &lt;br /&gt;Vou dizer todas as coisas  &lt;br /&gt;que desde já posso ver  &lt;br /&gt;na vida desse menino  &lt;br /&gt;acabado de nascer:  &lt;br /&gt;aprenderá a engatinhar  &lt;br /&gt;por aí, com aratus,  &lt;br /&gt;aprenderá a caminhar  &lt;br /&gt;na lama, como goiamuns,  &lt;br /&gt;e a correr o ensinarão  &lt;br /&gt;o anfíbios caranguejos,  &lt;br /&gt;pelo que será anfíbio  &lt;br /&gt;como a gente daqui mesmo.  &lt;br /&gt;Cedo aprenderá a caçar:  &lt;br /&gt;primeiro, com as galinhas,  &lt;br /&gt;que é catando pelo chão  &lt;br /&gt;tudo o que cheira a comida  &lt;br /&gt;depois, aprenderá com  &lt;br /&gt;outras espécies de bichos:  &lt;br /&gt;com os porcos nos monturos,  &lt;br /&gt;com os cachorros no lixo.  &lt;br /&gt;Vejo-o, uns anos mais tarde,  &lt;br /&gt;na ilha do Maruim,  &lt;br /&gt;vestido negro de lama,  &lt;br /&gt;voltar de pescar siris  &lt;br /&gt;e vejo-o, ainda maior,  &lt;br /&gt;pelo imenso lamarão  &lt;br /&gt;fazendo dos dedos iscas  &lt;br /&gt;para pescar camarão.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Atenção peço, senhores,  &lt;br /&gt;também para minha leitura:  &lt;br /&gt;também venho dos Egitos,  &lt;br /&gt;vou completar a figura.  &lt;br /&gt;Outras coisas que estou vendo  &lt;br /&gt;é necessário que eu diga:  &lt;br /&gt;não ficará a pescar  &lt;br /&gt;de jereré toda a vida.  &lt;br /&gt;Minha amiga se esqueceu  &lt;br /&gt;de dizer todas as linhas  &lt;br /&gt;não pensem que a vida dele  &lt;br /&gt;há de ser sempre daninha.  &lt;br /&gt;Enxergo daqui a planura  &lt;br /&gt;que é a vida do homem de ofício,  &lt;br /&gt;bem mais sadia que os mangues,  &lt;br /&gt;tenha embora precipícios.  &lt;br /&gt;Não o vejo dentro dos mangues,  &lt;br /&gt;vejo-o dentro de uma fábrica:  &lt;br /&gt;se está negro não é lama,  &lt;br /&gt;é graxa de sua máquina,  &lt;br /&gt;coisa mais limpa que a lama  &lt;br /&gt;do pescador de maré  &lt;br /&gt;que vemos aqui vestido  &lt;br /&gt;de lama da cara ao pé.  &lt;br /&gt;E mais: para que não pensem  &lt;br /&gt;que em sua vida tudo é triste,  &lt;br /&gt;vejo coisa que o trabalho  &lt;br /&gt;talvez até lhe conquiste:  &lt;br /&gt;que é mudar-se destes mangues  &lt;br /&gt;daqui do Capibaribe  &lt;br /&gt;para um mocambo melhor  &lt;br /&gt;nos mangues do Beberibe.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;FALAM OS VIZINHOS, AMIGOS, PESSOAS QUE  &lt;br /&gt;VIERAM COM PRESENTES, ETC  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  De sua formosura  &lt;br /&gt;já venho dizer:  &lt;br /&gt;é um menino magro,  &lt;br /&gt;de muito peso não é,  &lt;br /&gt;mas tem o peso de homem,  &lt;br /&gt;de obra de ventre de mulher.   &lt;br /&gt;——  De sua formosura  &lt;br /&gt;deixai-me que diga:  &lt;br /&gt;é uma criança pálida,  &lt;br /&gt;é uma criança franzina,  &lt;br /&gt;mas tem a marca de homem,  &lt;br /&gt;marca de humana oficina.   &lt;br /&gt;——  Sua formosura  &lt;br /&gt;deixai-me que cante:  &lt;br /&gt;é um menino guenzo  &lt;br /&gt;como todos os desses mangues,  &lt;br /&gt;mas a máquina de homem  &lt;br /&gt;já bate nele, incessante.   &lt;br /&gt;——  Sua formosura  &lt;br /&gt;eis aqui descrita:  &lt;br /&gt;é uma criança pequena,  &lt;br /&gt;enclenque e setemesinha,  &lt;br /&gt;mas as mãos que criam coisas  &lt;br /&gt;nas suas já se adivinha.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  De sua formosura  &lt;br /&gt;deixai-me que diga:  &lt;br /&gt;é belo como o coqueiro  &lt;br /&gt;que vence a areia marinha.   &lt;br /&gt;——  De sua formosura  &lt;br /&gt;deixai-me que diga:  &lt;br /&gt;belo como o avelós  &lt;br /&gt;contra o Agreste de cinza.   &lt;br /&gt;——  De sua formosura  &lt;br /&gt;deixai-me que diga:  &lt;br /&gt;belo como a palmatória  &lt;br /&gt;na caatinga sem saliva.   &lt;br /&gt;——  De sua formosura  &lt;br /&gt;deixai-me que diga:  &lt;br /&gt;é tão belo como um sim  &lt;br /&gt;numa sala negativa.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  é tão belo como a soca  &lt;br /&gt;que o canavial multiplica.   &lt;br /&gt;——  Belo porque é uma porta  &lt;br /&gt;abrindo-se em mais saídas.   &lt;br /&gt;——  Belo como a última onda  &lt;br /&gt;que o fim do mar sempre adia.   &lt;br /&gt;——  é tão belo como as ondas  &lt;br /&gt;em sua adição infinita.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Belo porque tem do novo  &lt;br /&gt;a surpresa e a alegria.   &lt;br /&gt;——  Belo como a coisa nova  &lt;br /&gt;na prateleira até então vazia.   &lt;br /&gt;——  Como qualquer coisa nova  &lt;br /&gt;inaugurando o seu dia.   &lt;br /&gt;——  Ou como o caderno novo  &lt;br /&gt;quando a gente o principia.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  E belo porque o novo  &lt;br /&gt;todo o velho contagia.   &lt;br /&gt;——  Belo porque corrompe  &lt;br /&gt;com sangue novo a anemia.   &lt;br /&gt;——  Infecciona a miséria  &lt;br /&gt;com vida nova e sadia.   &lt;br /&gt;——  Com oásis, o deserto,  &lt;br /&gt;com ventos, a calmaria.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;O CARPINA FALA COM O RETIRANTE QUE  &lt;br /&gt;ESTEVE DE FORA,  &lt;br /&gt;SEM TOMAR PARTE DE NADA  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;——  Severino, retirante,  &lt;br /&gt;deixe agora que lhe diga:  &lt;br /&gt;eu não sei bem a resposta  &lt;br /&gt;da pergunta que fazia,  &lt;br /&gt;se não vale mais saltar  &lt;br /&gt;fora da ponte e da vida  &lt;br /&gt;nem conheço essa resposta,  &lt;br /&gt;se quer mesmo que lhe diga  &lt;br /&gt;é difícil defender,  &lt;br /&gt;só com palavras, a vida,  &lt;br /&gt;ainda mais quando ela é  &lt;br /&gt;esta que vê, severina  &lt;br /&gt;mas se responder não pude  &lt;br /&gt;à pergunta que fazia,  &lt;br /&gt;ela, a vida, a respondeu  &lt;br /&gt;com sua presença viva.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;E não há melhor resposta  &lt;br /&gt;que o espetáculo da vida:  &lt;br /&gt;vê-la desfiar seu fio,  &lt;br /&gt;que também se chama vida,  &lt;br /&gt;ver a fábrica que ela mesma,  &lt;br /&gt;teimosamente, se fabrica,  &lt;br /&gt;vê-la brotar como há pouco  &lt;br /&gt;em nova vida explodida  &lt;br /&gt;mesmo quando é assim pequena  &lt;br /&gt;a explosão, como a ocorrida  &lt;br /&gt;como a de há pouco, franzina  &lt;br /&gt;mesmo quando é a explosão  &lt;br /&gt;de uma vida severina. &lt;br /&gt;Fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-781164407084218830?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/781164407084218830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/06/e-parte-que-te-cabe-neste-latifundio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/781164407084218830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/781164407084218830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/06/e-parte-que-te-cabe-neste-latifundio.html' title='É A PARTE QUE TE CABE NESTE LATIFÚNDIO'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/TCjiiREMEoI/AAAAAAAAAHw/H0UbkFZt4ko/s72-c/%C3%89+a+parte+que+te+cabe+deste+latif%C3%ADndio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-1562373183724922509</id><published>2010-05-16T16:27:00.000-07:00</published><updated>2010-05-16T16:27:10.047-07:00</updated><title type='text'>O perigo de uma única história - Parte 1</title><content type='html'>&lt;object style="background-image:url(http://i4.ytimg.com/vi/O6mbjTEsD58/hqdefault.jpg)"  width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/O6mbjTEsD58&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed 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type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/1137790731852662019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/1137790731852662019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/05/chimamanda-adichie-o-perigo-de-uma.html' title='O perigo de uma única história - Parte 2'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-7209759453789474089</id><published>2010-04-04T07:42:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T07:43:42.375-07:00</updated><title type='text'>Do mundo virtual ao espiritual</title><content type='html'>Por Frei Beto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: "Qual dos dois modelos produz felicidade?" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: "Não foi à aula?" Ela respondeu: "Não, tenho aula à tarde". Comemorei: "Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde". "Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã..." "Que tanta coisa?", perguntei. "Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: "Que pena, a Daniela não disse: "Tenho aula de meditação!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!" Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!" O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald’s…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-7209759453789474089?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/7209759453789474089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/04/do-mundo-virtual-ao-espiritual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/7209759453789474089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/7209759453789474089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/04/do-mundo-virtual-ao-espiritual.html' title='Do mundo virtual ao espiritual'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-5710720569720494033</id><published>2010-03-03T05:43:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T10:26:11.840-08:00</updated><title type='text'>CONSTRUINDO UM MUNDO COMUM</title><content type='html'>“o silêncio político de um indivíduo ou de uma comunidade no pensamento arendtiano, representa, portanto, muito mais do que o encolhimento de suas liberdades e de seus movimentos. Representa uma perda para o mundo, na medida em que se retira dele parte das distâncias entre os seres humanos, distâncias que o compõem” (Gabriel de Sanctis Feltran)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia 1° até a madrugada do dia 2 de março de 2010 foi um momento histórico para o povo sarandiense e quiçá para a política desta região. Finalmente a justiça não esbarrou na impunidade e no privatismo que a classe dominante Sarandiense exerceu nesta cidade durante anos. De fato, por volta das 9h30 da manhã do dia 1°, depois de muita tensão deu inicio a sessão pública na câmara dos vereadores com o objetivo de votar a cassação do então prefeito Milton Martini (PP). Entretanto a agonia ainda perduraria por mais de vinte horas. A defesa do ex-prefeito requereu junto aos vereadores a leitura do processo de mais de quinhentas páginas relatando todos os trabalhos da comissão processante. Enfim, após a cansativa e longa leitura, deu-se enfim a votação aberta dos vereadores e, por unanimidade, Martini teve o seu mandato cassado pela câmara dos vereadores do Município de Sarandi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente o povo desta cidade viu justiça sendo feita, diz o senso comum. Viu? por acaso o povo apenas viu justiça sendo feita? Quando o povo permanece em sua privacidade, e se exclui da esfera pública não há construção de algo novo, mas o poder permanece nas mãos de uma elite dominante, conservadora e criminosa. De fato, ao se exilar da esfera pública, há, conseqüentemente o exílio da democracia, e portanto, eliminamos os espaços compartilhados de entendimento da vida, os espaços públicos, suprimindo a possibilidade de construir um mundo comum. Como afirma Hannah Arendt é no espaço público em que o cidadão se torna igual aos seus pares, e por isso pode manifestar suas diferenças e especifidades, e nesta esfera tem a condição de reivindicar seus direitos, inclusive o direito a ter direitos. De fato, “Hannah Arendt trabalha com a noção de espaço público como forma de habitar o mundo, e com a idéia de contingencia política. Esta pode aparecer a qualquer momento, a despeito de ser rara, das mais diferentes situações, e faz pensar sobre um mundo ampliado, comum” (FELTRAN, 2005, p.99), então o povo não viu, isto é assistiu passivamente, o povo fez a justiça acontecer, a população foi a esfera pública e reivindicou seus direitos, construiu algo novo. É importante ressaltar que não pretendo um conclusão peremptória, mas indicar a importante, talvez decisiva, atuação popular neste processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que o processo de cassação do prefeito Milton Martini passa por esta análise. Ao se afastar do espaço público a população perde a capacidade de discernir entre o certo e o errado, entre o bem e mal e acaba se tornando suscetível de manipulação e compactuação omissa (ou subbimssa?) com a exploração e expropriação do direito aos direitos humanos.  Neste estado permaneceu a população de Sarandi por muito tempo, abaixando a cabeça para governos corruptos como o do senhor Milton Martini. Entretanto, ao ir as ruas, ao se colocar em condição de debate, de reivindicação, e posicionar contundentemente contra esta realidade, algo novo surgiu na história de Sarandi, e pela primeira vez na historia tivemos um prefeito cassado por corrupção neste município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, para a autora, ir ao espaço público, falar, expressar sua opinião através da linguagem é uma ação fundadora de uma nova sociedade, é construir um mundo comum, onde se constrói o consenso, através do debate, e como afirma Feltran &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“O consenso que não se funda no debate, mas previamente a ele, exclui”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Portanto, precisamos dar continuidade a este processo na cidade de Sarandi, sob o risco da violência política retornar, caso abandonemos a esfera pública. No dia 1° de março de 2010 o povo Sarandiense deu o primeiro passo em direção a este mundo comum, entretanto não podemos voltar a nossa intimidade (o que é muito salutar para a vida privada), precisamos permanecer e a avançar nas reivindicações de nossos direitos e na construção de uma democracia forte, participava e justa, livre de corrupção e da violência de qualquer tipo. Neste sentido, a importância do 1° de março não se limita a demissão de um prefeito, mas a consolidação de um processo de luta, de denuncia, de ir pras ruas e debater a construção do mundo público novo e compartilhado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-5710720569720494033?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/5710720569720494033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/03/construindo-um-mundo-comum.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5710720569720494033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5710720569720494033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/03/construindo-um-mundo-comum.html' title='CONSTRUINDO UM MUNDO COMUM'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-7512162173909558377</id><published>2010-02-23T10:19:00.000-08:00</published><updated>2010-02-23T10:21:09.713-08:00</updated><title type='text'>Zuzu Angel - Angelica</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bxsix8bNfFE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bxsix8bNfFE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angélica&lt;br /&gt;Chico Buarque&lt;br /&gt;Composição: Miltinho/Chico Buarque &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é essa mulher&lt;br /&gt;Que canta sempre esse estribilho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só queria embalar meu filho&lt;br /&gt;Que mora na escuridão do mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é essa mulher&lt;br /&gt;Que canta sempre esse lamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só queria lembrar o tormento&lt;br /&gt;Que fez o meu filho suspirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é essa mulher&lt;br /&gt;Que canta sempre o mesmo arranjo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só queria agasalhar meu anjo&lt;br /&gt;E deixar seu corpo descansar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é essa mulher&lt;br /&gt;Que canta como dobra um sino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria cantar por meu menino&lt;br /&gt;Que ele já não pode mais cantar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é essa mulher&lt;br /&gt;Que canta sempre esse estribilho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só queria embalar meu filho&lt;br /&gt;Que mora na escuridão do mar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-7512162173909558377?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/7512162173909558377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/02/zuzu-angel-angelica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/7512162173909558377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/7512162173909558377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/02/zuzu-angel-angelica.html' title='Zuzu Angel - Angelica'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-6761443769719730504</id><published>2010-02-23T10:10:00.000-08:00</published><updated>2010-02-23T10:14:27.311-08:00</updated><title type='text'>Pensar - Rubem Alves</title><content type='html'>Quando eu era menino, na escola as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as idéias que moram na cabeça do pintor. São as idéias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre, somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as idéias. É com as idéias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coréia, Formosa, que pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha filha me fez uma pergunta: “O que é pensar?”. Disse-me que esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia imposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro, por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. &lt;em&gt;O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe&lt;/em&gt;.Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.&lt;br /&gt;E, no entanto, não podemos viver sem respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem dos pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar têm de aprender a caminhar sobre a terra firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram  as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão desse saber. Nas palavras de Roland Barthes: “Há um momento em que se ensina o que se sabe…” E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.&lt;br /&gt;As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos, automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o trabalho com destreza enquanto as idéias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que as minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a história de uma centopéia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: “Dona centopéia, sempre tive a curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?”. “Curioso”, ela respondeu. “Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção”. Termina a história dizendo que a centopéia nunca mais voltou a andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disso, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar em falar. Ao falar, não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem que se lembrar dessas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos prego, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar, aqui, é inconscientizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sabido é o não pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória deste computador que se chama cérebro. Basta apertar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparecerá no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro-verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma série de instruções sobre o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que é objeto do desejo. &lt;em&gt;A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o saber fica memorizado de cor – etimologicamente, no coração -, à espera de que o teclado desejo de novo o chame de seu lugar de esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memória: um saber que o passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre os mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários.&lt;em&gt;Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou – e ensinou bem – fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não-saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então, que Barthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo em que se ensina o que não se sabe.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Grifos São Meus&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-6761443769719730504?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/6761443769719730504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/02/pensar-rubem-alves.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/6761443769719730504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/6761443769719730504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/02/pensar-rubem-alves.html' title='Pensar - Rubem Alves'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-1677080455342679695</id><published>2010-02-08T11:40:00.001-08:00</published><updated>2010-02-08T11:42:07.897-08:00</updated><title type='text'>DISCURSO DO EMBAIXADOR MEXICANO NA CONFERÊNCIA DE CHEFE DE ESTADO DA UNIÃO EUROPÉIA – MERCOSUL E CARIBE, EM MADRI.</title><content type='html'>Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência indígena, sobre o pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conferência dos chefes de Estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em Madri, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc.&lt;br /&gt;Eis o discurso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aqui estou eu,descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a”descobriram” só há 500 anos.. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento - ao meu país- ,com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no “Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais” que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria sido isso um saque? Não acredito,porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri,que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos.&lt;br /&gt;Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano “MARSHALL MONTEZUMA”, para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos,criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?&lt;br /&gt;Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito peso em ouro e prata… quanto pesariam se calculados em sangue?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira Dívida Externa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-1677080455342679695?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/1677080455342679695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/02/discurso-do-embaixador-mexicano-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/1677080455342679695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/1677080455342679695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/02/discurso-do-embaixador-mexicano-na.html' title='DISCURSO DO EMBAIXADOR MEXICANO NA CONFERÊNCIA DE CHEFE DE ESTADO DA UNIÃO EUROPÉIA – MERCOSUL E CARIBE, EM MADRI.'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-638753847684724500</id><published>2010-02-04T14:04:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T14:24:17.275-08:00</updated><title type='text'>"Big Brother Brasil, um programa imbecil"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/S2tHLf9Zl7I/AAAAAAAAAGo/6RH9ddC5T04/s1600-h/cordel-do-bbb-10-um-programa-imbecil-da-tv-globo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/S2tHLf9Zl7I/AAAAAAAAAGo/6RH9ddC5T04/s320/cordel-do-bbb-10-um-programa-imbecil-da-tv-globo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434515638235797426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de retornar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da polêmica causada com o cordel "Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse novo cordel intitulado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Big Brother Brasil, um programa imbecil" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curtir o Pedro Bial&lt;br /&gt;E sentir tanta alegria&lt;br /&gt;É sinal de que você&lt;br /&gt;O mau-gosto aprecia&lt;br /&gt;Dá valor ao que é banal&lt;br /&gt;É preguiçoso mental&lt;br /&gt;E adora baixaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo não vejo&lt;br /&gt;Um programa tão 'fuleiro'&lt;br /&gt;Produzido pela Globo&lt;br /&gt;Visando Ibope e dinheiro&lt;br /&gt;Que além de alienar&lt;br /&gt;Vai por certo atrofiar&lt;br /&gt;A mente do brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me refiro ao brasileiro&lt;br /&gt;Que está em formação&lt;br /&gt;E precisa evoluir&lt;br /&gt;Através da Educação&lt;br /&gt;Mas se torna um refém&lt;br /&gt;Iletrado, 'zé-ninguém'&lt;br /&gt;Um escravo da ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente à televisão&lt;br /&gt;Lá está toda a família&lt;br /&gt;Longe da realidade&lt;br /&gt;Onde a bobagem fervilha&lt;br /&gt;Não sabendo essa gente&lt;br /&gt;Desprovida e inocente&lt;br /&gt;Desta enorme 'armadilha'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidado, Pedro Bial&lt;br /&gt;Chega de esculhambação&lt;br /&gt;Respeite o trabalhador&lt;br /&gt;Dessa sofrida Nação&lt;br /&gt;Deixe de chamar de heróis&lt;br /&gt;Essas girls e esses boys&lt;br /&gt;Que têm cara de bundão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu pai e a sua mãe,&lt;br /&gt;Querido Pedro Bial,&lt;br /&gt;São verdadeiros heróis&lt;br /&gt;E merecem nosso aval&lt;br /&gt;Pois tiveram que lutar&lt;br /&gt;Pra manter e te educar&lt;br /&gt;Com esforço especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos já se sentem mal&lt;br /&gt;Com seu discurso vazio.&lt;br /&gt;Pessoas inteligentes&lt;br /&gt;Se enchem de calafrio&lt;br /&gt;Porque quando você fala&lt;br /&gt;A sua palavra é bala&lt;br /&gt;A ferir o nosso brio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país como Brasil&lt;br /&gt;Carente de educação&lt;br /&gt;Precisa de gente grande&lt;br /&gt;Para dar boa lição&lt;br /&gt;Mas você na rede Globo&lt;br /&gt;Faz esse papel de bobo&lt;br /&gt;Enganando a Nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeite, Pedro Bienal&lt;br /&gt;Nosso povo brasileiro&lt;br /&gt;Que acorda de madrugada&lt;br /&gt;E trabalha o dia inteiro&lt;br /&gt;Dar muito duro, anda rouco&lt;br /&gt;Paga impostos, ganha pouco:&lt;br /&gt;Povo HERÓI, povo guerreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a sociedade&lt;br /&gt;Neste momento atual&lt;br /&gt;Se preocupa com a crise&lt;br /&gt;Econômica e social&lt;br /&gt;Você precisa entender&lt;br /&gt;Que queremos aprender&lt;br /&gt;Algo sério - não banal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse programa da Globo&lt;br /&gt;Vem nos mostrar sem engano&lt;br /&gt;Que tudo que ali ocorre&lt;br /&gt;Parece um zoológico humano&lt;br /&gt;Onde impera a esperteza&lt;br /&gt;A malandragem, a baixeza:&lt;br /&gt;Um cenário sub-humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral e a inteligência&lt;br /&gt;Não são mais valorizadas.&lt;br /&gt;Os "heróis" protagonizam&lt;br /&gt;Um mundo de palhaçadas&lt;br /&gt;Sem critério e sem ética&lt;br /&gt;Em que vaidade e estética&lt;br /&gt;São muito mais que louvadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se vê força poética&lt;br /&gt;Nem projeto educativo.&lt;br /&gt;Um mar de vulgaridade&lt;br /&gt;Já tornou-se imperativo.&lt;br /&gt;O que se vê realmente&lt;br /&gt;É um programa deprimente&lt;br /&gt;Sem nenhum objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez haja objetivo&lt;br /&gt;"professor", Pedro Bial&lt;br /&gt;O que vocês tão querendo&lt;br /&gt;É injetar o banal&lt;br /&gt;Deseducando o Brasil&lt;br /&gt;Nesse Big Brother vil&lt;br /&gt;De lavagem cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é um desserviço&lt;br /&gt;Mal exemplo à juventude&lt;br /&gt;Que precisa de esperança&lt;br /&gt;Educação e atitude&lt;br /&gt;Porém a mediocridade&lt;br /&gt;Unida à banalidade&lt;br /&gt;Faz com que ninguém estude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É grande o constrangimento&lt;br /&gt;De pessoas confinadas&lt;br /&gt;Num espaço luxuoso&lt;br /&gt;Curtindo todas baladas:&lt;br /&gt;Corpos "belos" na piscina&lt;br /&gt;A gastar adrenalina:&lt;br /&gt;Nesse mar de palhaçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a intenção da Globo&lt;br /&gt;É de nos "emburrecer"&lt;br /&gt;Deixando o povo demente&lt;br /&gt;Refém do seu poder:&lt;br /&gt;Pois saiba que a exceção&lt;br /&gt;(Amantes da educação)&lt;br /&gt;Vai contestar a valer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A você, Pedro Bial&lt;br /&gt;Um mercador da ilusão&lt;br /&gt;Junto a poderosa Globo&lt;br /&gt;Que conduz nossa Nação&lt;br /&gt;Eu lhe peço esse favor:&lt;br /&gt;Reflita no seu labor&lt;br /&gt;E escute seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vocês caros irmãos&lt;br /&gt;Que estão nessa cegueira&lt;br /&gt;Não façam mais ligações&lt;br /&gt;Apoiando essa besteira.&lt;br /&gt;Não deem sua grana à Globo&lt;br /&gt;Isso é papel de bobo:&lt;br /&gt;Fujam dessa baboseira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando chegar ao fim&lt;br /&gt;Desse Big Brother vil&lt;br /&gt;Que em nada contribui&lt;br /&gt;Para o povo varonil&lt;br /&gt;Ninguém vai sentir saudade:&lt;br /&gt;Quem lucra é a sociedade&lt;br /&gt;Do nosso querido Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saiba, caro leitor&lt;br /&gt;Que nós somos os culpados&lt;br /&gt;Porque sai do nosso bolso&lt;br /&gt;Esses milhões desejados&lt;br /&gt;Que são ligações diárias&lt;br /&gt;Bastante desnecessárias&lt;br /&gt;Pra esses desocupados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A loja do BBB&lt;br /&gt;Vendendo só porcaria&lt;br /&gt;Enganando muita gente&lt;br /&gt;Que logo se contagia&lt;br /&gt;Com tanta futilidade&lt;br /&gt;Um mar de vulgaridade&lt;br /&gt;Que nunca terá valia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de vulgaridade&lt;br /&gt;E apelo sexual.&lt;br /&gt;Não somos só futebol,&lt;br /&gt;baixaria e carnaval.&lt;br /&gt;Queremos Educação&lt;br /&gt;E também evolução&lt;br /&gt;No mundo espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê a cidadania&lt;br /&gt;Dos nossos educadores&lt;br /&gt;Dos alunos, dos políticos&lt;br /&gt;Poetas, trabalhadores?&lt;br /&gt;Seremos sempre enganados&lt;br /&gt;e vamos ficar calados&lt;br /&gt;diante de enganadores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barreto termina assim&lt;br /&gt;Alertando ao Bial:&lt;br /&gt;Reveja logo esse equívoco&lt;br /&gt;Reaja à força do mal...&lt;br /&gt;Eleve o seu coração&lt;br /&gt;Tomando uma decisão&lt;br /&gt;Ou então: siga, animal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador, 16 de janeiro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.&lt;br /&gt;É autor de um dos mais recentes e estrondosos sucessos da Internet, o cordel Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso.&lt;br /&gt;Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.&lt;br /&gt;Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.&lt;br /&gt;Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.&lt;br /&gt;Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com mais de 100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.&lt;br /&gt;Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://cachacaaraci.wordpress.com/2010/01/16/o-cordel-do-big-brother-brasil-um-programa-imbecil/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-638753847684724500?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/638753847684724500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/02/big-brother-brasil-um-programa-imbecil.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/638753847684724500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/638753847684724500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/02/big-brother-brasil-um-programa-imbecil.html' title='&quot;Big Brother Brasil, um programa imbecil&quot;'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/S2tHLf9Zl7I/AAAAAAAAAGo/6RH9ddC5T04/s72-c/cordel-do-bbb-10-um-programa-imbecil-da-tv-globo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-5285351393425369133</id><published>2010-01-09T17:10:00.000-08:00</published><updated>2010-01-09T17:16:43.179-08:00</updated><title type='text'>Contra fotos (e Fatos) não há argumentos</title><content type='html'>Este vídeo que segue mostra claramente como a Igreja Católica foi cúmplice das classes opressores na história recente, a começar pelo Nazi-fascismo, e por conseqüência o holocausto, que dizimou 6 milhões de Judeus, A 'santa Igreja' também foi cúmplice diversos regimes totalitários, inclusive das diversas ditaduras latino-americanas, vale ressaltar que os últimos Papas não apenas souberam de tudo, como participaram deste processo (Hoje vários deles são 'santos'). Certamente, se cristo, com seu evangelho libertador, retornasse provavelmente seria perseguido e massacrado por esta instituição, afinal Jesus Cristo trouxe uma mensagem que leva necessariamente ao socialismo, repudiado pela Igreja, que, neste caso teria, que partilhar todas suas propriedades e riquezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante, que de certa forma esta perseguição a Cristo ocorreu na figura de Bispos e Padres que rejeitaram a doutrina do vaticano, e lutaram em favor dos oprimidos. Quando a teologia da libertação prosperava na America Latina, respaldando amplamente o movimento de resistência as ditaduras daqui. O Vaticano repreendeu severamente esta linha de pensamento que busca suas fontes nas bem-aventuranças. Na época Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, foi um dos protagonistas da censura aplicada a teologia da libertação. Na atualidade, é raro ver Padres que se envolvam com movimentos sociais, e quando se envolvem são criticados pelos parceiros de presbítério, e os bispos, por sua vez, são escolhidos a dedo, de modo que nenhum deles esteja ligado ao perigo vermelho, me pergunto se tais atitudes estão fundadas no evangelho de Jesus? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Respeito o povo católico, inclusive tenho laços estreitos com o catolicismo popular, mas não podemos deixar de mostrar estes horrores, se ainda desejamos um mundo melhor. Não podemos ocultar os massacres em massa e os privilégios de uma elite sacerdotal que é sustentada pelo povo simples e inocente. Até porque este povo um dia pode cair nas garras de pessoas como as que são apontadas no vídeo que segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Jr5Q5Volv88&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Jr5Q5Volv88&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-5285351393425369133?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/5285351393425369133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/01/contra-fotos-e-fatos-nao-ha-argumentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5285351393425369133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5285351393425369133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2010/01/contra-fotos-e-fatos-nao-ha-argumentos.html' title='Contra fotos (e Fatos) não há argumentos'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-1533038252017409711</id><published>2009-10-28T10:03:00.000-07:00</published><updated>2009-10-28T10:04:14.431-07:00</updated><title type='text'>Uma sala de aula à sombra de uma árvore‏- Pedagogia da Roda de Tião Rocha</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="392"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=1139414&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1139414&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-1533038252017409711?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/1533038252017409711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/10/uma-sala-de-aula-sombra-de-uma-arvore_28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/1533038252017409711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/1533038252017409711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/10/uma-sala-de-aula-sombra-de-uma-arvore_28.html' title='Uma sala de aula à sombra de uma árvore‏- Pedagogia da Roda de Tião Rocha'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-1594517061205270210</id><published>2009-10-28T10:02:00.000-07:00</published><updated>2009-10-28T10:03:31.844-07:00</updated><title type='text'>Uma sala de aula à sombra de uma árvore‏ - Pedagogia da Roda de Tião Rocha Parte II</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="392"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=1139417&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1139417&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-1594517061205270210?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/1594517061205270210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/10/uma-sala-de-aula-sombra-de-uma-arvore.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/1594517061205270210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/1594517061205270210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/10/uma-sala-de-aula-sombra-de-uma-arvore.html' title='Uma sala de aula à sombra de uma árvore‏ - Pedagogia da Roda de Tião Rocha Parte II'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-4417062791085515331</id><published>2009-10-28T10:01:00.000-07:00</published><updated>2009-10-28T10:02:41.605-07:00</updated><title type='text'>Pedagogia da Roda</title><content type='html'>Entrevista de tião Rocha concedida ao Jornal Folha de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Escola formal não está só na forma. Está dentro da fôrma. O pior é quando está no formol. É um cadáver." É assim que o educador mineiro Tião Rocha, 59, vê o ensino convencional, de cujos métodos e conteúdos se afastou há mais de 20 anos para experimentar processos alternativos de educação. À frente do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento desde 1984, Rocha sempre persegue "maneiras diferentes e inovadoras" de educar, alfabetizar, gerar renda. Ele distingue educação de escolarização e busca um sonho: escolas que sejam tão boas que professores e alunos queiram freqüentá-las aos sábados, domingos e feriados. "Se ninguém fez, é possível", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Toda a sua história como educador é feita do lado de fora das escolas convencionais. Qual é o seu problema com a escola formal?&lt;br /&gt;Tião Rocha - Se eu tivesse um analista, isso seria um prato cheio para ele. Comecei a ter problemas com a escola desde que entrei, aos sete anos. Logo no primeiro dia de aula, no Grupo Escolar Sandoval de Azevedo, Belo Horizonte, a professora Maria Luiz Travassos nos levou para a sala de leitura, pegou um livro, "As Mais Belas Histórias", da dona Lúcia [Monteiro] Casasanta, e começou a ler: "Era uma vez um lugar muito distante, onde havia um rei e uma rainha (...)". Eu levantei a mão e falei: "Professora, eu tenho uma tia que é rainha". Ela desconversou, pediu para eu ficar quieto. Ela prosseguiu a história. Depois que a interrompi duas ou três vezes, ela me mandou calar a boca e ir falar com a diretora, dona Ondina Aparecida Nobre. Ela me deu um tranco, perguntou se eu queria ser expulso. A partir daí, eu sempre inventava coisa para matar a aula. Nunca tive uma escola boa. Nunca tive prazer na escola, mas sempre quis aprender. Quando fui para a faculdade, estudei história e antropologia, fui resgatar a história da minha tia, que era rainha do congado. Para pagar os estudos, eu precisava trabalhar. Fui dar aula e me dei conta de que, se eu achava aquilo chato, meus alunos também, porque eu era um reprodutor da mesma chatice. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - E você conseguiu mudar?&lt;br /&gt;Rocha - Não. Criava jeitos diferentes de trabalhar com os alunos, inovava, mas, no fim, era uma experiência muito reformista. Ela começou a ser transformadora quando aconteceu o fato com o Álvaro, minha primeira grande perda [o garoto, excelente aluno, se suicidou]. Aí eu falei: "Opa! Não adianta querer que os meninos aprendam história se eu não consigo aprender a história da vida deles". Então comecei a deixar de lado não só a forma mas também o conteúdo. Por exemplo, pedia aos alunos para pesquisarem em casa: sobre cantiga de ninar, expressões populares, jogos etc. Um pai chegou para mim e disse: "Vim te agradecer, porque eu tinha um problema de relacionamento com meu filho, mas agora ele apareceu querendo saber sobre as brincadeiras de quando eu era criança e começamos a conversar, a brincar". Eu nem sabia que aquele negócio estava ajudando a aproximar pais e filhos. Aí eu fui me libertando dos conteúdos cheirando a mofo e comecei a ver que estava partindo para uma outra coisa. Esse processo foi evoluindo na reflexão sobre o que é deixar de ser professor e virar educador. O professor ensina, o educador aprende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - E então o sr. começou seus projetos fora da escola, debaixo do pé de manga. Mas o sr. acha que a escola formal serve para alguma coisa?&lt;br /&gt;Rocha - Ela serve para escolarizar. Ela dá um determinado tipo de informação e de conhecimento que atende um determinado tipo de demanda, um determinado tipo de modelo mental de uma sociedade que aceita, convive e não questiona. Folha - Essa escola educa?Rocha - Não. Ela escolariza. Uma coisa é falar em educação, outra é falar em escolarização. A maioria das pessoas que estão cometendo grandes crimes são pessoas escolarizadas. Então, que escola é essa? Para que ela serviu? Não ajudou nada, mas escolarizou. E essa escola continua sendo branca, cristã, elitista, excludente, seletiva, conformada. Ela seleciona conteúdos, seleciona pessoas, mas não educa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O que significa a escola ser branca?&lt;br /&gt;Rocha - Por exemplo, eu nunca tive aula sobre os reis do Congo, mas tinha aula sobre todos os Bourbons, reis europeus. Folha - E conformada?Rocha - A escola não permite inovação. Ela é reprodutora da mesmice. A escola formal não está só na forma. Ela está dentro da fôrma. O pior é quando ela está dentro do formol. É um cadáver. O conteúdo da escola está pronto e acabado. Os meninos que vão entrar na escola no ano que vem, independentemente de quem sejam, aprenderão as mesmas coisas, do mesmo jeito. Aprendem o que alguém determinou que tem que ser aprendido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O que está errado com o conteúdo?&lt;br /&gt;Rocha - Recentemente, uma menina de nove anos, lá em Curvelo, virou para mim e disse: "Tião, vou ter prova e esqueci o que é hectômetro". Eu disse a ela que ninguém precisa saber o que é isso, que não se preocupasse, isso não cairia na prova. Perguntei se ela sabia o que era centímetro, metro, quilômetro. Ela sabia. "Pronto, tá bom demais, você vai viver a vida inteira mais 15 dias e não vai acontecer nada", disse para ela. Passados uns dias: "Me ferrei. Caiu na prova e eu não sabia". Peraí: criança de nove anos tem que saber isso? Isso é conhecimento morto. Mas se eu pergunto se eu posso ensinar outra coisa, não posso. O que posso é ensinar as mesmas coisas de um forma diferente. No conteúdo não pode mexer. O vestibular cobra. É um processo seletivo que vai determinando e excluindo, afunilando, dizendo que, para entrar aqui, precisa pensar desse jeito, nessa lógica. Do ponto de vista da escolarização, tá indo muito bem. Agora, se tá educando ou não, ninguém discute. Quando uma criança é entrevistada e diz que é de determinado projeto porque quer ser alguém na vida, já sei que ela foi pessimamente educada. Um menino que aos 12 anos acha que não é ninguém na vida não tem mais auto-estima. Ele não é ele. Ela vai ser. É sempre um projeto adiado para o futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Como deveria ser a educação?&lt;br /&gt;Rocha - Um projeto de vida, não de formação para o mercado. A lógica da vida não é ter um emprego. Será que é possível construir um processo de uma escola que incorpore valores dignos, que passe a perceber que a ciência precisa estar condicionada a esses valores, que a tecnologia precisa estar condicionada a esses valores, que elas não podem ser determinantes dos valores humanos? Ter analfabetos não pode ser um problema econômico, é um problema ético. A experiência que a gente vem desenvolvendo no CPCD é saber se é possível fazer educação de qualidade. Claro que é. Só que você tem que botar uma pergunta que a gente sempre faz. É o MDI: "de quantas maneiras diferentes e inovadoras eu posso"... O resto você completa com uma ação: educar, alfabetizar, diminuir a violência, gerar mais renda. Quando a gente começa a fazer isso, aparecem 70 sugestões para alfabetizar, por exemplo. Vamos tentando uma por uma. Funcionou? Não? Risca. E vamos para a próxima. Quando chega na última, já tem mais tantas outras. Você não esgota o seu potencial de soluções para as crianças aprenderem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Até onde vale criar soluções?&lt;br /&gt;Rocha - Na educação, qual é a melhor pedagogia? É aquela que leva as pessoas a aprender. Na escolarização, a melhor pedagogia é aquela que dá mais sentido para quem a aplica. O CPCD foi secretário da Educação de Araçuaí. Lá tinha um problema: os meninos demoravam duas horas no ônibus. O que a gente fez? Colocou educadores no ônibus. Qualquer secretaria de Educação pode fazer. É só sair da caixa. Uma outra questão é o acesso aos livros. Há muitos anos, acompanhei a trajetória de dez crianças em Ouro Preto num período de seis, sete anos. Como eu sei se um aluno é da primeira, da segunda, da terceira série? É pelo tamanho da pasta. No primeiro ano, traz até uma mala. Leva tudo. Depois, vai deixando. No ginásio [quinta a oitava série], eles não levam quase mais nada. No colegial, às vezes leva só uma canetinha. Eu me perguntei se os livros perderam o encantamento ou se foi a escola que não soube mantê-los encantados. Juntei um monte de livros em baixo da árvore e mandava a meninada ir lendo. Em volta, deixava montinhos de sucata e escrevia uma placa: música, teatro, artes plásticas, literatura. Tudo que o menino lesse, tinha que ir numa direção e fazer música, teatrinho etc. É um jogo. Ler e transformar, do seu jeito. Eles ficavam lá a tarde inteira. Vinha gente de longe. Agora, por que será que esses meninos nunca tinham entrado numa biblioteca da escola? Porque ele não tinha prazer em entrar na biblioteca. Quando ia ler um livro, tinha que dissecar a obra, classificar o texto, responder a dez perguntas sobre aquele negócio. Em baixo da árvore, ele não tinha que responder a pergunta nenhuma. Era prazer, e não dever. Os livros não perderam o encantamento, portanto. Eu nunca li e detesto Machado de Assis. Por quê? Porque tive que fazer anatomia do livro. Achava um saco. Até hoje não consegui romper com isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Como enfrentar a falta de leitura?&lt;br /&gt;Rocha - Faz chover livro na cabeça dos meninos. De todo jeito. Bornal de livros, algibeira de leitura, folia do livro, banco de livros, livro no ponto de ônibus. É igual propaganda. Como você quer que o cara não tome Coca-Cola? Vamos botar esse apelo para o livro. A gente foi tirando os meninos do estado de UTI. Vale tudo. É ético? É. Então, vale. Se nunca foi feito, a gente faz. Se errar, não tem problema. Temos que aprender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Como você mexe no conteúdo? &lt;br /&gt;Tem um conteúdo básico?Rocha - Claro. Tem que ter alguma coisa para começar. Precisa aprender os códigos de leitura, a a raciocinar e fazer cálculo, as quatro operações básicas. Mas não precisa saber o que é hectômetro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Como diversificar? Ou por que diversificar?&lt;br /&gt;Rocha - Há uns 20 anos, eu trabalhava bem no sertão. Tinha um projeto do governo para combater a doença de chagas na região. Parecia muito bom, as casas de adobe seriam substituídas por casas de cimento com condições de pagamento bem favoráveis. Mas não houve adesão dos moradores. O que os engenheiros não percebiam é que as casas pareciam um forno de tão quente. O pessoal do projeto dizia: "É uma questão de adaptação". Eu respondia: "Não começa, não. A casa de adobe resolve muito bem a questão térmica. Por que não fazem casa de qualidade com adobe naquele sertão?". Eles disseram que não sabiam fazer, que não aprendiam isso na faculdade de engenharia. Fiquei imaginando: eles não foram formados para fazer casas dignas para a população. Querem fazer em São Paulo e no sertão uma casa do mesmo tipo. Que lógica é essa? É a lógica do modelão. Hoje, entrou na moda fazer casa de adobe, é ecológico. Engraçado. Antes, as pessoas faziam casa assim. Aí vieram, cortaram a tradição, impuseram o modelão e, agora, querem voltar ao que se fazia antes, mas travestido de conversa nova. Folha - Você é contra todo tipo de forma universalizante?Rocha - Como padrão único, claro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Você é a favor de uma transformação constante?&lt;br /&gt;Rocha - Da diversidade permanente. Folha - De uma pedagogia específica para cada pessoa?Rocha - Não. O que não pode é aprender uma única coisa, todo mundo igual. Mas não é "cada um faz o que quer". O que não pode é dar pesos desiguais, ou seja, negar ou excluir coisas em função de critérios que são absolutamente ideológicos. É possível criar uma sociedade polivalente, diversificada? É, porque não foi feito ainda. Se ninguém fez, é possível. Isso é o que eu chamo de utopia. Utopia para mim não é um sonho impossível. É um não-feito-ainda, algo que nunca ninguém fez. É possível aprender brincando? A escola tem que ser o serviço militar obrigatório aos sete anos ou pode ser prazerosa? Aí eu coloco um indicador: a escola ideal deve ser tão boa que professores e alunos desejem aulas aos sábados, domingos e feriados. Hoje, temos exatamente o contrário. Os meninos estão no século 21 e a escola está Idade Média. A escola é a única instituição contemporânea que tem servos, tem serventes, pessoas que estão lá para nos servir. Nem em banco tem isso, lá são "auxiliares de serviços gerais". Quando eu trabalhava na Universidade Federal de Outro Preto, por acaso eu virei pró-reitor. Acabei indo a uma reunião de pró-reitores com o secretário da Educação. Aquele discurso enfadonho estava me enchendo o saco, até que eu disse: "Nesse país, uma escola nunca teve crise de aprendizagem: a escola de samba. Uma assessora do secretário disse que aquilo era inadmissível e perguntou se eu achava que a escola pública tinha que ser "aquela bagunça". Eu respondi: "Tô vendo que a sra. não entende nada de escola de samba. Na escola tem disciplinador, não tem? Pois na escola de samba tem diretor de harmonia". Entende? Uma coisa é cuidar da disciplina, outra coisa é cuidar da harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Como nasce uma nova forma de ensinar?&lt;br /&gt;Rocha - Ou da dificuldade ou da pergunta. Somos movidos por uma pergunta, que vira um desafio, que vira uma encrenca. É possível educar debaixo do pé de manga? É possível criar agentes comunitários de educação? Vamos ficar pensando ou vamos aprender fazendo? Vamos aprender fazendo. A primeira coisa que a gente fez foram os "Não Objetivos Educacionais". Porque formular um objetivo é muito simples: basta colocar um verbo na forma infinitiva e depois encher de lingüiça. O nosso verbo é o "paulofreirar", que só se conjuga no presente do indicativo: eu "paulofreiro", tu "paulofreiras" e por aí vai. Não existe "paulofreiraria", "paulofreirarei". Ou faz agora ou sai da moita. Ação e reflexão, agora. As respostas vão sendo testadas e viram novas metodologias, pedagogias. Assim surgiu a pedagogia da roda, por exemplo, como um jeito de combater a evasão dos meninos. Não podemos perder os alunos, precisamos mantê-los interessados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Seus métodos são tão abertos a ponto de aceitar que uma criança queira aprender na escola formal? Ou você quer acabar com a escola?&lt;br /&gt;Rocha - Eu não quero acabar com a escola. Ela é muito mais importante do que parece. Ela tá longe de esgotar seu repertório, não usou nem 10% das possibilidades. Mas, para isso, ela precisa ter a ousadia de experimentar. É uma lástima dar às crianças só o que a escola formal oferece. É muito pouco. As pessoas querem tirar os meninos da rua e levar para a escola --só se for para prender, porque para aprender não serve. É muito chato. Por que, em vez de tirar da rua, não mudamos a rua? Lugar de criança é na escola, na rua, em todos os espaços. Todos os espaços podem ser de aprendizado. Há experiências de cidades educativas muito legais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Como é sua relação com os governos?&lt;br /&gt;Rocha - Eu não vejo muita diferença. Todos eles estão dentro da mesma caixa, só muda a cor. A escola que tem agora não é muito diferente da de oito anos ou 20 anos atrás. Vai só pintando a fachada. A lógica, o processo, a metodologia muda muito pouco, no geral. A gente não consegue estabelecer alianças com os governos porque incomoda pensar fora da caixa. Se incomoda, são refratários. Então a gente vem aprendendo a fazer política pública não-governamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u348104.shtml&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-4417062791085515331?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/4417062791085515331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/10/pedagogia-da-roda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/4417062791085515331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/4417062791085515331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/10/pedagogia-da-roda.html' title='Pedagogia da Roda'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-3388146416173913963</id><published>2009-06-08T11:29:00.000-07:00</published><updated>2009-06-09T10:45:50.402-07:00</updated><title type='text'>SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/Si1jitlpFLI/AAAAAAAAABo/EWoLxgpQ0F4/s1600-h/tubarao.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345037780762825906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/Si1jitlpFLI/AAAAAAAAABo/EWoLxgpQ0F4/s320/tubarao.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Por Bertold Brecht&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha de sua senhoria ao senhor K., seriam eles mais amáveis para com os peixinhos?&lt;br /&gt;Certamente, respondeu o Sr. K. Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adoptariam todas as medidas sanitárias adequadas. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, ser-lhe-ia imediatamente aplicado um curativo para que não morresse antes do tempo.&lt;br /&gt;Para que os peixinhos não ficassem melancólicos haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar alegremente em direcção à goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.&lt;br /&gt;O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam rejeitar toda tendência baixa, materialista, egoísta e marxista, e denunciar imediatamente aos tubarões aqueles que apresentassem tais tendências.&lt;br /&gt;Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, proclamariam, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não se podem entender entre si. Cada peixinho que matasse alguns outros na guerra, os inimigos que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia uma comenda de herói.&lt;br /&gt;Se os tubarões fossem homens também haveria arte entre eles, naturalmente. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores magníficas, e as suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos a nadarem com entusiasmo rumo às gargantas dos tubarões. E a música seria tão bela que, sob os seus acordes, todos os peixinhos, como orquestra afinada, a sonhar, embalados nos pensamentos mais sublimes, precipitar-se-iam nas goelas dos tubarões.&lt;br /&gt;Se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que todos os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores até poderiam comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles, mais frequentemente, teriam bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem interna entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, polícias, construtores de gaiolas, etc. Em suma, se os tubarões fossem homens haveria uma civilização no mar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-3388146416173913963?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/3388146416173913963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/06/se-os-tubaroes-fossem-homens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/3388146416173913963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/3388146416173913963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/06/se-os-tubaroes-fossem-homens.html' title='SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/Si1jitlpFLI/AAAAAAAAABo/EWoLxgpQ0F4/s72-c/tubarao.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-3721454745137011079</id><published>2009-05-14T12:47:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T12:48:45.879-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/Sgx1ecSvoSI/AAAAAAAAABg/2hzKcDWXl_0/s1600-h/religiao+(17).jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 179px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/Sgx1ecSvoSI/AAAAAAAAABg/2hzKcDWXl_0/s320/religiao+(17).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335768824378532130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Era de madrugada, sem sono e com calor levantei, fui ao banheiro e depois liguei a TV. Trocando de canal encontrei um programa estranho: um homem de terno preto, livro na mão e cruz no peito lutava contra uma mulher simples, ela estava em prantos. Segundo ele, ela estava possuída por um demônio. Para se libertar ela deveria renunciar sua crença, e confessar a fé no deus do exorcista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei por que, mas todas as tribos humanas em algum momento manifestaram uma crença religiosa. Para muitos, esta religião foi à fonte de integração social e desenvolvimento do conhecimento. O que não consigo entender é porque tanta gente acusa a outra religião de ser má e errada e há tantos conflitos religiosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu nasci, fui batizado e me tornei católico. Ninguém me perguntou se gostaria de sê-lo, apenas fui doutrinado nesta crença. Poderiam me dizer que depois de certa idade sou livre para continuar praticando ou não. Entretanto, ninguém se importa com tudo que foi incutido em mim: o trauma do pecado e da culpa, a obrigação de ser um bom menino, a custa de padecer no fogo eterno etc. Pensando bem, acho que não sou tão livre assim. Ainda que não queira mais esta prática, seu resíduo ficou em mim; esta grudado em meu corpo e mente como uma simbiose, e por mais que me esforço não consigo tirar. Sofro sanções por acreditar; sofro sanções por não acreditar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando em quanta gente não daria sua vida por sua religião. Isso é bonito e romântico; também gostaria de dar minha vida por uma causa justa. O que é difícil pra mim é saber por que tantos crimes foram e ainda são cometidos em nome dela. Os cristão, a exemplo de Jesus Cristo, o fundador, foram, no cristianismo antigo, perseguidos, queimados nas fogueiras ou no óleo quente, devorado pelas feras, torturados e mortos na cruz – diz a tradição que São Pedro pediu para ser crucificado de ponta cabeça, por se julgar indigno de morrer como seu mestre. O paradoxal é que no fim da Idade Média os mesmos cristãos perseguiram os que julgavam hereges e queimaram as bruxas na fogueira santa. Eles apenas se esqueceram que os hereges queimados do passado eram eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colonização americana é emblemática para esta situação. , juntamente com os colonizadores europeus vieram para missionários recrutar novas ovelhas para a grei do Vaticano. Os ameríndios estavam historicamente em um estágio de desenvolvimento infinitamente inferior ao deles. Poderosos, os europeus aqui chegaram e já demarcaram território, fincaram sua cruz e rezaram a primeira missa. O contraditório, é que a missa é tida como atualização redentora do sacrifício de cristo, porem eles esqueceram de avisar os nativos que para salvá-los deveriam destruir sua cultura, sua organização social e política. Também não avisaram que o território deles agora seria propriedade dos europeus, e que talvez precisassem trabalhar de graça para o povo estrangeiro. De graça não, em troca de catequese, olha que bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto objetiva apenas elucidar que a intolerância e incompreensão religiosa foram e ainda são danosos a humanidade. Sem mencionar a aparição dos homens bombas do islã, gostaria de ressaltar a necessidade de uma nova postura frente à religião. Nada me impede que acredite em que quiser, mas isto não me dá o direito de sair por ai explodindo hospitais, perseguindo prostitutas, homossexuais ou ateus, nem tampouco “domesticando índios”. É chegado o momento de realizarmos a emancipação do preconceito e da intolerância religiosa. Nada comprova que minha fé seja mais verdadeira que a tua. Portanto precisamos relativizar o processo religioso, buscando desmontar os imperativos violentos, agressivos etnocêntricos de nossa fé e sabermos os limites de nossas crenças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-3721454745137011079?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/3721454745137011079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/05/era-de-madrugada-sem-sono-e-com-calor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/3721454745137011079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/3721454745137011079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/05/era-de-madrugada-sem-sono-e-com-calor.html' title=''/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/Sgx1ecSvoSI/AAAAAAAAABg/2hzKcDWXl_0/s72-c/religiao+(17).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-2561924216482439047</id><published>2009-04-19T10:42:00.000-07:00</published><updated>2009-04-20T17:25:57.261-07:00</updated><title type='text'>DEPOIMENTO DE UM JOVEM PROFESSOR</title><content type='html'>Recentemente tive a alegria de iniciar minhas atividades docentes. Dei aulas num colégio privado de Maringá, como professor substituto de filosofia e sociologia. Inexperiente, confesso um certo desespero ao entrar em sala de aula e ver aquela molecada de pele lisa e rosto juvenil, belos como a aurora, alvoroçados querendo saber quem era o novo professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo de que meu objetivo maior é contribuir na formação intelectual e humana comecei a apresentar o conteúdo preparado, tentando estabelecer uma relação dialógica com eles. Reconheço que não é fácil manter a atenção dos alunos na matéria, de modo que me vi obrigado a recorrer a mecanismos de controle, embora não seja afeto a este tipo de prática. Em alguns momentos me senti perdido quando tentava desenvolver alguma reflexão e me via falando às paredes ou às cadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito dos desafios que não são poucos nesta profissão, me sinto muito feliz; é prazeroso estar no meio da juventude, me misturando e dialogando com eles. De fato, os jovens são um grupo privilegiado onde os sonhos e utopias ainda não foram desmontados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora jovem e inexperiente tenho certeza que já aprendi algo fundamental no exercício docente. Acima de um saber professoral pronto a ser aplicado em sala de aula, posso aprender muito com os estudantes construindo um conhecimento coletivo, ou seja, professor e aluno ensinado e aprendendo. De fato, conteúdos que eu julgava ter domínio tomou novas feições num relacionamento dialético com os estudantes. Como ensina Paulo Freire a prática de ensinar nos leva a aprender, a retificar nossos erros e a repensar o pensado e tido como certo. Neste sentido Freire afirma que a curiosidade “quase virgem dos alunos estão grávidas de sugestões, de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, levo como primeiro grande aprendizado de meu trabalho o dever humilde de sempre estar aberto ao novo aprendizado construído socialmente entre “mestres e alunos”, pois como aprendi ensinado: ensinar me leva a aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREIRE, Paulo. Carta De Paulo Freire Aos Professores. Estud. av. vol.15 no.42 São PauloMay/Aug. 2001. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142001000200013&gt;. Acesso em: 18 abr. 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-2561924216482439047?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/2561924216482439047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/04/depoimento-de-um-jovem-professor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/2561924216482439047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/2561924216482439047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/04/depoimento-de-um-jovem-professor.html' title='DEPOIMENTO DE UM JOVEM PROFESSOR'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-9096748211354276185</id><published>2009-04-07T20:25:00.001-07:00</published><updated>2009-04-07T20:25:53.282-07:00</updated><title type='text'>“Tempos Pós-Modernos”: o legado de Charlie Chaplin</title><content type='html'>“Tempos Pós-Modernos”: o legado de Charlie Chaplin &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andréa Regina Previati * &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charlie Chaplin soube retratar com brilhantismo, no filme "Tempos Modernos", a situação pela qual passava o homem com o advento da Revolução Industrial. Sem dúvida, a invenção da máquina a vapor foi o primeiro passo para uma transformação assustadora que mais adiante se refletiria na vida do homem. Essa invenção tão significativa para a história da humanidade desencadeou não só uma revolução tecnológica, mas também, uma revolução de hábitos, costumes e valores humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca incessante de acúmulo de bens e valores financeiros pelos homens de negócio, aliada aos benefícios da ciência e da técnica, fez com que tudo se transformasse como num passe de mágica. Repentinamente, o homem deixou de ser artesão para tornar-se operário de fábrica. Isto significou a perda de seu poder (ou direito) sobre o trabalho: ele deixou de ser livre para ser explorado. Como artesão, o homem podia entender todo o processo de fabricação de um produto. Além disso, o artesão tinha a vantagem de trabalhar em sua própria casa, fazendo seu trabalho de acordo com a vontade e os desejos de seus "clientes". O trabalho não era estressante, era recompensador e digno. Poderia-se dizer que o inconveniente era a demora na execução do trabalho pelo artesão, que trabalhava geralmente sozinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos negar que a Revolução Industrial provocou igualmente mudanças importantes para a sociedade e para o homem. As relações de vida e trabalho das pessoas transformaram-se significativamente. E foram muitas!. Com a descoberta do excedente pelo homem, teve início todo o processo de transformações sociais. A partir desse momento, o homem começou a viver sem fronteiras e sem limites, como se tudo justificasse a obtenção de mais e mais dinheiro. Aliás, o lema, desde então, passou a ser: ter, seja o que for, a qualquer preço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da Revolução Industrial do século XIX, acreditava-se que a abundância produziria a igualdade social, mas, ao contrário, a abundância ficou restrita há poucos e a tecnologia surgida com ela impediu que todos usufruíssem, igualmente, de seus benefícios. A segunda Revolução Industrial, iniciada no século XX, parece ter mudado de rumo: o capitalista continua produzindo com abundância, só que agora com menos trabalho e, o que é mais importante, de forma consumista e não produtiva. É a partir desse momento que a humanidade deixa valores étnicos e sociais de lado para, então, priorizar valores como a posse e o poder, às custas da desigualdade social. Neste sentido, parece que a humanidade está ameaçada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante ressaltar que, com a Revolução Industrial e, conseqüentemente, com o surgimento da automação, a humanidade vem usufruindo de benefícios antes inimagináveis, que criaram novos hábitos e costumes na sociedade. Pode-se dizer que Chaplin, artista dotado de grande sensibilidade para retratar a realidade, anteviu, através desse filme, o futuro da humanidade. Com a concretização dessa antevisão, o futuro tornou-se presente. Nos últimos tempos, iniciamos um processo de desenvolvimento tão avançado que nos comportamos exatamente como o personagem vivido por Charlie Chaplin. Hoje, os poucos operários de fábricas inseridos no mercado de trabalho apertam tantos parafusos e são tão estressados quanto os do filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o foco de análise hoje é outro. Ao contrário do que é demonstrado no filme, enfrentamos o problema da falta de emprego e não o excesso dele. A máquina, considerada por muitos como a "grande vilã", reduziu paulatinamente postos de trabalho, ocupando espaços em nossas vidas, tão vertiginosamente, que nem nos apercebemos da rapidez com que se deu essa invasão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, nosso local de trabalho, com a aposentadoria da máquina de escrever. Em seguida, nossa casa foi invadida por aparelhos de todo tipo: liquidificador, espremedor de frutas, batedeira, máquina de lavar e secar roupas, forno de microondas, televisor, vídeo-cassete e uma infinidade de produtos para se apertar botões. Agora, a máquina invadiu um espaço precioso para o homem: o lazer. Precioso porque, parafraseando Marx, o lazer é o espaço reservado à liberdade individual, no qual poderemos nos dedicar ao desenvolvimento intelectual. Infelizmente, isso pouco acontece; por comodidade e facilidade, preferimos nos restringir apenas a assistir um programa na TV, jogar vídeo game ou navegar horas a fio pela internet. É claro que todas essas vantagens advindas com a tecnologia sugiram como uma evolução "natural", em benefício da humanidade. O problema está na direção que essa evolução está caminhando. Tudo nos é apresentado como se fosse muito rápido, fácil e vantajoso, mas temos que refletir continuamente sobre as facilidades e comodidades promovidas pelo capitalismo moderno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à produção do saber, podemos dizer que há dois tipos de cientistas: aquele realmente preocupado com o progresso e desenvolvimento do saber humano, e aquele que se apropria da ciência para condicionar o comportamento humano à aceitação de uma idéia. Devemos ficar atentos a este último, pois seu objetivo não é mais do que obscurecer a verdade, persuadindo-nos a tomar atitudes e praticar ações impensadas. Neste caso, há que se pensar numa democratização da ciência, para que todos, indistintivamente, possam ter condições de distinguir o real do simbolicamente colocado em nossas mentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre essa discussão, segundo Marilena Chauí, existe outra forma mais sutil e perfeita de autoritarismo dos dominantes (sem considerar o uso da força, da repressão): a idéia de razão e de racionalidade que legitima a autoridade. O autoritarismo é favorecido pelo modo de produção capitalista porque o capital é dotado de racionalidade própria, conferindo-lhe a aparência de organização do real e a inteligibilidade. Neste caso, ainda segundo Chauí, a dominação não aparece na sua forma "clássica" (agentes sociais e políticos), mas de forma impessoal, através de uma razão inscrita nas próprias coisas. A dominação não é visível aos olhos do dominados porque há um discurso voltado para ocultar as contradições da sociedade, utilizando para isso a falácia da ciência enquanto verdade absoluta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A finalidade do discurso dominante (científico), enquanto discurso sábio e culto, é o de uniformizar e homogeneizar o social e o político, apagando a existência efetiva das contradições, dos antagonismos e das diferenças que se exprimem como luta de classes" (CHAUÍ, s/d, p. 133).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O progresso técnico, o grande responsável pelos avanços que presenciamos hoje na sociedade, tornou possível restringir a centralização de poder a uma pequena parcela da população. A ciência, neste caso, foi (e continua sendo) utilizada para manipular uma população desorientada que sucumbe a quaisquer tipos de idéias impostas como verdadeiras. É espantoso verificar que algumas ciências vêm sendo utilizadas de forma negativa, através da manipulação do comportamento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos estudiosos afirmam que o problema mais sério trazido pelo saber científico à humanidade foi o de procurar ordem em tudo, até no sistema de idéias. Isso é perigoso, pois leva ao despotismo. A organização é indispensável, sabemos disso, mas dentro de uma sociedade regida por princípios de cooperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os efeitos desumanizadores da superorganização advindos dos princípios científicos são observados na busca incessante por previsibilidade de atitudes e comportamentos, o que demonstra que o homem vem sendo comparado a uma máquina. Muitos grupos sociais dominantes já estão construindo uma "sociedade controlada", composta por indivíduos uniformes, individualistas e consumistas. Ciências que ganham muito prestígio hoje na sociedade são aquelas ligadas ao comportamento humano, como a Psicologia, a Neurolingüística e o Marketing, que, utilizadas por grupos com interesses puramente econômicos, desenvolvem estudos que decifram nossas emoções e atitudes. Ajudados por profissionais desonestos, esses grupos almejam um comportamento previsível da população, como acontece com uma máquina. Somos condicionados, através da mídia, principalmente a televisão, a nos comportar da forma como "eles" desejam. A eficiência dos profissionais de Marketing faz com que compremos tudo que é exposto na televisão; os símbolos, cuidadosamente colocados em nossas mentes através da persuasão psicológica, levam-nos a consumir moda, gostos, hábitos, marcas e sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo desse processo manipulatório pode ser observado em datas comemorativas importantes para o homem, datas essas que atuam profundamente na psique das pessoas. Em dezembro, mês de comemoração do Natal e um dos mais lucrativos para o comércio mundial, observamos propagandas maravilhosas na TV, carregadas de sentimentalismo e espírito de bondade. Essas propagandas são, na realidade, cuidadosamente estudas por profissionais de Marketing, ansiosos por ouvirem o barulho da caixa registradora soar loucamente, dispostos a tudo para que isso aconteça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale tudo neste jogo. Sendo assim, recebemos uma enxurrada de símbolos de beleza, brilho, felicidade e harmonia, ligados a mercadorias fúteis e, muitas vezes, sem propósitos e sem utilidade. Em busca de felicidade e harmonia, compramos tudo que vemos pela frente, numa compulsão frenética. Na verdade, compramos ilusão. Em meio a uma ceia farta e uma belíssima árvore de natal colorida, famílias felizes trocam presentes e se cumprimentam, harmoniosamente, em comemoração à data especial. Não é de se estranhar que os consultórios de psicologia clínica fiquem abarrotados na passagem de ano: as pessoas, vendo tanta felicidade e harmonia na TV, frustram-se ao observarem que a realidade é bem diferente daquela que lhe é apresentada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos estar atentos a todo tipo de mensagem transmitida; devemos buscar a compreensão dos fatos de forma clara e completa, pois a manipulação de nossos espíritos é poderosa a ponto de fazer com que acreditemos que agimos por conta própria, dando a impressão de uma ação democratizada. Na verdade, o que falta é uma mudança de comportamento das pessoas, a fim de que haja o desenvolvimento de suas capacidades de perceber as condições de existência e os antagonismos existentes na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o século XXI batendo à porta, é hora de repensar nossas atitudes, de ficar atentos às influências e distrações divulgadas pelos meios de comunicação. Devemos buscar valores perdidos pela humanidade como amor, afeto, amizade, bondade, paciência, honestidade, únicos bens realmente importantes para nós e que, infelizmente, parecem estar esquecidos. Só assim poderemos alcançar o sonho de sermos felizes de verdade, porque, como preconizou Charlie Chaplin, "mais do que máquinas, precisamos de humanidade". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Pós-graduanda em Ciências Sociais - Universidade Estadual de Maringá (UEM); formada em Administração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-9096748211354276185?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/9096748211354276185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/04/tempos-pos-modernos-o-legado-de-charlie.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/9096748211354276185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/9096748211354276185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/04/tempos-pos-modernos-o-legado-de-charlie.html' title='“Tempos Pós-Modernos”: o legado de Charlie Chaplin'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-7184409587880529708</id><published>2009-04-05T00:09:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T00:14:11.472-07:00</updated><title type='text'>CHARLES CHAPLIN</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SdhZ7uJeRyI/AAAAAAAAABQ/XmgzgRIbv_A/s1600-h/Chaplin+-+Tempos+Modernos.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 225px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SdhZ7uJeRyI/AAAAAAAAABQ/XmgzgRIbv_A/s320/Chaplin+-+Tempos+Modernos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321101842273158946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há pouco mais de trinta anos, no natal de 1977, o mundo perdia uma das figuras mais carismáticas do século XX, Charles Chaplin. Um ícone refletido na figura emblemática de Charlie (Carlitos), o romântico vagabundo de bigode, bengala e chapéu-coco. Imagem que povoa a mente de todas as pessoas do planeta.&lt;br /&gt;Charles Spencer Chaplin nasceu em Walworth, Londres, em 1889. Filho de animadores do Music Hall, seus pais se separaram logo a seguir ao seu nascimento. A mãe tinha sérios problemas emocionais, que se agravaram com o tempo, o pai morreu quando Chaplin tinha ainda 12 anos, devido a problemas com bebidas. É da mãe que Chaplin herda o ludismo que carregaria para sempre na figura de Carlitos, quando criança esteve seriamente doente, ela sentava-se na janela e representava para o filho o que acontecia lá fora. Foi a mãe que lhe ensinou a cantar e a representar, e o menino Chaplin pisou nos palcos do Music Hall em 1894, aos cinco de idade.&lt;br /&gt;Os problemas emocionais da mãe, juntando-se longos períodos de desemprego que ela passou, o alcoolismo do pai, trouxeram para a infância pobre de Chaplin momentos de internação em uma escola para crianças órfãs e destituídas de bens. Trabalhando regularmente nos teatros londrinos, Chaplin torna-se palhaço na companhia de comédia de Fred Karno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Figura Eterna do Vagabundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1912 segue com esta companhia para os Estados Unidos. A atuação de Chaplin na companhia de Karno foi vista pelo produtor de filmes Mack Sennet, que o contratou para trabalhar no estúdio Keystone Film Company. Iniciava-se uma das maiores carreiras cinematográficas da história. Charles Chaplin logo desponta no cinema mudo. É justamente no silêncio do cinema que cria o seu personagem malabarista, Charlie, ou Carlitos, como ficou conhecido no Brasil.&lt;br /&gt;Com o adorável vagabundo Chaplin conquista o mundo. Faz desta personagem carismática um símbolo do século XX e do cinema que nascia no subúrbio de Hollywood, em Los Angeles. Carlitos torna-se o auto-retrato do homem no limiar da vida. Desprotegido do mundo, usa da inteligência para sobreviver, do carisma para conquistar e da sagacidade para incomodar os que estão à sua volta. A personagem empolga, mas toca na mesquinhez de quem a ladeia. Com o olhar triste e desprotegido, traz a completa solidão do homem diante de um mundo que se industrializa e se firma cada vez mais em um capitalismo selvagem. Carlitos traz sobre a sua proteção símbolos ainda mais desprotegidos do que ele diante da vida, como a criança abandonada pela mãe e encontrada pelo vagabundo (The Kid, 1921), ou a figura do cão rafeiro a acompanhá-lo. A figura do vagabundo é um ícone da galeria de personagens universais, não só do cinema, mas da arte moderna. Na sua contravenção e astúcia o reflexo do homem que luta contra o sistema, a liberdade vista como marginal e sem objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Homem de Cinema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás da figura de Carlitos, Charles Chaplin revela-se um homem de negócios dentro da Sétima Arte. Funda com Mary Pickford, D. W. Griffith e Douglas Fairbanks Pai, em 1919, a United Artists, que se transformaria em um grande estúdio. Passa a dirigir os próprios filmes. Quando o som chega ao cinema em 1927, Chaplin permanece fazendo filmes mudos pela década de trinta. O seu primeiro filme sonoro só viria em “O Grande Ditador”, em 1940, sátira ao nazismo e à figura de Adolf Hitler.&lt;br /&gt;Com “Tempos Modernos”, de 1936, Chaplin deixa claro o seu flerte com a esquerda. Suas posições políticas seriam responsáveis pela perseguição que iria sofrer quando da época da caça às bruxas deflagrada pelo macarthismo. Durante as décadas que viveu nos Estados Unidos, Chaplin jamais recorreu à nacionalidade americana, vivendo com visto de residência como qualquer outro estrangeiro. Acusado de comunista, numa visita à Inglaterra em 1952, foi impedido de entrar novamente nas terras do Tio Sam, tendo o seu visto negado pelo serviço de imigração daquele país. Chaplin decide viver na Suíça, de onde não mais iria sair. O velho senhor só retornaria à América em 1972, para receber o Oscar honorário (segundo da sua carreira) por sua obra e contribuição ao cinema. Em 1973 receberia o Oscar de melhor trilha sonora pelo filme “Luzes da Ribalta”, de 1952, mas só lançado em Los Angeles em 1972, devido à perseguição do macarthismo.&lt;br /&gt;O último filme dirigido por Chaplin foi "A Condessa de Hong Kong", de 1967, protagonizado por Sophia Loren e Marlon Brando. Apesar do elenco, é um dos filmes que mais crítica negativa teve a sua carreira excepcional.&lt;br /&gt;Em 1975, já livre das perseguições políticas devido às posições de esquerda, o adorável vagabundo do cinema tem o seu título de nobreza, é condecorado como cavaleiro de Sua Majestade, Elizabeth II, tornando-se Sir Charles Spencer Chaplin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://virtualia.blogs.sapo.pt/7894.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-7184409587880529708?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/7184409587880529708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/04/charles-chaplin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/7184409587880529708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/7184409587880529708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/04/charles-chaplin.html' title='CHARLES CHAPLIN'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SdhZ7uJeRyI/AAAAAAAAABQ/XmgzgRIbv_A/s72-c/Chaplin+-+Tempos+Modernos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-3445486815221787515</id><published>2009-03-15T15:43:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T15:51:37.516-07:00</updated><title type='text'>Índios - Legião Urbana</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jrNJ6Q7ffuw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jrNJ6Q7ffuw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem me dera&lt;br /&gt;Ao menos uma vez&lt;br /&gt;Provar que quem tem mais&lt;br /&gt;Do que precisa ter&lt;br /&gt;Quase sempre se convence&lt;br /&gt;Que não tem o bastante&lt;br /&gt;Fala demais&lt;br /&gt;Por não ter nada a dizer"&lt;br /&gt;Infelizmente são estes que nos dão os espelhos "mágicos". Não podemos ficar omissos a neocolonização imposta a nós. Somos os novos índios; estão levando embora até o que não temos; somos pilhados o todo tempo, por todas as intiuições; recebemos um salário indigno que deve ser o suficiente para nos mantermos em pé no trabalho, sustentar nossas famílias, comprar remédios, pagar dízimo, mil e um impostos, inclusive a taxa sindical, para quem deveria defender nosso direitos e ainda tentam nos convencer de que contribuimos pouco; assim criam, criança esperança, big brother brasil, canais de televisão pagos pelo público etc. mas de fato, estão aliados a dominação; enfim, estamos agindo passivamente frente ao escambo da exploração capitalista; precisamos dar um basta.&lt;br /&gt;"Quem me dera&lt;br /&gt;Ao menos uma vez&lt;br /&gt;Como a mais bela tribo&lt;br /&gt;Dos mais belos índios&lt;br /&gt;Não ser atacado&lt;br /&gt;Por ser inocente."...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-3445486815221787515?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/3445486815221787515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/03/indios-legiao-urbana.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/3445486815221787515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/3445486815221787515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/03/indios-legiao-urbana.html' title='Índios - Legião Urbana'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-4590731321136683698</id><published>2009-03-15T09:59:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T10:04:28.524-07:00</updated><title type='text'>História das coisas</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lgmTfPzLl4E&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lgmTfPzLl4E&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-4590731321136683698?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/4590731321136683698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/03/historia-das-coisas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/4590731321136683698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/4590731321136683698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/03/historia-das-coisas.html' title='História das coisas'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-5300650011898277275</id><published>2009-03-08T10:07:00.000-07:00</published><updated>2009-03-11T13:18:29.556-07:00</updated><title type='text'>Mulher, mulher...a escola em que voce foi ensinada jamais tirei um 10, sou forte mas não chego aos teus pés... (Erasmo Carlos)</title><content type='html'>Gostaria aqui de registrar em poucas palavras meus parabéns a todas as mulheres  pelo dia internacional de vocês. Pra quem não sabe "O Dia Internacional da Mulher e uma homenagem a um episódio trágico que aconteceu nos Estados Unidos. Em 1857, mulheres de uma fábrica de tecidos em Nova Iorque se rebelaram contra suas condições de trabalho. Foi a primeira vez que as mulheres se uniram para reivindicar melhorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a rebelião foi contida de forma violenta, culminando com a morte de 129 tecelãs, que morreram carbonizadas dentro da fábrica. Em 1910 surgiu a idéia de se criar uma data para homenagear essas operárias e marcar um dia de luta feminina. Em 1975 a Assembléia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU) decretou o dia 8 de marco como Dia Internacional da Mulher" (in: http://www.buscafeminina.com/como_surgiu_o_dia_da_mulher.htm; acesso em 08/03/2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, este dia não é de ir ao shoping, fazer compras ou render-se aos encantos da sociedade consumista. Exatamente o contrário, devemos neste dia recordar a lutas destas mulheres operárias, bem como todas as mulheres que sofrerem e sofrem o jugo do machismo, da exploração e opressão. Desejo a vocês mulheres, que vocês saibam cada vez mais mostrar todo o potencial de vocês e lutar por seus direitos, pois é este o verdadeiro sentido deste dia. Vocês são muito importantes pra nós e pra toda sociedade. Segue um video com informaçoes mais detalhadas sobre a rebelião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oq_KbN-mAug&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oq_KbN-mAug&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-5300650011898277275?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/5300650011898277275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/03/mulher-mulhera-escola-em-que-voce-foi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5300650011898277275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5300650011898277275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/03/mulher-mulhera-escola-em-que-voce-foi.html' title='Mulher, mulher...a escola em que voce foi ensinada jamais tirei um 10, sou forte mas não chego aos teus pés... (Erasmo Carlos)'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-522172244252238069</id><published>2009-02-25T05:17:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T05:24:26.229-08:00</updated><title type='text'>Um dia você aprende - Shakspeare</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NpOtLhKsuPY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NpOtLhKsuPY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dara mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se,e que companhia nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com graça de um adulto e não a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão.&lt;br /&gt;Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.&lt;br /&gt;Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.&lt;br /&gt;Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo.E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára, para que você&lt;br /&gt;junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E vocêaprende realmente que pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida !!!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-522172244252238069?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/522172244252238069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/02/um-dia-voce-aprende-shakspeare.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/522172244252238069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/522172244252238069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/02/um-dia-voce-aprende-shakspeare.html' title='Um dia você aprende - Shakspeare'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-5193824537815215272</id><published>2009-02-19T14:28:00.000-08:00</published><updated>2009-02-20T13:48:59.680-08:00</updated><title type='text'>Selva Rolante</title><content type='html'>Recentemente tomei uma decisão drástica em minha vida. Deixei a moto em casa, adquiri uma bicicleta e passei a percorrer o trajeto de minha casa ao trabalho com a magrela. Nunca imaginei que esta decisão marcaria tanto minha vida. Meu motivo para tal decisão foi a necessidade de desenvolver alguma atividade física, na dificuldade com tempo para praticar esporte, resolvi percorrer os aproximadamente 7 km de byke. &lt;br /&gt;Entretanto, bem mais do que exercitar meu corpo, transitar de bicicleta tem confirmado uma suspeita antiga. Penso que o transito é um lugar privilegiado para o ser humano, especialmente do sexo masculino, liberar todo seu estresse e violência instintiva. As vias são espaço para competição e concorrência constante. Basta para isso ver a posição de alguém que sofre uma ultrapassagem. É doído ser ultrapassado. É Como se o motorista estivesse sendo derrotado, é necessário revidar, sobretudo se o veículo concorrente for inferior. Isso em parte explica a agressividade no trânsito. Outra forma de manifestar a competição é a imposição da força do mais forte. Caminhões sobressaem sobre carros baixos, estes sobre as motocicletas, seguidos por ciclistas e finalmente pedestres. Há uma espécie de cadeia alimentar em que o maior engole o menor. &lt;br /&gt;Sem dúvida, nosso trânsito seria menos violente se fossemos mais racionais. Mas não. Temos que correr, correr mais que o outro, ser melhor que outro, ter o carro melhor, com o melhor arranque, maior velocidade final, o motor mais potente. O mesmo se diga para motos e outros veículos. E, infelizmente, quem paga o pato por tamanha prepotência são ciclistas e pedestres.&lt;br /&gt;Hoje, quando retornava do trabalho, dividindo o espaço com os demais veículos, pressionados por ônibus e caminhões a refugiar-me na calçada, onde por sinal não há uma via para ciclistas, presenciei um fato cômico, e quase trágico. Um carro estava saindo de um estacionamento, enquanto vinha um ciclista a minha frente. O motorista entrou na frente no ciclista e contornou no estacionamento ao lado. Magicamente, o garoto foi capaz de fazer a mesma curva, com a mesma velocidade e escapar do acidente; talvez, se não fosse sua percepção e agilidade, agora estaria num hospital, para descartarmos a necessidade de acionar o prever.&lt;br /&gt;Infelizmente nosso trânsito é assim. O que sinto é que nele revelamos todos nossos instintos mais selvagens e emulativos. O poder de dirigir um veículo nos eleva, nos faz pretender sermos maiores que os demais, o orgulho nos invade e achamos que nada pode nos parar, ate que encontramos outro que pensa a mesma coisa, quando isso acontece geralmente a  conclusão é trágica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-5193824537815215272?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/5193824537815215272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/02/selva-rolante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5193824537815215272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/5193824537815215272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/02/selva-rolante.html' title='Selva Rolante'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-6978551399373694412</id><published>2009-01-27T18:13:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T18:40:57.348-08:00</updated><title type='text'>Imagine - john lennon</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jEOkxRLzBf0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jEOkxRLzBf0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine (tradução)&lt;br /&gt;John Lennon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine que não existe paraíso É fácil se você tentar&lt;br /&gt;Nenhum inferno abaixo de nós E acima apenas o céu &lt;br /&gt;Imagine todas as pessoas Vivendo para o hoje&lt;br /&gt;Imagine não existir países Não é difícil de fazê- lo&lt;br /&gt;Nada pelo que lutar ou morrer E nenhuma religião também&lt;br /&gt;Imagine todas as pessoas Vivendo a vida em paz&lt;br /&gt;Talvez você diga que eu sou um sonhador&lt;br /&gt;Mas não sou o único Desejo que um dia você se junte a nós&lt;br /&gt;E o mundo, então, será como um só Imagine não existir posses&lt;br /&gt;Surpreenderia-me se você conseguisse Sem necessidades e fome&lt;br /&gt;Uma irmandade humana Imagine todas as pessoas&lt;br /&gt;Compartilhando o mundo Talvez você diga&lt;br /&gt;que eu sou um sonhador Mas não sou o único&lt;br /&gt;Desejo que um dia você se junte a nós&lt;br /&gt;E o mundo, então, será como um só&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-6978551399373694412?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/6978551399373694412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/01/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/6978551399373694412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/6978551399373694412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/01/blog-post.html' title='Imagine - john lennon'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-4668215890138569821</id><published>2009-01-27T15:04:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T15:08:53.267-08:00</updated><title type='text'>Erros Gramaticais</title><content type='html'>Ola Amigos (as)&lt;br /&gt;segue algumas informaçoes sobre erros comuns em nossa redação. Coletados em varios sites, este texto pode nos ajudar a evitar erros corriqueiros na lingua escrita. Obviamente, respeitando a linguagem oral de cada individuo ou região.&lt;br /&gt;Ao final de cada texto indico o site que o texto foi retirado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cem erros mais comuns:&lt;br /&gt;Fonte: Estadão.com.br&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior freqüência, merecem atenção redobrada. O primeiro capítulo deste manual inclui explicações mais completas a respeito de cada um deles. Veja os cem mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles.&lt;br /&gt;1 - "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.&lt;br /&gt;2 - "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.&lt;br /&gt;3 - "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.&lt;br /&gt;4 - "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.&lt;br /&gt;5 - Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.&lt;br /&gt;6 - Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.&lt;br /&gt;7 - "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.&lt;br /&gt;8 - "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.&lt;br /&gt;9 - "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.&lt;br /&gt;10 - "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.&lt;br /&gt;11 - Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.&lt;br /&gt;12 - Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.&lt;br /&gt;13 - O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.&lt;br /&gt;14 - Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).&lt;br /&gt;15 - Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.&lt;br /&gt;16 - Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.&lt;br /&gt;17 - Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.&lt;br /&gt;18 - "Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.&lt;br /&gt;19 - "Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.&lt;br /&gt;20 - Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.&lt;br /&gt;21 - Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.&lt;br /&gt;22 - Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.&lt;br /&gt;23 - Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.&lt;br /&gt;24 - O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.&lt;br /&gt;25 - A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.&lt;br /&gt;26 - Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.&lt;br /&gt;27 - "Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.&lt;br /&gt;28 - Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.&lt;br /&gt;29 - A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.&lt;br /&gt;30 - Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.&lt;br /&gt;31 - O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).&lt;br /&gt;32 - Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?&lt;br /&gt;33 - "Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.&lt;br /&gt;34 - O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.&lt;br /&gt;35 - Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.&lt;br /&gt;36 - "Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.&lt;br /&gt;37 - A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.&lt;br /&gt;38 - A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.&lt;br /&gt;39 - Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.&lt;br /&gt;40 - Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.&lt;br /&gt;41 - Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.&lt;br /&gt;42 - "Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.&lt;br /&gt;43 - Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.&lt;br /&gt;44 - Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.&lt;br /&gt;45 - Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.&lt;br /&gt;46 - Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.&lt;br /&gt;47 - Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.&lt;br /&gt;48 - O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.&lt;br /&gt;49 - As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.&lt;br /&gt;50 - Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").&lt;br /&gt;51 - Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.&lt;br /&gt;52 - Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.&lt;br /&gt;53 - A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.&lt;br /&gt;54 - Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.&lt;br /&gt;55 - Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.&lt;br /&gt;56 - Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.&lt;br /&gt;57 - O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.&lt;br /&gt;58 - À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.&lt;br /&gt;59 - Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).&lt;br /&gt;60 - Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.&lt;br /&gt;61 - A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)&lt;br /&gt;62 - Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.&lt;br /&gt;63 - Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.&lt;br /&gt;64 - Fique "tranquilo". O u pronunciável depois de q e g e antes de e e i exige trema: Tranqüilo, conseqüência, lingüiça, agüentar, Birigüi.&lt;br /&gt;65 - Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.&lt;br /&gt;66 - "Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.&lt;br /&gt;67 - Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.&lt;br /&gt;68 - Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.&lt;br /&gt;69 - Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").&lt;br /&gt;70 - Vou sair "essa" noite. É este que desiga o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).&lt;br /&gt;71 - A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.&lt;br /&gt;Parte inferior do formulário&lt;br /&gt;·         &lt;a href="http://www.ig.com.br/acesso/" target="_top"&gt;Assine&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;72 - A promoção Parte superior do formulário&lt;br /&gt; veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.&lt;br /&gt;73 - Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.&lt;br /&gt;74 - Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.&lt;br /&gt;75 - Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.&lt;br /&gt;76 - Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeqüe", etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.&lt;br /&gt;77 - Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja", etc.&lt;br /&gt;78 - Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê", etc.&lt;br /&gt;79 - Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.&lt;br /&gt;80 - O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.&lt;br /&gt;81 - A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...&lt;br /&gt;82 - Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.&lt;br /&gt;83 - Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.&lt;br /&gt;84 - "Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.&lt;br /&gt;85 - A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).&lt;br /&gt;86 - Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).&lt;br /&gt;87 - O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.&lt;br /&gt;88 - Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.&lt;br /&gt;89 - "Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).&lt;br /&gt;90 - A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").&lt;br /&gt;91 - O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.&lt;br /&gt;92 - "Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.&lt;br /&gt;93 - A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.&lt;br /&gt;94 - É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...&lt;br /&gt;95 - Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").&lt;br /&gt;96 - Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.&lt;br /&gt;97 - A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.&lt;br /&gt;98 - "Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas idéias...&lt;br /&gt;99 - Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.&lt;br /&gt;100 - "Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.estudanet.hpg.ig.com.br/cem-erros.htm"&gt;http://www.estudanet.hpg.ig.com.br/cem-erros.htm&lt;/a&gt; &gt; 27/01/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erros mais comuns da língua portuguesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Casos inadmissíveis" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/84"&gt;Casos inadmissíveis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Dúvidas" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/50"&gt;Dúvidas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;• Erros + comuns&lt;br /&gt;&lt;a title="Há a ou à" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/323"&gt;Há a ou á&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/300"&gt;Novo Acordo Ortográfico&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Palavras que se confundem" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/51"&gt;Palavras que confundem&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Plurais difíceis" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/52"&gt;Plurais difíceis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Ponto e Vírgula" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/327"&gt;Ponto e vírgula&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Reticência" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/328"&gt;Reticência&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Senão e Se Não" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/324"&gt;Senão e se não&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Tautologia" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/297"&gt;Tautologia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="O uso do  Travessão" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/322"&gt;Travessão&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="O uso da vírgula" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/321"&gt;Uso da Vírgula&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Regra para o verbo com dois particípios" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/301"&gt;Verbo com dois particípios&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Verbos Defectivos" href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/296"&gt;Verbos Defectivos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Afrontar a língua portuguesa depõe contra a imagem de qualquer executivo competente, quer do ponto de vista técnico, quer no exercício de suas atividades. Erros de português depõem, e muito, contra os profissionais mais jovens e menos qualificados, podendo até prejudicá-los na sua carreira em ascensão. Erros de português podem impedir a promoção de funcionários, pois cometer vulgaridade de linguagem não é uma postura profissional.&lt;br /&gt; MANTEIGUEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A minha mantegueira era de estimação.&lt;br /&gt; A minha manteigueira era de estimação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manteigueira (man-tei-gueira-ra), vem de "manteiga".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;A minha manteigueira era de estimação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; RECORDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele bateu o record.&lt;br /&gt; Ele bateu o record.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorde: indica uma marca máxima atingida.&lt;br /&gt;Diga recórde, forma correta. A forma aportuguesada recorde (paroxítona) já é de uso consagrado e reconhecida pelo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Evite a pronúncia proparoxítona (récorde) e a grafia inglesa record. A pronúncia proparoxítona é registrada somente por Houaiss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Ele bateu o recorde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; CABELEIREIRO / PRAZEROSO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É prazeiroso ir ao cabelereiro.&lt;br /&gt; É prazeroso ir ao cabeleireiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazeroso: não existe a letra "i" nessa palavra. Sua formação é a seguinte: prazer+oso. Daí, prazeroso, prazerosamente (e não "prazeiroso" ou "prazeirosamente").&lt;br /&gt;Cabeleireiro: o correto é cabeleireiro (ca-be-lei-rei-ro). Provém de "cabeleira+eiro" (que indica profissão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;É prazeroso ir ao cabeleireiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; TAMPOUCO / TÃO POUCO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não houve frutas, tão pouco doces.&lt;br /&gt; Não houve frutas, tampouco doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão pouco: muito pouco. Assim: A família tinha tão pouco para doar (= algo em pouca quantidade) / Ele comeu tão pouco (= muito pouco).&lt;br /&gt;Tampouco: Também não; nem. Assim: Não comeu frutas, tampouco doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Não houve frutas, tampouco doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; MUÇARELA / MOZARELA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quero uma pizza de mussarela.&lt;br /&gt; Quero uma pizza de muçarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe a grafia "mussarela" (com "ss"). Está consignada no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, a forma muçarela (com "ç"). Pode-se usar também a forma mozarela. A grafia mussarela é de uso comum nos folhetos de propaganda das pizzarias, o que não justifiça a continuação de seu uso. A palavra muçarela vem do italiano mozzarella, um queijo de origem napolitana feito de leite de búfala (ou de vaca). Mozzarella é diminutivo de Mozza (leite talhado com fungo, mozzé).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto é:&lt;br /&gt;Quero uma pizza de muçarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; COMPANHIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Magda, quero ir em sua compania.&lt;br /&gt; Magda, quero ir em sua companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe a palavra "compania". É inaceitável a pronúncia "compania".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto é:&lt;br /&gt;Magda, quero ir em sua companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ETC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tenho um apartamento com sala, quarto e etc.&lt;br /&gt; Tenho um apartamento com sala, quarto, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Etc. é abreviatura de et caetera ou et coetera, expressão latina que significa "e as outras coisas". Normalmente é usada quando se quer evitar uma longa enumeração - Tenho um apartamento com sala, quarto, etc. / Fui à feira e comprei mexericas, bananas, verduras, pastéis, etc. Atualmente, aplica-se também para pessoas, embora, pelo sentido, se use com referência a coisas somente. Usa-se vírgula antes de "etc". O que não se deve usar é a conjunção "e".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto é:&lt;br /&gt;Tenho um apartamento com sala, quarto, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; AVÔS / AVÓS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O pai do meu pai e o pai da minha mãe são meus avós.&lt;br /&gt; O pai do meu pai e o pai de minha mãe são meus avôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avôs e avós: o substantivo avô tem duas pronúncias no plural: "avôs" ("ô" fechado) e "avós" ("ó" aberto). Assim: avôs, quando se refere ao avô paterno e ao avô materno: avós, quando se refere ao "avô" e à "avó" (ou aos antepassados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;O pai do meu pai e o pai de minha mãe são meus avôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; TACHAR / TAXAR / LADRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Marta foi taxada de ladrona.&lt;br /&gt; Marta foi tachada de ladra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tachar: é acusar, censurar. Outros exemplos: Ele também foi tachado de ladrão / O promotor foi tachado de leviano.&lt;br /&gt;Taxar é regular o preço; regular, moderar, lançar uma taxa (tributo) sobre.&lt;br /&gt;Pode também significar "qualificar": Muitos taxam a medicina de infalível.&lt;br /&gt;Ladrão: seu feminino é ladra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Marta foi tachada de ladra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; BEM-VINDO / BENVINDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Seja benvida, Maria Cristina.&lt;br /&gt; Seja bem-vinda, Maria Cristina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindo(a): é um adjetivo composto.&lt;br /&gt;Bemvindo(a) (sem hífen) é nome de homem ou de mulher. O plural de "bem-vindo" é "bem-vindos"; o feminino é "bem-vindas". Assim: Bem-vindo, prezado mestre. / Bem-vinda, prazada professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Seja bem-vinda, Maria Cristina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; DISPENSA / DESPENSA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A dispensa da casa estava sempre cheia de bons alimentos.&lt;br /&gt; A despensa da casa estava sempre cheia de bons alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dispensa: isenção, desobrigação: Recebeu a dispensa do serviço militar.&lt;br /&gt;Despensa: local onde se guardam alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;A despensa da casa estava sempre cheia de bons alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; DEPREDAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os adversários de Danielle depedraram o caminhão.&lt;br /&gt; Os adversários de Danielle depredaram o caminhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma correta é depredar: "roubar", "saquear", "destruir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Os adversários de Danielle depredaram o caminhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; POSSUIR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele possue mais de dez apartamentos.&lt;br /&gt; Ele possui mais de dez apartamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possuir: nas formas dos verbos terminados em "uir", mais precisamente na 2a e 3a pessoas do singular do presente do indicativo, grafa-se "-ui" e não "ue", isto é, emprega-se a letra "i" e não a letra "e". Assim: possuis, possui.&lt;br /&gt;Observe também o verbo "concluir": "concluis", "conclui". O verbo "poluir" também: poluis, polui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Ele possui mais de dez apartamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; HAJA / AJA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Que você haja com prudência.&lt;br /&gt; Que você aja com prudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aja é do verbo "agir". Haja, do verbo "haver".&lt;br /&gt;Aja: presente do subjuntivo do verbo "agir" (que eu aja, que tu ajas, que ele aja, etc.).&lt;br /&gt;Haja: presente do subjuntivo do verbo "haver" (que eu haja, que tu hajas, que ele haja, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Que você aja com prudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; MAS / PORÉM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ela se candidatou, mas porém, não obteve êxito.&lt;br /&gt; Ela se candidatou, mas não obteve êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conjunções mas e porém juntas constituem uma forma inaceitável de redundância. Usa-se uma ou outra: Ela se candidatou, mas não obteve êxito; ou Ela se candidatou, porém não obteve êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Ela se candidatou, mas não obteve êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; COPO DE ÁGUA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bia pediu um copo com água, uma xícara de café e um litro de leite.&lt;br /&gt; Bia pediu um copo de água, uma xícara de café e um litro de leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quer dizer que o copo seja feito de água, que a xícara seja feita de café e que o litro seja feito de leite, embora a preposição "de" designe o material de que é feita alguma coisa: cabo de aço, estátua de gesso, etc.&lt;br /&gt;Poucas pessoas teimam em dizer "copo com água", "xícara com café", "litro com leite" - tais expressões têm o sentido de "copo (xícara ou litro) com alguma água ou com algum café, leite". Quando se diz "copo de água", etc., a palavra "copo" (xícara ou litro) define a medida; não quer dizer que o copo (xícara ou litro) seja feito de água, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Bia pediu um copo de água, uma xícara de café e um litro de leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; IR A / IR PARA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foram para Rio das Ostras passar uns dias.&lt;br /&gt; Foram a Rio das Ostras passar uns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preposição "a" indica deslocamento rápido.&lt;br /&gt;A preposição "para" indica deslocamento demorado ou definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Foram a Rio das Ostras passar uns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; AO INVÉS DE / EM VEZ DE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao invés de falar, procurou ser atencioso.&lt;br /&gt; Em vez de falar, procurou ser atencioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há diferença entre:&lt;br /&gt;Ao invés de: é a mesma coisa que "ao contrário": Ao invés de comprar, vendeu.&lt;br /&gt;Em vez de: é a mesma coisa que "em lugar de": Em vez de falar, procurou ser atencioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Em vez de falar, procurou ser atencioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; CONVIR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Olívia, faça quando isto lhe convir.&lt;br /&gt; Olívia, faça quando isto lhe convier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convir: segue, na conjugação, o verbo "vir". Significa "concordar", ser conveniente, ser útil. O futuro do subjuntivo de vir é: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem.&lt;br /&gt;Assim: convier, convieres, convier, conviermos, convierdes, convierem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Olivia, faça quando isto lhe convier..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; POLIR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mary Lucy pole mensalmente os seus talhares .&lt;br /&gt; Mary Lucy pule mensalmente os seus talheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polir: presente do indicativo: pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Mary Lucy pule mensalmente os seus talhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; REAVER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eles reaveram o objeto perdido.&lt;br /&gt; Eles reouveram o objeto perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reaver: verbo defectivo. Segue o verbo "haver" somente nas formas em que conserva o "v".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Eles reouveram o objeto perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; IR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se ele ir, eu irei também.&lt;br /&gt; Se ele for, eu irei também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro do subjuntivo do verbo "ir" é: for, fores, for, formos, fordes, forem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Se ele for, eu irei também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ACAUTELAR-SE / PRECAVER-SE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Que você se precavenha, meu filho.&lt;br /&gt; Que você se acautele, meu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precaver-se: este verbo não possui o presente do subjuntivo. Deve ser substituído por "acautelar-se", "prevenir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Que você se acautele, meu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; COLORIR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu coloro a vida com versos de amor.&lt;br /&gt; Eu dou cor à vida com versos de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colorir: verbo defectivo. Só se conjuga nas pessoas em que ao "r" se segue "e" ou "i". Assim:... tu colores, ele colore, nós colorimos, vós coloris, eles colorem. Não se conjuga, pois, na primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Quando precisar, procure usar um equivalente, como "Dar cor a"; "matizar de cor"; "pintar com cores vivas", etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Eu dou cor à vida com versos de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; CONSIGO / COM VOCÊ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quero falar consigo.&lt;br /&gt; Quero falar com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pronome consigo é reflexivo. Assim: Ele fala consigo mesmo. / O professor leva consigo a pasta. Deve-se dizer: Quero falar com você. / Quero falar com o senhor. / Quero falar com ela. / Quero ir com ela ao teatro. Se o tratamento for da segunda pessoa deve-se dizer: Quero falar contigo. / Quero ir contigo ao cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Quero falar com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; MIM / SI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu fiquei fora de si.&lt;br /&gt; Eu fiquei fora de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pronome mim concorda com a 1a pessoa (eu) e o pronome si, com a 3a pessoa (ele, ela).&lt;br /&gt;Assim: Meus filhos esperam muito de mim. ? O vizinho ficou fora de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Eu fiquei fora de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; PARA EU / PARA MIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O jornal é para mim ler.&lt;br /&gt; O jornal é para eu ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca se deve dizer: mim quer casar ou mim vai car. O eu é que pode ser sujeito.&lt;br /&gt;Assim: Sou eu que faço. Portanto, para eu ler. Use o "mim", quando o "eu" não for o sujeito.&lt;br /&gt;Assim: O jornal é para mim. / Para mim, ela é linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;O jornal é para eu ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SOBRANCELHAS/SOMBRANCELHAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Minhas sombrancelhas.&lt;br /&gt; Minhas sobrancelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrancelhas: Cada uma das duas faixas de pêlos que se dispõem por sobre as órbitas oculares; SOBROLHO; SUPERCÍLIO.&lt;br /&gt;Não existe a palavra sombrancelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto, portanto, é:&lt;br /&gt;Minhas sobrancelhas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/118"&gt;http://www.cassao.eti.br/portal/?q=node/118&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erros Gramaticais comuns na Língua Portuguesa - Parte I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceito de correçãoNuma língua, existem vários modos de falar, determinados pela localização geográfica do falante, faixa etária, situação, nível de escolaridade, nível social dentre outros fatores. Dentre estes, existe um que se institui como língua-padrão, que corresponde ao modo de falar das pessoas de mais prestígio dentro do grupo social, quando usam a língua em situações formais.A Gramática é fruto desta tentativa de sistematizar a língua padrão, estabelecendo normas daquilo que seria falar corretamente uma língua. Essas normas, instituídas pelo uso das pessoas de prestígio e explicitadas pela Gramática, estão sempre sujeitas a desvios por conta da heterogeneidade da fala, já que uma pessoa nunca fala do mesmo modo em todas as situações.Conceituando correto e errado, neste contexto, temos:* Correto: é todo uso lingüístico que segue as normas da língua-padrão;* Errado: é todo uso lingüístico que não segue as normas impostas pela gramática.Ainda que esses erros se situem nas mais diversas camadas da língua, em virtude de a Gramática Normativa não se basear nas situações de fala, é possível determinar alguns tipos que costumam ocorrer com mais freqüência, tomando sempre por base a língua escrita.1. Erros de grafia: ocorrem nas mais diversas construções. Exemplo:Comprei três quilos de mortandela. (mortadela)Os partidos vivem a degladiar entre si. (digladiar)O garoto foi pego roubando salchichas. Porisso, não deixe que tome conta do açougue. (salsichas / Por isso)2. Erros de impropriedade vocabular: ocorrem quando se usa uma palavra em lugar de outra por falsa associação de sentido entre elas. Exemplo:As lâmpadas florescentes são mais econômicas. (fluorescentes)O criminoso foi pego em fragrante. (flagrante)O negro tem sido muito descriminado neste país. (discriminado)3. Erros de &lt;a href="http://www.infoescola.com/portugues/acentuacao-grafica/"&gt;acentuação gráfica&lt;/a&gt; - ocorrem por dois motivos:* Por desconhecimento das normas ortográficas vigentes. Exemplo:Comprei na loja de conveniência vários ítens. (itens – sem acento)* Por desconhecimento da posição correta da sílaba tônica. Exemplo:As rúbricas dos documentos eram falsas. (rubrica – paroxítona)4. Erros no emprego da &lt;a href="http://www.infoescola.com/portugues/crase/"&gt;crase&lt;/a&gt; – ocorrem por dois motivos:* Omitindo-se o acento em situações em que ocorre a crase. Exemplo:O Projeto Mesa Brasil está promovendo uma campanha de ajuda as crianças vítimas da seca. (ajuda a quem? Às vítimas da seca)* Colocando o acento onde não ocorreu a crase. Exemplo:Enviamos à V. Sª. o resultado das avaliações. (Vossa não admite artigo antes, portanto, o correto seria “a V. Sª.)5. Erros de emprego dos pronomes: uso de um pronome com função de sujeito no lugar de um pronome com função de objeto e vice-versa.Comprei este lindo relógio para mim usar no casamento. (para eu usar)Comprei este lindo relógio para eu. (para mim)6. Erros de emprego de verbos - ocorrem em três casos:* Na conjugação verbal. Exemplo:A polícia militar não interviu a tempo de evitar o assassinato. (verbo intervir – composto: inter / vir – passado de vir, ele veio. Então o passado de intervir é interveio)* No tempo verbal. Exemplo:Encontrei Alice no mesmo lugar que, anos antes, recebeu-me. (recebera)* No modo verbal. Exemplo:Não estou certa de que essa decisão satisfaz a todos. (satisfaça)7. Erros de &lt;a href="http://www.infoescola.com/portugues/morfologia/"&gt;morfologia&lt;/a&gt; em substantivos e adjetivos – ocorrem em dois casos:* No plural dos nomes compostos. Exemplo:Os dois páras-choques dos carros foram atingindo na colisão. (pára – verbo parar – não vai para o plural. O correto seria “pára-choques”)* No uso do gênero dos substantivos. Exemplo:Mandei Larissa comprar uma guaraná na bodega. (um guaraná – palavra masculina)8. Erros de &lt;a href="http://www.infoescola.com/portugues/regencia-verbal/"&gt;regência verbal&lt;/a&gt;. Exemplos:As madeireiras estão visando o mercado externo. (visar, no sentido de ter em vista, pede preposição “a”. O correto seria “visando ao mercado”)As crianças assistiam o desenho na televisão. (Assistir, no sentido de ver, presenciar, pede preposição “a”. O correto seria “assistiam ao desenho”)9. Erros de &lt;a href="http://www.infoescola.com/portugues/concordancia-verbal/"&gt;concordância verbal&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.infoescola.com/portugues/concordancia-nominal/"&gt;nominal&lt;/a&gt;. Exemplos:Vamos esperar que V. Sª. manifeste vossa escolha. (o pronome de tratamento sempre concorda com a 3ª pessoa dos pronomes. O correto seria sua escolha)Poderá ainda acontecer mais incentivos como esses. (Mais incentivos poderão acontecer)10. Erros de &lt;a href="http://www.infoescola.com/portugues/colocacao-pronominal-proclise-mesoclise-enclise/"&gt;colocação pronominal&lt;/a&gt;. Exemplo:Enviaremos até a próxima semana os pedidos que encomendaram-nos. (nos encomendaram)&lt;br /&gt;expandedPictureUrl = "http://www.infoescola.com/modules/galleries/expandedPicture.php?pic={picture}";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;SAVIOLI, Francisco Platão. Gramática em 44 lições. 15 ed. São Paulo, Ática, 1989, p.422-4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.infoescola.com/portugues/erros-gramaticais-comuns-na-lingua-portuguesa-parte-i/"&gt;http://www.infoescola.com/portugues/erros-gramaticais-comuns-na-lingua-portuguesa-parte-i/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erros Gramaticais comuns na Língua Portuguesa - Parte II&lt;br /&gt;1. Emprego de MAU / MAL.· Mau: é o contrário de bom (adjetivo) e acompanha ou se refere a um substantivo.Ex. O lobo-mau comeu a vovozinha.· Mal: é o contrário de bem (advérbio) e refere-se a um verbo.Ex. Passei mal no colégio.2. Emprego de ONDE / AONDE.· Onde: aparece em verbos estáticos ou dinâmicos que pedem preposição em.Ex. Onde ficou o menino? (Quem fica, fica “em” algum lugar)Onde andavam as crianças? (Quem anda, anda “em” algum lugar)· Aonde: emprega-se &lt;a href="http://www.infoescola.com/portugues/erros-gramaticais-comuns-na-lingua-portuguesa-parte-ii/"&gt;exclusivamente&lt;/a&gt; em verbos de movimento que pedem preposição “a”. Note-se que a própria palavra já começa com “a”.Ex. Aonde foram os meninos? (Quem vai, vai “a” algum lugar)Aonde chegaram os meninos? (Quem chega, chega “a” algum lugar)Obs. Por onde passearam? / De onde vieram? / Para onde foram?Neste caso, nunca use “aonde”, pois antes de “onde” já tem uma preposição.3. Emprego de A PAR / AO PAR.· A par: é usada no sentido dea) “estar ciente”, “sabedor de”: Não estamos a par do problema.b) “ao lado de”, “paralelamente”: A casa está completamente deteriorada. A par disso tudo, ainda têm muitos impostos a pagar.· Ao par: tem sentido de “ao câmbio, ao preço, ao valor, à troca”. Termo habitualmente empregado na linguagem comercial.Ex. O dólar não está nem de longe ao par do real.4. Emprego de AFIM DE/ AFIM/ A FIM DE/ A FIM DE QUE.· Afim de - usado no sentido de:a) “parente” – função de adjetivo: José é afim de Paulo.b) “próximo” – função de adjetivo: O Ceará é um Estado afim da Paraíba.· Afim – usado no sentido de:a) “parentes, familiares” – função de substantivo: Meus afins moram em São Paulo.b) “correlatas, semelhantes” – função de adjetivo: Geografia e História são áreas afins.· A fim de – usado no sentido de:a) “finalidade” – locução prepositiva e pode ser substituída por “para”: Mário estuda a fim de passar no teste.Obs. Na linguagem coloquial, esta expressão vem sendo usada em situações como “Marcos está a fim de Ana”, assumindo o sentido de “estar predisposto a namorar”.· A fim de que: usado no sentido de finalidade e pode ser substituído por “para que”, inserindo uma oração adverbial final.Ex. Os &lt;a href="http://www.infoescola.com/portugues/erros-gramaticais-comuns-na-lingua-portuguesa-parte-ii/"&gt;meninos&lt;/a&gt; treinam a fim de que vençam o campeonato.5. Emprego de HÁ/ A/ À.· Há é usado com sentido de:a) verbo fazer: Há dias não o vejo.b) Indica tempo decorrido: Há dez minutos espero pelo ônibus.c) Sentido de existir: Há crianças no pátio.· A: é preposição ou artigo. Se vier antes de um substantivo, é artigo. Depois de um verbo, é preposição.Ex. Moro a dois quilômetros de Fortaleza (preposição).A cidade de Juazeiro do Norte está cheia de romeiros (artigo).· À: é a junção da preposição “a” + artigo “a”.Ex. Fui à cidade. (Fui “a algum lugar” – a cidade: palavra feminina)6. Emprego de À-TOA/ À TOA· À-toa: é uma locução adjetiva, refere-se a um substantivo e significa ”sem qualificação”, “inútil”.Ex. Ele é um menino à-toa.· À toa: é uma locução adverbial de modo, refere-se a um verbo e significa “sem rumo, ao acaso”.Ex. Ele anda à toa na vida.7. Emprego de SENÃO/ SE NÃO.· Senão é usado equivalendo a:d) do contrário: Saia daí, senão vai se molhar.e) a não ser: Não faz outra coisa senão reclamar.f) mas sim: Não tive a intenção de exigir, senão pedir.· Se não: equivale a “caso não”.Ex. Esperarei mais um pouco. Se não vier, vou embora.&lt;br /&gt;expandedPictureUrl = "http://www.infoescola.com/modules/galleries/expandedPicture.php?pic={picture}";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.infoescola.com/portugues/erros-gramaticais-comuns-na-lingua-portuguesa-parte-ii/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-4668215890138569821?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/4668215890138569821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/01/erros-gramaticais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/4668215890138569821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/4668215890138569821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/01/erros-gramaticais.html' title='Erros Gramaticais'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9042583374773859666.post-1257201416970477082</id><published>2009-01-27T14:57:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T15:02:29.772-08:00</updated><title type='text'>Olá Amigos</title><content type='html'>Olá Amigos (as)&lt;br /&gt;Receoso das críticas hesitei em ativar este blog. Mas enfim, não resisti a tentação e acabei por ativa-lo. Não tenho a menor pretensão de doutrinar ninguém, apenas gostaria de partilhar e disponibilizar a que possa interessar alguns de meus pensamentos e reflexoes sobre a vida.&lt;br /&gt;agradeço por você passar por aqui e gostaria que vc deixasse sua participação através de sugestões, críticas, correçoes etc&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9042583374773859666-1257201416970477082?l=josimarpriori.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josimarpriori.blogspot.com/feeds/1257201416970477082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/01/ola-amigos-as-receoso-das-criticas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/1257201416970477082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9042583374773859666/posts/default/1257201416970477082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josimarpriori.blogspot.com/2009/01/ola-amigos-as-receoso-das-criticas.html' title='Olá Amigos'/><author><name>Priori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_IzsxvidnfNs/SX-PDmQiStI/AAAAAAAAAAM/lDCAM_zMK0Y/S220/revelar+(43).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
